![thumbnail_jantar%20delito%20jan%202018[1].jpg thumbnail_jantar%20delito%20jan%202018[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/20854741_4SFgR.jpeg)
Fui injustamente nomeado relator do jantar do Delito, que ainda decorre no Café Império, nesta altura em que escrevo do meu leito, qual Mark Twain. A minha saída logo após a sobremesa deveu-se ao facto de estar afónico, por um lado, e ao Alexandre Guerra ter pronunciado a frase “Houve uma coisa que há alguns anos ouvi o Pacheco Pereira dizer e tinha razão…”, por outro. Nessa altura a mão tremeu-me, a mim que juro pela saúde do meu gato Beltrão que só bebi água o jantar inteiro. Falava-se de cultura, embora sem uma única menção à Supernanny. Temi ter dado um passo errado na carreira blogosférica ao imiscuir-me neste grupo de convivas.
Estavam onze homens e quatro mulheres, numa perigosa ameaça à paridade nos tempos que correm e entre as quatro constava a Ana Vidal, que levou um exemplar do seu mais recente livro, o qual se encontra à venda nas melhores livrarias (comprem-no!). Também se falou muito do livro do próprio Delito, que ainda não está à venda em livraria alguma (mas irá estar, depois de o comprarem também em modo crowdfunding). Consegui, a custo, perceber que terá um prefaciador e um pósfaciador e pouco mais, uma vez que o Luís Naves ao meu lado não parava de gritar que ele é que era o chefe da oposição neste blogue e iria tomar e assumir o poder, numa deriva alucinada em que incorporava o General Alcazar do Tintim em ‘O Ídolo Roubado’, enquanto o Alexandre Guerra e o José Navarro discutiam os limites da crítica literária nos jornais que nem um par de perigosos intelectuais bolcheviques.
Nessa altura, o Luís Menezes Leitão já tinha bazado para apanhar o seu avião até à Índia, mas não sem antes discutirmos o inevitável tema do alojamento local, contando com a participação bem informada do Adolfo que tentava debalde convencer-nos de que não escreve mais aqui porque não tem tempo.
Do outro lado da mesa, passaram-se igualmente diversas coisas dignas de menção e apreço mas que ignoro de todo, dado que, além de afónico, como nunca fui picado por uma aranha radioactiva não ouvi pevide.
O bife do lombo à Império estava tão macio quanto as minhas cordas vocais enervadas. As batatas deviam ser melhores. Os anónimos comentadores deste blogue idem. Bem feita não terem ido ao jantar, é para aprenderem. Se comprarem o livro do Delito…quem sabe, um dia…coiso e tal.

Melhorinhas ao doente.
Nem sei onde seja tal Café Império mas na net pareceu-me bem para estilo casamentos e assim.Também para jantares. Foi pena que o relato pouco se tenha dedicado às mulheres que talvez se encontrassem do outro lado da mesa e por via de não ser mosca (digo eu) nem aranha radioactiva (diz o senhor) nada delas se aproveitou para a crónica excepto um livro recente de título desconhecido.
Quanto aos comentadores anónimos que todos somos um pouco, olhe, eu bem queria ser melhor, mas cada um é para o que nasce e nem todos saímos a comentar no ponto. Paciência. O Delito tem de se haver com o que existe.
Não vale estar a ser vingativo mesmo de brincadeira. Jantares há muitos. E os do Delito não são interessantes para os comentadores anónimos que certamente desconhecem toda a gente. E portanto, do livro, logo se vê. Porque, em seu devido tempo, nós damos muita atenção a cada página e até lhe fazemos anotações pessoais. Que é que os senhores querem mais?! Que compremos. ah, pois é.
BFS
Muito bonito tudo….o “falcão ” Naves que assuma o controlo e boa viagem para o excelso Luiz Leitão.
Mas vamos ao que interessa:
Ementa e Carta de Vinhos e quem emborcou e enfardou mais?
Para um jantar imperialista, bife de lombo é pouca coisa. Valha-nos o “fílé-mignon”, que é a Aninha Vidal, com quem estou de mal. Pois nunca mais veio aqui prosear com os modestos, humildes e sarnosos delituosos anónimos.
Se fosse eu a organizar o jantar, teria mandado vir representantes vestidos a rigor, nos trajes autóctones, da Índia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné, Malaca e Macau. E nomearia o João, por estar afónico, o orador desse evento.
Plenamente de acordo…bife é coisa de snack bar “Pára Aqui”….
Para os deleitosos opinadores, fica aqui uma outra sugestão:
Sardinha, beringela, pimentos assados, pão seco, maionese de paprica fumada.
Lula, grão, tomate confit, acelgas e caldo de lula
Camarão vermelho, açorda, alface-do-mar, bisque emulsionada com erva-príncipe Veja dos Açores ao vapor, arroz de amêijoas à Bulhão Pato, codium
Pré-sobremesa Mar e citrinos, sorvete de yuzu, algas cristalizadas
Bife do lombo não tem muito sabor. Nada como um naco de posta Mirandesa! mas depois de ler o seu comentário Vlad, apeteceu-me ligar a TV e pôr a última temporada do “Chopped”, que é o que eu vejo para disfarçar a tosta mista com queijo light ( blec…) em pão integral.
Andei um ano sob os ditames de uma dieta auto imposta. Neste momento acabei de enfardar dois hambúrgueres gigantes , mais sobremesa com bolacha Oreo. Fui magro, mas infeliz. À noite lá tenho que ir correr 10km….o problema é que ao jantar vou emborcar, e amanhã vou almoçar com amigos….para quê tanto sacrifício para acabar num cadáver perfeitinho?
Bom fim de semana
Eu costumava dizer “quando morrer vou deitada” , não comia desalmadamente, mas comia ( e como!) muitas “coisas más”. Tive um grande susto. Andei na linha em todos os sentidos durante alguns meses. Não dá. Não sou eu, fico rabugenta , fraquinha ( como o Obelix quando come apenas um javali) e não me sinto bem. Ná…
Bom fim de semana !
Oh, meu caro Vento, não esteja de mal comigo que uma das minhas promessas de ano novo foi voltar a escrever aqui. Nem que seja para “ouvir” alguém chamar-me filete mignon, e fique descansado que não o processarei por assédio.
(sem promessa de datas, sem stress, mas eu volto. Está decidido, apesar da minha inconstância irremediável).
Bife do lombo? Não haveria alternativa que fosse um verdadeiro delito? E o vinho, qual foi? Esse sim, revela a personalidade de quem aqui escreve.
Pronto, vou recolher-me nos delitos alentejanos.
Piteira Vinhas Velhas?
É difícil encontrar batata frita de jeito – se foi de facto frita. Por vezes tem de se ir ao Mcdonalds para conseguir um ar de qualidade.
Porquê Mcdonalds? O Burger King é marxista?
🙂 No Verão passado vi-me obrigado a comer no Burger King algumas vezes. O Mcdonalds é melhor mesmo neste tipo de comida que é mais difícil detectar variação.
Seria interessante que me informassem por simples curiosidade

quem são esses anónimos ( para mim ) que tenho o prazer de ler
diariamente. Agradecida.
Para a próxima o Vlad e eu vamos estar na mesa do lado e começamos a a atirar bagos de arroz e cenas malucas para a mesa do Delito — um processo quiçá mimético da dinâmica dos comentários do blogue, todavia, porém, absolutamente.
Atirar cenas malucas!!?? Do tipo daquelas dos macacos, no zoológico?
Mimético mas não tanto!
Conheço o restaurante de outros “futebóis”, mas reconheci na foto dois bons amigos. Imaginem quem são?
).
Espero que tenham escolhido bife da vazia mal passado. A cerveja costuma ser a melhor acompanhante nestes confrontos gastronómicos.
O prefácio do livro deveria ser de Cavaco Silva e o pósfácio de José Sócrates (que é homem para comprar uma série de exemplares
A gente lê-se por aí!
O quê!? Houve quem pedisse o bife de lombo em vez do sensato da vazia? Assim se cavam as desigualdades. Tovarich Alexandre, vamo-nos a eles que nem dois críticos pós-modernos.
Dos gajos, o mais fotogénico é o Frank Sinatra, em híper-jovem, pendurado na parede lá ao fundo.
As nossas meninas, pelo contrário, fazem ruborescer de inveja a Sofia Loren, também pendurada na parede, situada à extrema-esquerda.
Bela estreia nas actas, João! E obrigada pela publicidade ao livro, que está só à venda em muito poucas livrarias. Mas nas melhores. 🙂 Quanto à conversa à mesa das (poucas mas boas) meninas presentes, nem sabes o que perdeste: foi acesa e versou (como não?) o “metoo” e o “notme”.
Melhoras das cordas vocais, e vinga-te nos teclados!
Na minha qualidade de comentador anónimo, deixo aqui o meu protesto por não ter sido convidado para o repasto. É certo que pela distância, não estaria presente, mas que gostava, gostava.