“Avec des partis affaiblis, les intérêts spécifiques tendraient immanquablement à dominer de façon de plus en plus sensible l’ensemble des décisions politiques gouvernementales. Lorsque le système des partis est faible, les intérêts particuliers occupent une place dominante. Ainsi en l’absence d’organisations destinées par essence à agréger les intérêts à un niveau plus large, des ambitions plus spécifiques et naturellement plus restreintes tendent à prendre le dessus. Les plus efficaces représentent habituellement les intérêts des plus favorisés et des plus puissants au sein de la société. L’absence de partis forts déforme le processus de décision politique en faveur d’intérêts qui possèdent au départ le pouvoir et les ressources suffisantes pour se faire entendre.
Une troisième conséquence de l’affaiblissement des partis tient au renforcement de la position des «entrepreneurs politiques», détenteurs des ressources nécessaires à l’achat de leur représentation au sein du gouvernement. Les entreprises politico-financières de Silvio Berlusconi en Italie ou de Ross Perot aux États-Unis nous fournissent des exemples récents et saisissants d’un tel processus. Chacun d’eux est parvenu à móbiliser un soutien électoral à partir d’un message politique à dominante populiste.”- Patrick Seyd et Paul F. Whiteley, L’évolution recente dês adhérents du Parti conservateur et du parti travailliste en Grande-Bretagne, RFSP, 46, vol. 6, 1996: 934

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Até parece que existir défice – e consequente aumento da dívida – não é populismo.
Até parece que Estado Social, Impostos progressivos, e a “gratuitidade” não é populismo.
Vamos tirar aos ricos para dar aos pobres não é populismo.
Até parece que o regime do 25 de Abril não é Populista.
3 Bancarrotas em 40 anos dizem tudo sobre o populismo do regime.
Mas claro que isto não é a narrativa do jornalismo de esquerda que temos. Nacional e Internacional.
Já sabemos que o domínio da narrativa é essencial ao socialismo e este texto demonstra mais uma vez os códigos do discurso socialista.
Para um socialista Populismo é o nome que se chama aos outros que não pertencem ao clube mas conseguem apelar ao povo – plantação que os socialistas de todas as cores julgam que têm direito divino.
Seria interessante que estes pensadores também explicassem a diferença -em termos de exploração do pagode- entre:
«entrepreneurs politiques» e “partidos políticos “.
Não são AMBOS hierarquias, grupos de confrades, sequiosos de poder?.
Não são AMBOS hierarquias, grupos de confrades unidos para explorarem a distribuição da riqueza existente … e a não existente?.
Só os segundos são “democráticos”?. Porquê?.
“Sem partidos não há democracia”?. Pois, mas depende … do que se entende por partidos, por eleições e por democracia.
Silvio Berlusconi na Itália ou Ross Perot nos Estados Unidos da América , tiveram a SUA cara em boletins de voto. Ganharam e/ou perderam com a sua cara, com o SEU publicitado projecto e face ao eleitorado.
Qual é, então, a subtil diferença entre «entrepreneurs politiques» e “partidos políticos “?.
…
E já agora. A segunda -agora primeira- figura deste Estado “democrático”, já alguma vez foi a votos nacionais?. E venceu?.
Linda a “nossa” Constituição “democrática”. O Poder aos molhos. Sem cara. Sem fiscalização coerente e consequente. Nem exigível responsabilidade.
…
Como dizia a figura, de FICÇÃO, na série House of Cards “, Frank Underwood , ao ser nomeado Vice-Presidente dos EUUA : “Não subestimem a democracia. Aqui estou eu a ser nomeado Vice-Presidente dos EUA, sem nunca ter tido um voto registado em meu nome.”
Ficção nos EUA, realidade cá.