«A viragem de François Hollande ilustra bem a gravidade do impasse que vive hoje o socialismo democrático, que em termos europeus se designa por “social-democracia”. Este impasse decorre sobretudo de ele se ter tornado, nas últimas décadas, uma ideologia sem verdadeira doutrina, que oscila entre o radicalismo mais ou menos declamatório quando está na oposição e um conformismo mais ou menos gestionário quando chega ao poder.»
Manuel Maria Carrilho, no DN
«Consciente do excessivo peso do Estado no seu país, [François Hollande] optou por um caminho conducente à valorização da dimensão produtiva, nomeadamente na sua vertente industrial. Por outro lado, ao agir dessa forma, ainda que reclamando uma orientação social-democrata interna, fragilizou de algum modo o centro-esquerda europeu.»
Francisco Assis, no Público
Então e o Tozé? Que diz sobre son ami et camarade?
Rien de rien.
Impasse? É um sucesso.
Controlar 50% da produção de um país e ter ainda a direita ignorante a ajudar a aumentar o poder do Estado.
E os 50% não contam com o que está fora do orçamento, por cá temos CGD e outras empresas publicas(menos os seus subsídios).
Na França será igual.
Impasse é só não ter conseguido ainda chegar aos 60% do PIB.
“Por outro lado, ao agir dessa forma, ainda que reclamando uma orientação social-democrata interna, fragilizou de algum modo o centro-esquerda europeu.»
É visto assim porque o discurso socialista- como se vê aqui no Delito- é que uma redução do ritmo de aumento do estado ou estabilização é considerado Neo-Liberal.
Você vê socialismo em tudo quanto mexe, Lucky. E até em tudo quanto há muito não mexe.
O socialismo democrático não passa de um saco-de-gatos!
Com um pé no socialismo marxista (quem recorda o Partido Socialista – Partido Marxista?) e outro na mera intermediação de negócios, temos como única declaração proclamatória um estado de alma «uma enorme sensibilidade social»!
A crise de identidade dos socialistas já vem de longe. Desde os tempos, pelo menos, em que admitiram os partidos de Mubarak e Ben Ali, ditadores do Egipto e da Tunísia, no seio da Internacional Socialista (andava há anos para escrever esta deliciosa expressão “no seio…”).