Reflexões do dia


Pedro Correia,

«A viragem de François Hollande ilustra bem a gravidade do impasse que vive hoje o socialismo democrático, que em termos europeus se designa por “social-democracia”. Este impasse decorre sobretudo de ele se ter tornado, nas últimas décadas, uma ideologia sem verdadeira doutrina, que oscila entre o radicalismo mais ou menos declamatório quando está na oposição e um conformismo mais ou menos gestionário quando chega ao poder.»

Manuel Maria Carrilho, no DN

 

«Consciente do excessivo peso do Estado no seu país, [François Hollande] optou por um caminho conducente à valorização da dimensão produtiva, nomeadamente na sua vertente industrial. Por outro lado, ao agir dessa forma, ainda que reclamando uma orientação social-democrata interna, fragilizou de algum modo o centro-esquerda europeu.»

Francisco Assis, no Público

6 comentários em “Reflexões do dia”

  1. Impasse? É um sucesso.
    Controlar 50% da produção de um país e ter ainda a direita ignorante a ajudar a aumentar o poder do Estado.
    E os 50% não contam com o que está fora do orçamento, por cá temos CGD e outras empresas publicas(menos os seus subsídios).
    Na França será igual.

    Impasse é só não ter conseguido ainda chegar aos 60% do PIB.

    “Por outro lado, ao agir dessa forma, ainda que reclamando uma orientação social-democrata interna, fragilizou de algum modo o centro-esquerda europeu.»

    É visto assim porque o discurso socialista- como se vê aqui no Delito- é que uma redução do ritmo de aumento do estado ou estabilização é considerado Neo-Liberal.

  2. O socialismo democrático não passa de um saco-de-gatos!
    Com um pé no socialismo marxista (quem recorda o Partido Socialista – Partido Marxista?) e outro na mera intermediação de negócios, temos como única declaração proclamatória um estado de alma «uma enorme sensibilidade social»!

    1. A crise de identidade dos socialistas já vem de longe. Desde os tempos, pelo menos, em que admitiram os partidos de Mubarak e Ben Ali, ditadores do Egipto e da Tunísia, no seio da Internacional Socialista (andava há anos para escrever esta deliciosa expressão “no seio…”).

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