0 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (119)”

  1. Que eu saiba o centitantes do PCP sempre foram contra o acordo. O que não se entende, na verdade, é o motivo de tal aberração (o acordo) ter passado com unanimidade no Parlamento — onde nunca a nossa Língua deveria ser objecto do que quer que seja. Eu pelo menos não reconheço legitimidade ao Parlamento para legislar sobre o património imaterial de Portugal. Porque a cultura e o país em si são maiores do qualquer regime político. É uma das vantagens das monarquias do norte em que o que é património imaterial está retirado e acima da banalíssima luta política porque a “Rainha” (para citar um exemplo conhecido) corresponde a uma dimensão legal fundamental (constituciona). Mas isso só pode acontecer onde de facto se pretende que exista um País e não um “regime”. Por cá, os Republicanos, através de um solipsismo miserável (o PS nunca perdeu esse estilo), fizeram confundir a implementação da República com a fundação de Portugal no 5 de Outubro. Pequenas coisas que demonstram com quem estamos a lidar quando falamos de “parlamento”.

    1. Em nome da verdade dos factos cumpre reconhecer que o AO90 não passou por unanimidade no Parlamento. Houve quatro votos contra: Manuel Alegre (PS), António Carlos Monteiro e Nuno Melo (CDS) e Luísa Mesquita (ex-PCP).
      A bancada comunista absteve-se, tal como a dos Verdes.
      Fizeram o mesmo três deputados do CDS: Paulo Portas, José Paulo Carvalho e Abel Baptista.
      Antes da votação abandonaram o plenário três deputados do PSD: Zita Seabra, Regina Bastos e Henrique Freitas. Tal como fizeram Matilde Sousa Franco (independente eleita nas listas do PS) e Pedro Quartin Graça (do MPT mas eleito nas listas do PSD).
      Há sempre alguém que diz não.

      1. 😀

        Desconhecia em absoluto estes detalhes (nas notícias passou por “unânime”). Detalhes que abonam bastante em favor dos nomes contra que mencionou. Abster-se ou fugir não é nada.

        Obrigado pela correcção.

        1. De acordo consigo: abster-se ou abandonar o hemiciclo numa votação destas é algo reprovável – embora eu ressalve aqui a atitude tomada em bloco pelos deputados do PCP, que nunca pactuaram com o AO90.
          Razão redobrada para cumprimentarmos de modo especial os quatro deputados que votaram de acordo com a sua consciência e as suas convicções.

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