Reflexão do dia


Pedro Correia,

«A Real Academia Española de la Lengua fez historicamente acordos com as academias do resto dos países que têm o castelhano (ou espanhol, como prefiram) como língua oficial mas sempre foram respeitadas as diferenças de vocabulário, fonéticas e ortográficas de cada país, sendo logicamente a RAE quem dita as normas, uma vez que é a Espanha o país do qual a língua é originária. Até onde eu sei nunca veio aqui um país maior em número de habitantes (o México, por exemplo) a dizer-nos que tínhamos que falar ou escrever como eles, como também não tivemos uns académicos que, servindo vá lá saber os interesses de quem, decidiram um dia inventar um acordo ortográfico irracional e completamente contra naturam, uma vez que as línguas devem evoluir ao ritmo do uso que lhes dão os povos que as utilizam para a sua comunicação e nunca servir interesses politico-económicos. Com a língua, máximo expoente de um país, não se brinca nem se negoceia.»

Rocio Ramos, no Público

 

4 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Não há qualquer razão legal para acatar o “acordo”. O único dever para com o “acordo” é a apresentação de queixa-crime contra um grave crime de destruição da Língua e Cultura Portuguesas, gente como Relvas ou o Viegas.

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