Que eu saiba o centitantes do PCP sempre foram contra o acordo. O que não se entende, na verdade, é o motivo de tal aberração (o acordo) ter passado com unanimidade no Parlamento — onde nunca a nossa Língua deveria ser objecto do que quer que seja. Eu pelo menos não reconheço legitimidade ao Parlamento para legislar sobre o património imaterial de Portugal. Porque a cultura e o país em si são maiores do qualquer regime político. É uma das vantagens das monarquias do norte em que o que é património imaterial está retirado e acima da banalíssima luta política porque a “Rainha” (para citar um exemplo conhecido) corresponde a uma dimensão legal fundamental (constituciona). Mas isso só pode acontecer onde de facto se pretende que exista um País e não um “regime”. Por cá, os Republicanos, através de um solipsismo miserável (o PS nunca perdeu esse estilo), fizeram confundir a implementação da República com a fundação de Portugal no 5 de Outubro. Pequenas coisas que demonstram com quem estamos a lidar quando falamos de “parlamento”.
Em nome da verdade dos factos cumpre reconhecer que o AO90 não passou por unanimidade no Parlamento. Houve quatro votos contra: Manuel Alegre (PS), António Carlos Monteiro e Nuno Melo (CDS) e Luísa Mesquita (ex-PCP). A bancada comunista absteve-se, tal como a dos Verdes. Fizeram o mesmo três deputados do CDS: Paulo Portas, José Paulo Carvalho e Abel Baptista. Antes da votação abandonaram o plenário três deputados do PSD: Zita Seabra, Regina Bastos e Henrique Freitas. Tal como fizeram Matilde Sousa Franco (independente eleita nas listas do PS) e Pedro Quartin Graça (do MPT mas eleito nas listas do PSD). Há sempre alguém que diz não.
Desconhecia em absoluto estes detalhes (nas notícias passou por “unânime”). Detalhes que abonam bastante em favor dos nomes contra que mencionou. Abster-se ou fugir não é nada.
De acordo consigo: abster-se ou abandonar o hemiciclo numa votação destas é algo reprovável – embora eu ressalve aqui a atitude tomada em bloco pelos deputados do PCP, que nunca pactuaram com o AO90. Razão redobrada para cumprimentarmos de modo especial os quatro deputados que votaram de acordo com a sua consciência e as suas convicções.
Parece que o PCP encontrou finalmente a sua “engraçadita”.
Uma revista que recomendo. Desde logo porque não mutila consoantes.
Que eu saiba o centitantes do PCP sempre foram contra o acordo. O que não se entende, na verdade, é o motivo de tal aberração (o acordo) ter passado com unanimidade no Parlamento — onde nunca a nossa Língua deveria ser objecto do que quer que seja. Eu pelo menos não reconheço legitimidade ao Parlamento para legislar sobre o património imaterial de Portugal. Porque a cultura e o país em si são maiores do qualquer regime político. É uma das vantagens das monarquias do norte em que o que é património imaterial está retirado e acima da banalíssima luta política porque a “Rainha” (para citar um exemplo conhecido) corresponde a uma dimensão legal fundamental (constituciona). Mas isso só pode acontecer onde de facto se pretende que exista um País e não um “regime”. Por cá, os Republicanos, através de um solipsismo miserável (o PS nunca perdeu esse estilo), fizeram confundir a implementação da República com a fundação de Portugal no 5 de Outubro. Pequenas coisas que demonstram com quem estamos a lidar quando falamos de “parlamento”.
Em nome da verdade dos factos cumpre reconhecer que o AO90 não passou por unanimidade no Parlamento. Houve quatro votos contra: Manuel Alegre (PS), António Carlos Monteiro e Nuno Melo (CDS) e Luísa Mesquita (ex-PCP).
A bancada comunista absteve-se, tal como a dos Verdes.
Fizeram o mesmo três deputados do CDS: Paulo Portas, José Paulo Carvalho e Abel Baptista.
Antes da votação abandonaram o plenário três deputados do PSD: Zita Seabra, Regina Bastos e Henrique Freitas. Tal como fizeram Matilde Sousa Franco (independente eleita nas listas do PS) e Pedro Quartin Graça (do MPT mas eleito nas listas do PSD).
Há sempre alguém que diz não.
😀
Desconhecia em absoluto estes detalhes (nas notícias passou por “unânime”). Detalhes que abonam bastante em favor dos nomes contra que mencionou. Abster-se ou fugir não é nada.
Obrigado pela correcção.
De acordo consigo: abster-se ou abandonar o hemiciclo numa votação destas é algo reprovável – embora eu ressalve aqui a atitude tomada em bloco pelos deputados do PCP, que nunca pactuaram com o AO90.
Razão redobrada para cumprimentarmos de modo especial os quatro deputados que votaram de acordo com a sua consciência e as suas convicções.
Sem dúvida.