18 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (25)”

  1. Os brasileiros alguma vez colocaram em vigor um acordo ortográfico que tenham feito connosco?

    Eu votaria em Portugal num partido que denunciasse o acordo mas julgo que não haverá nenhum.

  2. Só os bovinos cá do burgo é que saltaram para a frente e desataram a escrever à troglodita. De resto, ninguém liga leva aquela espécie de grafia suburbana a sério.

  3. Então nem na terra dos premiês, dos bondes, dos ônibus, dos trens, das privadas, dos ternos, das usinas, etc, apreciam a coisa?!

    1. Nunca usei “premiê” na minha vida, embora saiba que a opção existe: é primeiro-ministro? Já usina é em que sentido, de fábrica de manufaturas? Ou de centro de geração de energia elétrica? Quanto a trem e ônibus, convenhamos que a opção brasileira é a que se aproxima das origens dos termos e das demais línguas romances.

      1. A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira, 7, no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, o ex-premiê das ilhas caribenhas de Turks e Caicos Michael Eugene Misick, de 46 anos.

    2. Não me passaria pela cabeça (só se tivesse enlouquecido) defender que no Brasil deixassem de usar esses termos. O que quero dizer é que a principal dificuldade de um português, ao ler um texto em português do Brasil (ou de um brasileiro ao ler um texto em português de Portugal), é compreender o significado de palavras como aquelas, assim como, p.ex., expressões idiomáticas, e de modo nenhum aqueles pormenores com que o A.O. se preocupou, e que não causam o mínimo problema. Mas claro que nenhum A.O. poderia obrigar os brasileiros a deixarem de dizer ônibus, ou os angolanos e os moçambicanos machimbombo (ou os portugueses autocarro).

      1. Exacto. As diferenças principais entre o português escrito e falado por portugueses e brasileiros situam-se ao nível do vocabulário e da sintaxe. Nenhum ‘acordo unificador’ pode resolver isto. E, mesmo se pudesse, esse acordo seria indefensável. Porque a variedade enriquece. E a unicidade linguística empobrece.

    1. O acordo é um atestado de menoridade cívica e política.
      Não é por acaso que Relvas é um dos que o impõe com mais força.
      Pena é ver a cobardia de Crato ou Portas.
      Já não se pedia que fossem como este.
      http://www.huffingtonpost.co.uk/2012/02/08/august-landmesser-hamburg-shipyard-worker-who-refused-to-make-nazi-salute-photo_n_1262876.html

  4. Não sou especialista do assunto, mas um acordo que pretende que escreva espectador igual a espetador, corrector igual a corretor, que não permite distinguir a pronúncia de recessão e “receção” (recepção), etc, etc, terá sempre o meu mais radical desprezo.

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