Dirigido por Damian Szifron, o filme é dividido em seis episódios. Todos são muito bons. E, do meu ponto de vista, três são mesmo excepcionais.
O filme começa de forma brilhante, com um curto episódio passado num avião, que é uma história rápida, inteligente, envolvente e com um final extraordinário.
No seguinte, deparamo-nos com uma jovem empregada de um restaurante de beira de estrada, que recebe a visita de um homem que acabou com sua família, mas que a não reconhece.
Depois temos um episódio sobre dois sujeitos que se encontram no meio da estrada e se desentendem por causa de uma ultrapassagem.
O outro é sobre um pai rico que tenta livrar o filho de ser preso pelo atropelamento de uma mulher grávida.
O penúltimo relata a “estória” de um homem comum que vê o seu carro injustamente rebocado e é obrigado a pagar uma taxa e uma multa.
O último mergulha numa festa de casamento, que é muito bem filmada e que conta com uma actuação espetacular de Erica Rivas a lembrar-nos as mulheres de Pedro Almodovar.
Dito assim, parece uma manta de retalhos. Não é. Muito longe disso. Trata-se, sim, de sucessivos relatos sobre o que pode um ser humano fazer sob o efeito da raiva, mas contados com um subtilíssimo sentido do humor e cuja pegada social, tão característica deste realizador, está bem evidente.
Um dos principais méritos de Relatos Selvagens está no facto espantoso de não haver qualquer quebra de ritmo entre todos os episódios.
Damián Szifron é considerado por muitos uma espécie de Quentin Tarentino da Argentina. Não só por utilizar a violência, muitas vezes gráfica, em prol do humor, mas também pelo uso preciso da banda sonora na construção do clima.
Uma película para se rir e se divertir. Muitíssimo!


Bem-aventurado quem não tem mais que fazer do que ir ao cinema!
Estive a ver as horas de exibição. Num cinema acaba à meia-noite, hora à qual eu já há muito tenho que estar a dormir. No outro acaba às 21 horas, fico sem jantar.
Já não há matinées…
Ó Luis Lavoura você tem maus fígados. E irrita-se com quem os não têm.
Eu trabalho. Não vivo de rendimentos. E fui ao cinema num Domingo, nas Amoreiras, às 21:30. Ah! claro, jantei antes. Às oito…
Os seus horários são estranhos. Não pode jantar ou não pode dormir. Vida dura, a sua!
Fui finalmente ver o filme, seguindo a sua recomendação. E gostei muito!
É estilo Almodóvar.
Obrigado por ter recomendado!
(Gostei sobretudo, a posteriori, daquele anedota logo ao princípio, quando a funcionária do aeroporto diz à viajante que “Este vôo não tem milhas.”)
Este comentário não carece de publicação; apenas para solicitar a correcção de dois erros tipográficos, cuja causa estou certa de que foi o corrector “des”ortográfico. Onde se lê: “com uma atuação espetacular de” deve ler-se “com uma actuação espectacular de”. Cumprimentos, MB
Maria
Tem toda a razão. Já corrigi. Obrigada!