Manifestação popular (canal de notícias da RTP, 5 de Setembro)
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É na pharmácia da cultura que podemos obter o fortificante que nos protege de cahir no abysmo da mediocridade.
A ORIGEM DO ”ABORTO ORTOGRÁFICO” (também chamado “Acordo Ortográfico) ( “LUSOFONIA” – “PALOP”- “CPLP” )
Lusofonia é um vocábulo derivado do termo “Lusitânia”, nome dado pelos romanos a uma província da Península Ibérica que englobava um território que faz actualmente parte de Portugal. Luiz Vaz de Camões denominou o seu poema épico que evoca os feitos dos portugueses, as suas conquistas de além-mar e a abertura das vias marítimas para o Oriente contornando o continente africano “Os Lusíadas”, portanto os descendentes dos antigos “Lusos”. As terras conquistadas na África, Ásia e Américas sobre dominação portuguesa eram denominadas Colónias Portuguesas, e o seu conjunto foi o assim chamado “ Império Colonial Português “. A ditadura fascista de Salazar passou a chamar às colónias portuguesas “Províncias Ultramarinas” , utilizando uma ideia apócrifa de unidade cultural e política, o que se pode traduzir numa “mania das grandezas” provinciana, mas que servia perfeitamente de apoio à sua ideologia politica conservadora e fascista. E é então que o vocábulo “Luso” entra novamente em cena, uma vez para chamar “Lusitos” aos jovens da “Mocidade Portuguesa”, organização fascista paramilitar formada segundo os moldes da juventude hitleriana, e de participação obrigatória para todos os jovens estudantes, em Portugal e nas Colónias, e outra para designar por “Lusofonia” uma mítica unidade cultural entre as Colónias e Portugal. Após o 25 de Abril e a descolonização, aquela “mania das grandezas” ainda não tinha sido totalmente dissipada da cabeça de muitos portugueses que ainda sonhavam com o tal império ou com as tais províncias ultramarinas. E assim renasceu o termo “Lusofonia” para designar essa fantasiosa unidade cultural e linguística de Portugal com as ex-colónias,e que é na sua essência um mito fascista. Uma ideia tão abstracta, apócrifa e ridícula como esta não servia muito bem certos interesses ocultos. Os revolucionários dos movimentos de libertação das ex-colónias, que tinham mandado à merda toda a ideologia progressista que defendiam, tornaram-se na elite burguesa desses países, em moldes feudais, e em conluio com a oligarquia portuguesa apossaram-se do poder político, militar e económico, explorando as riquezas dos países em proveito próprio, tornando-se nas elites mais ricas do continente e condenando assim à pobreza, à fome, à exploração e escravatura os seus conterrâneos. Passam a viver num luxo e ostentação como nunca na puta da sua vida sonharam, e criam uma organização chamada “PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” julgando na sua mediocridade ética e cultural atingir um certo prestígio e utilizá-la perfeitamente para proveito próprio. Assim é que a organização oferece “tachos” bem remunerados não só para os seus membros como também para os familiares, amigos, amantes e amásias, viagens de “trabalho”, jantaradas, carros de luxo e mordomias de toda a espécie. Mas a clientela ia crescendo e a organização não tinha mais capacidade de os contentar. Como nesse sentido a criatividade dessa gentalha desses países e de Portugal não tem limites, nasceu assim a “CPLP – Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa” . Os seus membros são todos aqueles países onde as elites governamentais optaram pelo idioma português como língua oficial, desprezando os idiomas nativos, mesmo que a maioria dos seus habitantes não o fale nem o entenda, como são os casos extremos da Guiné-Bissau e Goa; e ridiculamente também Timor, uma ex-colónia à qual Portugal durante séculos nunca deu qualquer atenção e que só servia como local de desterro para personalidades civís politicamente incómodas e militares que não se submetiam a directrizes arbitrárias. Só depois da Austrália ter descoberto petróleo no mar que rodeia aquela ilha é que Portugal, fazendo o papel vergonhoso de “libertador” a troco de generosas esmolas das companhias exploradoras do petróleo para o bolso de certa gente, enviou, “para disfarçar”, alguns professores para ensinar português àquelas gentes; e cujo nativo traidor que foi o primeiro dirigente governamental após o país ter sido artificialmente criado, teve
É tão importante verificar que as duas palavras pharmacia e abysmo que aqui colocou e que os acordistas querem dar como exemplo de “antigas” com o ph e o y se escrevem assim nas grandes línguas dos países mais cultos do mundo. “Abyss” e “pharmacy” em inglês, por exemplo. A moda de modificar a língua é, definitivamente, um sintoma do analfabetismo. No Brasil, 75% da população é analfabeta funcional e 40% dos estudantes das universidades são analfabetos funcionais. Portugal, na Europa, está em último lugar.
Sinal da ostensiva e orgulhosa falta de cultura do nosso povo, da extraordinária superficialidade da sua existência, a adesão generalizada aos ditames do AO90. Ou pelo menos a passividade, o conformismo, a indiferença perante esse desastre.
Um povo sem outros orgulhos além de Mourinhos e Ronaldos e, parece, certo empresário de futebol. Terão esses, é certo, o mérito que será o deles: independentemente da deplorabilíssima hipervalorização estupefaciente e maligna do meio em que se movem, sabem nele mover-se, parece, com especial maestria e robusto proveito (que a massa embrutecida salive em êxtase perante os seus rendimentos e demonstrações de ostensiva riqueza sem freio, sem uma suave interrogação quanto à decência de tudo aquilo, essa será outra questão).
Mal de um povo que como figuras de referência apenas os tem a eles, as suas famílias e o vasto rebanho de meninos e meninas surgidos do nada para os “reality shows”, concursos de cantigas, culinárias e coisas que dizem ser dança, telenovelas e similares que enchem com esplendorosa vacuidade, aflitiva estética e impante estupidez, tempo de televisão, espaço em revistas e jornais e essas coisas, de que o futuro nos fará ainda em boa medida arrepender, tamanho parece ser o seu uso estupidificante (e assassino), chamadas “redes sociais”.
Há, evidentemente, estóicos oásis de bom senso. Como este em que comentamos. Mas são poucos, frequentados sempre pelos mesmos, militantemente infiltrados, ostensivamente ignorada – pelo poder e pelas massas por ele pastoreadas -, ainda que magistral e copiosamente fundamentada, a denúncia aí feita do criminoso e gigantesco embuste do AO90. O tempo, a sua simples passagem, cuidará de lhes dar o curso natural e inevitável.
A nossa realidade é a de milhões sem hábitos de cultura e com um sentido de pertença a uma comunidade, a uma História, que parece esgotar-se na profusão de bandeiras “do nosso Portugal”, mesmo que com pagodes em lugar das quinas, a pretexto do futebol. Nisso e nos regulares rituais, com a sua liturgia imutável, de apreço pelos emigrantes. Que da língua têm apenas uma visão instrumentalista (e, nisso, básica) e que tomam passivamente sem suscitar uma questão, como valores e fins em si mesmos a alegada modernidade, a falsa simplificação, a inviável (e indesejável) uniformização que constantemente lhes berram como absolutamente cruciais no seu futuro. Que rejeitam, desprezam, quaisquer valores que transcendam, ainda que ligeiramente, a militante superficialidade das suas existências.
Um povo orgulhosamente inculto, um poder profundamente venal e nepotista, um gigantesco negócio que se adivinhava.
de aprender português durante o cativeiro político na Indonésia, o que ainda hoje se revela na sonoridade metálica do seu falar mecânico, à semelhança do som do leitor de cassetes por onde aprendeu o idioma. Mais ridícula ainda, e também perversa, é a recente aprovação da adesão da Guiné-Equatorial a esta organização, país que nunca foi colónia portuguesa e onde o português não é nem nunca foi língua oficial e nem o povo o fala ou jamais falou. O Brasil, a maior ex-colónia portuguesa, e o país membro com maior extensão territorial e maior número de habitantes também só possui, à semelhança das ex-colónias africanas, uma elite culta que fala e escreve, quase correctamente, português. A grande maioria da população fala variantes adulteradas deste idioma, com as influências regionais dos diversos idiomas nativos e de os daquelas etnias de colonos oriundas de todas as partes do mundo, e utilizando vocábulos estrangeiros, principalmente ingleses, idiotamente “abrasileirados”. E onde um sistema escolar público precário ainda hoje existente nunca permitiu um ensino correcto da língua portuguesa. A CPLP viabiliza assim a criação de novos “tachos” para a sua clientela. E na página da “Internet” relativa à sua estrutura e organização não são revelados, além do nome do Secretário Executivo, nem os nomes dos seus colaboradores nem o número de funcionários ao seu serviço, e os objectivos, como também publicado naquela página, são difusamente generalizados e abertamente não comprometedores. Dado o total desconhecimento que a grande maioria da população dos países desta “Comunidade” possui sobre a existência destas organizações, PALOP e CPLP, e não ter igualmente a menor ideia do que seja essa “Lusofonia”, e até hoje não se ter verificado qualquer tentativa, mesmo que seja “só para inglês ver” duma divulgação das mesmas, é evidente que elas só servem os interesses das elites nacionais, e por extensão os das diversas personalidades que constituem o escol representativo das organizações satélites apoiantes, como a “Fundação Oriente” e o “MIL – Movimento Internacional Lusófono”, entre outras cuja existência é mantida em segredo, e a qual só se revela quando por qualquer motivo se descobre alguma daquelas trafulhices financeiras que são amanhadas entre elas, a banca privada, e os políticos e os governos corruptos dos diversos países membros. São organizações criminosas legalizadas, sustentadas pelo erário público, que urge desmantelar e expropriar, revertendo o património, mesmo que esteja por “artes mágicas” nos bolsos desses cleptocratas, para os cofres daquelas instituições de utilidade pública de comprovada idoneidade. Devemos relalçar e reafirmar aqui, que português é a língua que se fala e escreve em Portugal. É no âmbito deste contexto e no alastrar do terreno da mediocridade, fertilizado com as secreções endémicas defecadas pelas mentes de intelectualóides pífios e politiqueiros reles e sem qualidades argumentando interesses mercantis ridículos e anódinos, que se pode entender o engendrar deste famigerado e assim chamado “acordo ortográfico”, sua aprovação e imposição arbitrária e à revelia por decreto governamental. A duvidosa questão jurídica da sua oficialização e as alterações ortográficas absurdas já foram suficientemente analisadas, criticadas e divulgadas por muitas personalidades, destacando-se entre elas pela luta acérrima contra este “acordo” o intelectual, escritor, poeta e tradutor Vasco Graça Moura, falecido em Abril do passado ano, hoje censurado por omissão pela maioria dos orgãos de comunicação social do país. Os seus escritos sobre este tema, assim como os dos demais autores, podem contudo ser lidos em muitos portais da “internet”. É culturalmente obscena a forma como hoje se escreve, e fala, em Portugal. Basta ver os muitos exemplos denunciados em vários sítios da “internet”, para se constatar que se trata dum crime cultural premeditado. Os seus autores deveriam ser previamente julgados e punidos pelos tribunais civís, pois pelo tribunal da cultura e da história já foram há muito condenados a pena de morte. Torna-se assim cada vez mais urgente a constituição duma acção concertada, programada e militante de todos os opositores, principalmente dos escritores, poetas, tradutores, jornalistas e p
É na pharmácia da cultura que podemos obter o fortificante que nos protege de cahir no abysmo da mediocridade.
A ORIGEM DO
”ABORTO ORTOGRÁFICO”
(também chamado “Acordo Ortográfico)
( “LUSOFONIA” – “PALOP”- “CPLP” )
Lusofonia é um vocábulo derivado do termo “Lusitânia”, nome dado pelos romanos a uma província da Península Ibérica que englobava um território que faz actualmente parte de Portugal.
Luiz Vaz de Camões denominou o seu poema épico que evoca os feitos dos portugueses, as suas conquistas de além-mar e a abertura das vias marítimas para o Oriente contornando o continente africano “Os Lusíadas”, portanto os descendentes dos antigos “Lusos”.
As terras conquistadas na África, Ásia e Américas sobre dominação portuguesa eram denominadas Colónias Portuguesas, e o seu conjunto foi o assim chamado “ Império Colonial Português “.
A ditadura fascista de Salazar passou a chamar às colónias portuguesas “Províncias Ultramarinas” , utilizando uma ideia apócrifa de unidade cultural e política, o que se pode traduzir numa “mania das grandezas” provinciana, mas que servia perfeitamente de apoio à sua ideologia politica conservadora e fascista. E é então que o vocábulo “Luso” entra novamente em cena, uma vez para chamar “Lusitos” aos jovens da “Mocidade Portuguesa”, organização fascista paramilitar formada segundo os moldes da juventude hitleriana, e de participação obrigatória para todos os jovens estudantes, em Portugal e nas Colónias, e outra para designar por “Lusofonia” uma mítica unidade cultural entre as Colónias e Portugal.
Após o 25 de Abril e a descolonização, aquela “mania das grandezas” ainda não tinha sido totalmente dissipada da cabeça de muitos portugueses que ainda sonhavam com o tal império ou com as tais províncias ultramarinas. E assim renasceu o termo “Lusofonia” para designar essa fantasiosa unidade cultural e linguística de Portugal com as ex-colónias,e que é na sua essência um mito fascista.
Uma ideia tão abstracta, apócrifa e ridícula como esta não servia muito bem certos interesses ocultos. Os revolucionários dos movimentos de libertação das ex-colónias, que tinham mandado à merda toda a ideologia progressista que defendiam, tornaram-se na elite burguesa desses países, em moldes feudais, e em conluio com a oligarquia portuguesa apossaram-se do poder político, militar e económico, explorando as riquezas dos países em proveito próprio, tornando-se nas elites mais ricas do continente e condenando assim à pobreza, à fome, à exploração e escravatura os seus conterrâneos. Passam a viver num luxo e ostentação como nunca na puta da sua vida sonharam, e criam uma organização chamada “PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” julgando na sua mediocridade ética e cultural atingir um certo prestígio e utilizá-la perfeitamente para proveito próprio. Assim é que a organização oferece “tachos” bem remunerados não só para os seus membros como também para os familiares, amigos, amantes e amásias, viagens de “trabalho”, jantaradas, carros de luxo e mordomias de toda a espécie.
Mas a clientela ia crescendo e a organização não tinha mais capacidade de os contentar. Como nesse sentido a criatividade dessa gentalha desses países e de Portugal não tem limites, nasceu assim a “CPLP – Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa” . Os seus membros são todos aqueles países onde as elites governamentais optaram pelo idioma português como língua oficial, desprezando os idiomas nativos, mesmo que a maioria dos seus habitantes não o fale nem o entenda, como são os casos extremos da Guiné-Bissau e Goa; e ridiculamente também Timor, uma ex-colónia à qual Portugal durante séculos nunca deu qualquer atenção e que só servia como local de desterro para personalidades civís politicamente incómodas e militares que não se submetiam a directrizes arbitrárias. Só depois da Austrália ter descoberto petróleo no mar que rodeia aquela ilha é que Portugal, fazendo o papel vergonhoso de “libertador” a troco de generosas esmolas das companhias exploradoras do petróleo para o bolso de certa gente, enviou, “para disfarçar”, alguns professores para ensinar português àquelas gentes; e cujo nativo traidor que foi o primeiro dirigente governamental após o país ter sido artificialmente criado, teve
É tão importante verificar que as duas palavras pharmacia e abysmo que aqui colocou e que os acordistas querem dar como exemplo de “antigas” com o ph e o y se escrevem assim nas grandes línguas dos países mais cultos do mundo. “Abyss” e “pharmacy” em inglês, por exemplo.
A moda de modificar a língua é, definitivamente, um sintoma do analfabetismo. No Brasil, 75% da população é analfabeta funcional e 40% dos estudantes das universidades são analfabetos funcionais.
Portugal, na Europa, está em último lugar.
Sinal da ostensiva e orgulhosa falta de cultura do nosso povo, da extraordinária superficialidade da sua existência, a adesão generalizada aos ditames do AO90. Ou pelo menos a passividade, o conformismo, a indiferença perante esse desastre.
Um povo sem outros orgulhos além de Mourinhos e Ronaldos e, parece, certo empresário de futebol. Terão esses, é certo, o mérito que será o deles: independentemente da deplorabilíssima hipervalorização estupefaciente e maligna do meio em que se movem, sabem nele mover-se, parece, com especial maestria e robusto proveito (que a massa embrutecida salive em êxtase perante os seus rendimentos e demonstrações de ostensiva riqueza sem freio, sem uma suave interrogação quanto à decência de tudo aquilo, essa será outra questão).
Mal de um povo que como figuras de referência apenas os tem a eles, as suas famílias e o vasto rebanho de meninos e meninas surgidos do nada para os “reality shows”, concursos de cantigas, culinárias e coisas que dizem ser dança, telenovelas e similares que enchem com esplendorosa vacuidade, aflitiva estética e impante estupidez, tempo de televisão, espaço em revistas e jornais e essas coisas, de que o futuro nos fará ainda em boa medida arrepender, tamanho parece ser o seu uso estupidificante (e assassino), chamadas “redes sociais”.
Há, evidentemente, estóicos oásis de bom senso. Como este em que comentamos. Mas são poucos, frequentados sempre pelos mesmos, militantemente infiltrados, ostensivamente ignorada – pelo poder e pelas massas por ele pastoreadas -, ainda que magistral e copiosamente fundamentada, a denúncia aí feita do criminoso e gigantesco embuste do AO90. O tempo, a sua simples passagem, cuidará de lhes dar o curso natural e inevitável.
A nossa realidade é a de milhões sem hábitos de cultura e com um sentido de pertença a uma comunidade, a uma História, que parece esgotar-se na profusão de bandeiras “do nosso Portugal”, mesmo que com pagodes em lugar das quinas, a pretexto do futebol. Nisso e nos regulares rituais, com a sua liturgia imutável, de apreço pelos emigrantes. Que da língua têm apenas uma visão instrumentalista (e, nisso, básica) e que tomam passivamente sem suscitar uma questão, como valores e fins em si mesmos a alegada modernidade, a falsa simplificação, a inviável (e indesejável) uniformização que constantemente lhes berram como absolutamente cruciais no seu futuro. Que rejeitam, desprezam, quaisquer valores que transcendam, ainda que ligeiramente, a militante superficialidade das suas existências.
Um povo orgulhosamente inculto, um poder profundamente venal e nepotista, um gigantesco negócio que se adivinhava.
Uma trágica (mas perfeita) combinação.
Costa
de aprender português durante o cativeiro político na Indonésia, o que ainda hoje se revela na sonoridade metálica do seu falar mecânico, à semelhança do som do leitor de cassetes por onde aprendeu o idioma. Mais ridícula ainda, e também perversa, é a recente aprovação da adesão da Guiné-Equatorial a esta organização, país que nunca foi colónia portuguesa e onde o português não é nem nunca foi língua oficial e nem o povo o fala ou jamais falou.
O Brasil, a maior ex-colónia portuguesa, e o país membro com maior extensão territorial e maior número de habitantes também só possui, à semelhança das ex-colónias africanas, uma elite culta que fala e escreve, quase correctamente, português. A grande maioria da população fala variantes adulteradas deste idioma, com as influências regionais dos diversos idiomas nativos e de os daquelas etnias de colonos oriundas de todas as partes do mundo, e utilizando vocábulos estrangeiros, principalmente ingleses, idiotamente “abrasileirados”. E onde um sistema escolar público precário ainda hoje existente nunca permitiu um ensino correcto da língua portuguesa.
A CPLP viabiliza assim a criação de novos “tachos” para a sua clientela. E na página da “Internet” relativa à sua estrutura e organização não são revelados, além do nome do Secretário Executivo, nem os nomes dos seus colaboradores nem o número de funcionários ao seu serviço, e os objectivos, como também publicado naquela página, são difusamente generalizados e abertamente não comprometedores.
Dado o total desconhecimento que a grande maioria da população dos países desta “Comunidade” possui sobre a existência destas organizações, PALOP e CPLP, e não ter igualmente a menor ideia do que seja essa “Lusofonia”, e até hoje não se ter verificado qualquer tentativa, mesmo que seja “só para inglês ver” duma divulgação das mesmas, é evidente que elas só servem os interesses das elites nacionais, e por extensão os das diversas personalidades que constituem o escol representativo das organizações satélites apoiantes, como a “Fundação Oriente” e o “MIL – Movimento Internacional Lusófono”, entre outras cuja existência é mantida em segredo, e a qual só se revela quando por qualquer motivo se descobre alguma daquelas trafulhices financeiras que são amanhadas entre elas, a banca privada, e os políticos e os governos corruptos dos diversos países membros.
São organizações criminosas legalizadas, sustentadas pelo erário público, que urge desmantelar e expropriar, revertendo o património, mesmo que esteja por “artes mágicas” nos bolsos desses cleptocratas, para os cofres daquelas instituições de utilidade pública de comprovada idoneidade.
Devemos relalçar e reafirmar aqui, que português é a língua que se fala e escreve em Portugal.
É no âmbito deste contexto e no alastrar do terreno da mediocridade, fertilizado com as secreções endémicas defecadas pelas mentes de intelectualóides pífios e politiqueiros reles e sem qualidades argumentando interesses mercantis ridículos e anódinos, que se pode entender o engendrar deste famigerado e assim chamado “acordo ortográfico”, sua aprovação e imposição arbitrária e à revelia por decreto governamental.
A duvidosa questão jurídica da sua oficialização e as alterações ortográficas absurdas já foram suficientemente analisadas, criticadas e divulgadas por muitas personalidades, destacando-se entre elas pela luta acérrima contra este “acordo” o intelectual, escritor, poeta e tradutor Vasco Graça Moura, falecido em Abril do passado ano, hoje censurado por omissão pela maioria dos orgãos de comunicação social do país. Os seus escritos sobre este tema, assim como os dos demais autores, podem contudo ser lidos em muitos portais da “internet”.
É culturalmente obscena a forma como hoje se escreve, e fala, em Portugal. Basta ver os muitos exemplos denunciados em vários sítios da “internet”, para se constatar que se trata dum crime cultural premeditado. Os seus autores deveriam ser previamente julgados e punidos pelos tribunais civís, pois pelo tribunal da cultura e da história já foram há muito condenados a pena de morte.
Torna-se assim cada vez mais urgente a constituição duma acção concertada, programada e militante de todos os opositores, principalmente dos escritores, poetas, tradutores, jornalistas e p