«Portugal regressa ao seu grande problema. Não o problema económico, nem o problema financeiro. O nosso grande problema é o problema político. É na política que está a nossa grande falta de alternativas. (…) Se formos para eleições, veremos ainda mais do mesmíssimo: partidos empenhados na gestação da frustração eleitoral alheia, incapazes de um acto de coragem ou de mudança, apostados em segurar o seu nicho de mercado e atirar os vizinhos do lado para um Governo impopular. A esquerda portuguesa é aflitiva: o Bloco e o PCP desejosos por empurrar o PS para um Governo com a direita – e o PS, é claro, disposto a ir.
É altura de fazer a pergunta: por que desejam os partidos – e por que lhes aproveita – que Portugal seja um país sem alternativa política?»
Rui Tavares, no Público

Completamente de acordo. E é por isso, e apenas por isso, que permitirmo-nos ir a eleições é um erro tremendo. Por isso, precisamos de amarrar esta gente às cadeiras, obrigá-los a cumprir o memorando que assinaram até á última virgula, e impedir-nos de embarcar em populismos e “virodisquismos” que apenas serve a que o status quo se perpétue. Este status quo inclui uma extrema esquerda perfeitamente feliz com a posição que ocupa: não-candidatos, inelegíveis e ocupando aqueles assentos que lhes dão acessos ás mordomias parlamentares e lhes garantem uma plataforma de promoção pessoal. Perfeitamente feliz enquanto não reduzirem o número de deputados no parlamento que os fariam desaparecer do parlamento ou, no máximo, os tarnsformariam nos partidos da bicicleta – uma para cada um!
O CDS, um muito junior partner “, 6,8% (653.888) dos eleitores inscritos (9.624.354) a declarar “alto e para o baile”, que aliás é “baile mandado” sim, mas de fora.
Ou seja, no autocarro a abarrotar de comentários, há 3 caramelos que votaram CDS.
Claro que também se pode dar o caso de terem ido de Taxi , ou de carro próprio, mesmo com ou sem “chauffeur” …
Não é, infelizmente, como é do conhecimento empírico, apenas uma reflexão; é verdade inabalável, dogma histórico, fado nosso.
Até quando?
Abraço.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?t emplate=SHOWNEWS_V2&id=584365
Esta é a essência do texto de RT, sem esquerda ou direita, nesta democracia do avesso; coisas simples, para mim, que nada sei sobre tanta coisa; disparidade na ética/moral equidade.
Os políticos adoram insultar-se mutuamente, lançar a suspeição uns sobre os outros, destruir a credibilidade uns dos outros, certo? Fazem isso todos os dias, é só escutá-los.
Porque desejam os políticos – e porque lhes aproveita – que os políticos sejam uma classe sem qualquer credibilidade?
É Democracia, portuguesa.
Eles, nascem, crescem e vivem, neste bate língua de cochicheiro descarado, neste sorri pela frente e por traz é só apontar defeitos, enfim somos Portugal.
Não há patriotas, há apenas artistas, maus artistas. Os que aparentam acreditar, são cada vez menos e destes há uma boa parte que anda disfarçado, no come sem ser visto, também são artistas, talvez a part-time. Misturados ou por perto, andam por lá, e por cá, todos atrás do mesmo: bananas
Quanto aos demais, são as bananas.
por que desejam os partidos – e por que lhes aproveita – que Portugal seja um país sem alternativa política?
É claro que desejam isto porque assim não têm que competir pela positiva, isto é, com propostas válidas, isto é, não têm que trabalhar. Desta forma, só têm que procurar destruir o (pouco) trabalho dos outros. Não têm que construir nada.
De uma forma geral, esta atitude enquadra-se na atitude geral do povo português, que é um povo essencialmente mesquinho e invejoso. O português preocupa-se sobremaneira em destruir e apoucar o sucesso do outro português, para que ele não sobressaia da mediocridade. O português não se preocupa muito em enriquecer, procura sobretudo evitar que o português do lado enriqueça.
Uma classe política que durante 30 comprou um povo com promessas de prosperidade e amanhãs que cantam baseado em impostos sobre outros, subsídios da entrada na Europa e como se não bastasse endividamento é uma classe incapaz de dar más notícias, gerir más notícias e viver com más notícias contrárias ao discurso durante 30 anos.
Para a “aflitiva” esquerda ainda pior porque o discurso da esquerda é ainda mais baseado em contos de fadas.
Esquerda no Governo ou é para continuar a troika ou de repente não há dinheiro para pagar 2 meses de salários e pensões. A esquerda vai cortar salários e pensões? ter défice zero aquilo que abominou até agora?
Imprimir moeda e desvalorizar com uma população cada vez mais idosa e muitos desempregados a viverem de poupanças?
Provavelmente prefeririam tomar cianeto.
Matemática é inexorável.
Passos Coelho irá continuar porque ninguém quer o lugar dele.