Quando aqui há uns anos a Pornopopéia de Reinaldo Moraes fez furor, atirei-me ao tomo à confiança. Cumpria o que prometia: uma verdadeira epopeia pornográfica que, com muito humor, chegava aos interstícios mais recônditos de qualquer corpo humano que se atrevesse a passar defronte da esferográfica do autor. Sexo de bradar aos céus, bem à bruta, objectos a entrarem e a saírem de orifícios variados, muita droga e muito rock and roll.
Escreve bem que se farta, o Reinaldo Moraes, como ele próprio diz, “com tesão pela escrita”, mas ao fim de umas cento e cinquenta páginas, aquilo já era xoxota a mais para mim, e, não obstante umas boas gargalhadas e o reconhecimento do nível literário da obra, rendi-me e deixei o resto do livro para ser lido em doses moderadas.
Chegou agora às bancas brasileiras “O Cheirinho do Amor – Crónicas Safadas” que deve ser precisamente isso: Reinaldo Moraes em doses moderadas, ou pelo menos uma javardeira já com uma certa ternura agregada.
Estou morta para lhe meter as mãos em cima.


“objectos a entrarem e a saírem de orifícios variados!?”. Mas esse rapaz fez algum estágio com o Bill e a Mónica?
Francica eu se fosse a ti só lhe "punha" as mãos em cima…
:-)))