O vídeo é um nadinha estranho e apresenta uma versão do tema mais curta e menos conseguida do que a incluída no álbum. Ainda assim, vale a pena assinalar o regresso de Damien Rice, oito anos depois. De resto, para quem nada tenha contra ruivos (conheço uma combinação cromossomática XX que, nesse campo, apenas gosta do Fassbender – provavelmente por lhe ter visto o pénis em Vergonha), o rapaz nem é mal parecido (digo eu, que ando a tentar contrabalançar uma tendência excessiva para apreciar mulheres mantendo-me atento à beleza masculina). Desta feita Rice escolheu um título com um número de caracteres onze vezes e meia superior ao obtido somando todos os caracteres existentes nos títulos dos dois álbuns anteriores (parece muito mas dá apenas 2,875 caracteres por ano de espera, tudo isto sem contar os espaços) que consegue ser simultaneamente evocativo e aliterativo: My Favourite Faded Fantasy. Decididamente, a Irlanda está a recuperar.
Disclaimer: O segredo (enfim, o meio segredo) constante do texto pode ter sido ligeiramente violado mas não era de Justiça.
