Regressos


cadernoelastico,

I. Estive de férias por meio país. Comprovei mais uma vez o país de sonho que ainda temos, o gosto que algumas pessoas têm em fazer de Portugal uma experiência memorável. Praias, campo, montanha, aldeias, acolhimento – não é só a geografia a falar, é a gente que nela habita, que orgulha os 900 anos de história.

 

II. Mas Portugal deve sofrer de uma qualquer bipolaridade agravada. O mesmo país que oferece o melhor consegue irritar e envergonhar o mais plácido dos veraneantes. Fico sempre incomodada com o pouco amor de quem atira lixo para o chão, apesar dos caixotes, dos autarcas que permitem a construção aberrante, a chico-espertice de quem não está nem aí para os traços contínuos.

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