6 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (120)”
Caro Pedro: Com o despautério que invadiu a comunicação social (o factor que mais influencia as pessoas), bem precisamos de resistentes como este. Só não sei se é um resistente activo ou passivo (que apenas mantém a ortografia ante-Aborto Ortográfico pela inércia e o custo da alteração). Por acaso já ouviu um «spot» publicitário da rádio pública em que se diz: «No Natal são partilhadas milhões de fotografias». (Já telefonei para a Provedora do Ouvinte, mas desde que esta senhora ocupa o cargo, dos serviços da Provedoria nem se dignam responder aos e-mails que lhes envio, como me habituei a fazer ao longo dos anos. Houve um Provedor que se dispôs a telefonar-me, ele próprio. E dos serviços da Provedoria, nesses tempos, chegaram a pedir-me para gravar uma intervenção para o programa que mantém semanalmente às 6.as feiras.) O erro de concordância de género neste «spot» não resulta directamente do Aborto Ortográfico, mas que ele ajudou, e muito, à confusão geral que por aí grassa, disso não tenho a menor dúvida. —– P. S. Mais tarde, com outro Provedor, homem, protestei por causa dos «cromos» do Desporto da Antena 1, que, entre outros mimos, dizem «campeão em título». Para além e ser uma frase bastante obtusa, para eles, campeão não chega, uma vez que, em cada momento, só há um. Os anteriores são todos ex-campeões, pelo que não há ambiguidade.
O AO90, tudo visto, bem pode apenas ser uma etapa de um processo. De cuja conclusão resultarão brilhantes índices de aprovação escolar em língua portuguesa (ou o que quer que, numa geração, se tanto, venha a usurpar essa dignidade).
O tempo chegará em que, entre facultatividades, o magno critério segundo o qual desde que se perceba está certo (e está, ainda que não se perceba), e o simples bem estar do próprio, pessoas amadas e bens, teremos 100% de aprovação.
E em último caso o “face” (parece que entre os iniciados da seita lhe chamam assim) explica tudo.
Isto não é resistência coisa nenhuma. É claro que o Centro Ótico não iria dar-se ao trabalho e despesa de mudar de nome e/ou de mudar o anúncio só por causa da alteração ortográfica. Seria resistência ativa se o Centro Ótico fosse uma nova empresa, surgida e registada já após a nova ortografia.
Caro Pedro:
Com o despautério que invadiu a comunicação social (o factor que mais influencia as pessoas), bem precisamos de resistentes como este.
Só não sei se é um resistente activo ou passivo (que apenas mantém a ortografia ante-Aborto Ortográfico pela inércia e o custo da alteração).
Por acaso já ouviu um «spot» publicitário da rádio pública em que se diz: «No Natal são partilhadas milhões de fotografias».
(Já telefonei para a Provedora do Ouvinte, mas desde que esta senhora ocupa o cargo, dos serviços da Provedoria nem se dignam responder aos e-mails que lhes envio, como me habituei a fazer ao longo dos anos. Houve um Provedor que se dispôs a telefonar-me, ele próprio. E dos serviços da Provedoria, nesses tempos, chegaram a pedir-me para gravar uma intervenção para o programa que mantém semanalmente às 6.as feiras.)
O erro de concordância de género neste «spot» não resulta directamente do Aborto Ortográfico, mas que ele ajudou, e muito, à confusão geral que por aí grassa, disso não tenho a menor dúvida.
—–
P. S. Mais tarde, com outro Provedor, homem, protestei por causa dos «cromos» do Desporto da Antena 1, que, entre outros mimos, dizem «campeão em título».
Para além e ser uma frase bastante obtusa, para eles, campeão não chega, uma vez que, em cada momento, só há um.
Os anteriores são todos ex-campeões, pelo que não há ambiguidade.
O AO90, tudo visto, bem pode apenas ser uma etapa de um processo. De cuja conclusão resultarão brilhantes índices de aprovação escolar em língua portuguesa (ou o que quer que, numa geração, se tanto, venha a usurpar essa dignidade).
O tempo chegará em que, entre facultatividades, o magno critério segundo o qual desde que se perceba está certo (e está, ainda que não se perceba), e o simples bem estar do próprio, pessoas amadas e bens, teremos 100% de aprovação.
E em último caso o “face” (parece que entre os iniciados da seita lhe chamam assim) explica tudo.
Costa
Isto não é resistência coisa nenhuma. É claro que o Centro Ótico não iria dar-se ao trabalho e despesa de mudar de nome e/ou de mudar o anúncio só por causa da alteração ortográfica.
Seria resistência ativa se o Centro Ótico fosse uma nova empresa, surgida e registada já após a nova ortografia.
O “centro ótico”, seja lá o que isso for, só pode tratar de otites.
Sem o P referia-se ao sistema de som e não de luzes. Podia aparecer algum cliente com cera nos ouvidos.
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