Só os bovinos cá do burgo é que saltaram para a frente e desataram a escrever à troglodita. De resto, ninguém liga leva aquela espécie de grafia suburbana a sério.
Nunca usei “premiê” na minha vida, embora saiba que a opção existe: é primeiro-ministro? Já usina é em que sentido, de fábrica de manufaturas? Ou de centro de geração de energia elétrica? Quanto a trem e ônibus, convenhamos que a opção brasileira é a que se aproxima das origens dos termos e das demais línguas romances.
A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira, 7, no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, o ex-premiê das ilhas caribenhas de Turks e Caicos Michael Eugene Misick, de 46 anos.
Não me passaria pela cabeça (só se tivesse enlouquecido) defender que no Brasil deixassem de usar esses termos. O que quero dizer é que a principal dificuldade de um português, ao ler um texto em português do Brasil (ou de um brasileiro ao ler um texto em português de Portugal), é compreender o significado de palavras como aquelas, assim como, p.ex., expressões idiomáticas, e de modo nenhum aqueles pormenores com que o A.O. se preocupou, e que não causam o mínimo problema. Mas claro que nenhum A.O. poderia obrigar os brasileiros a deixarem de dizer ônibus, ou os angolanos e os moçambicanos machimbombo (ou os portugueses autocarro).
Exacto. As diferenças principais entre o português escrito e falado por portugueses e brasileiros situam-se ao nível do vocabulário e da sintaxe. Nenhum ‘acordo unificador’ pode resolver isto. E, mesmo se pudesse, esse acordo seria indefensável. Porque a variedade enriquece. E a unicidade linguística empobrece.
O acordo é um atestado de menoridade cívica e política. Não é por acaso que Relvas é um dos que o impõe com mais força. Pena é ver a cobardia de Crato ou Portas. Já não se pedia que fossem como este. http://www.huffingtonpost.co.uk/2012/02/08/august-landmesser-hamburg-shipyard-worker-who-refused-to-make-nazi-salute-photo_n_1262876.html
Não sou especialista do assunto, mas um acordo que pretende que escreva espectador igual a espetador, corrector igual a corretor, que não permite distinguir a pronúncia de recessão e “receção” (recepção), etc, etc, terá sempre o meu mais radical desprezo.
Os brasileiros alguma vez colocaram em vigor um acordo ortográfico que tenham feito connosco?
Eu votaria em Portugal num partido que denunciasse o acordo mas julgo que não haverá nenhum.
A sua pergunta é muito pertinente, meu caro. E a resposta é um redondo não.
Só os bovinos cá do burgo é que saltaram para a frente e desataram a escrever à troglodita. De resto, ninguém liga leva aquela espécie de grafia suburbana a sério.
É precisamente o que pretendo demonstrar com esta série, Vasco.
Então nem na terra dos premiês, dos bondes, dos ônibus, dos trens, das privadas, dos ternos, das usinas, etc, apreciam a coisa?!
Nunca usei “premiê” na minha vida, embora saiba que a opção existe: é primeiro-ministro? Já usina é em que sentido, de fábrica de manufaturas? Ou de centro de geração de energia elétrica? Quanto a trem e ônibus, convenhamos que a opção brasileira é a que se aproxima das origens dos termos e das demais línguas romances.
A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira, 7, no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, o ex-premiê das ilhas caribenhas de Turks e Caicos Michael Eugene Misick, de 46 anos.
“Morte de enfermeira de Kate após trote abre polêmica internacional”
Se um simples trote abre polémica internacional, imaginemos se tivesse sido a galope…
Não me passaria pela cabeça (só se tivesse enlouquecido) defender que no Brasil deixassem de usar esses termos. O que quero dizer é que a principal dificuldade de um português, ao ler um texto em português do Brasil (ou de um brasileiro ao ler um texto em português de Portugal), é compreender o significado de palavras como aquelas, assim como, p.ex., expressões idiomáticas, e de modo nenhum aqueles pormenores com que o A.O. se preocupou, e que não causam o mínimo problema. Mas claro que nenhum A.O. poderia obrigar os brasileiros a deixarem de dizer ônibus, ou os angolanos e os moçambicanos machimbombo (ou os portugueses autocarro).
Exacto. As diferenças principais entre o português escrito e falado por portugueses e brasileiros situam-se ao nível do vocabulário e da sintaxe. Nenhum ‘acordo unificador’ pode resolver isto. E, mesmo se pudesse, esse acordo seria indefensável. Porque a variedade enriquece. E a unicidade linguística empobrece.
Não era mais simples mandarem rezar uma missa de sétimo dia?
Não seria má ideia. Com o Cónego Casteleiro a celebrar.
A ironia é que ainda vamos ficar sozinhos a escrever numa grafia que era suposto ser “unificadora”. Que miséria.
O acordo é um atestado de menoridade cívica e política. 8/august-landmesser-hamburg-shipyard-wor ker-who-refused-to-make-nazi-salute-phot o_n_1262876.html
Não é por acaso que Relvas é um dos que o impõe com mais força.
Pena é ver a cobardia de Crato ou Portas.
Já não se pedia que fossem como este.
http://www.huffingtonpost.co.uk/2012/02/0
Nem brasileiros nem angolanos querem nada com esta grafia analfabeta, Ana. E fazem muito bem.
Não sou especialista do assunto, mas um acordo que pretende que escreva espectador igual a espetador, corrector igual a corretor, que não permite distinguir a pronúncia de recessão e “receção” (recepção), etc, etc, terá sempre o meu mais radical desprezo.
Junte-se aqui à tribo, que fica em boa (e vasta) companhia.