Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Uma língua deve ter falantes. O “acordês” não tem falantes. Quando lemos “acordês”, o nosso cérebro põe em prática o mesmo mecanismo que usa para resolver gralhas e faz-nos pronunciar as palavras correctamente. Não é líquido que este mecanismo funcione para sempre. Sem a protecção das consoantes “mudas”, as vogais que as antecedem ficam expostas à erosão da oralidade. A prazo, a perseguição da miragem fonética acabará por reclamar novas vítimas.»

Rui Valente, no Público

13 comentários em “Reflexão do dia”

      1. O acordo é como as doenças, não se lhes pode dar confiança que são umas abusadoras e trepam por nós acima como se não houvesse amanhã. Esqueçam o bicho por enquanto. É o que tento fazer.

  1. Caro Pedro, estou totalmente solidário com esse seu inconformismo com o acodo ortográfico. Não é um simples acordo ortográfico nem sequer é só ortográfico! Penso que acreditam ser possível fazerem um acordo cerebral entre centenas de milhões de “almas” – mais ou menos como aceitar a lingua como coisa viva enquanto aracnídea, ou seja, tudo bem que seja viva, mas se se mexer, ou se bota (*) DumDum ou Raide ou outro veneno qualquer, ou se põe o pé…
    Devem ser os mesmos que andam a vender certificações de qualidade (ISO) a oficinas que o que têm de parecido com empresas, é passar facturas.

    (*) aquele “bota”, acima, é mesmo do verbo “botar”.

    Abraço, JMP

  2. A última esperança era que este governo anulasse o acordo, mas parece que os ministros mudaram de opinião e agora já não se opõem ao acordo.
    É triste, mas vamos todos ser obrigados a confundir factos e fatos.

    1. A parte chata é que têm que imprimir o formulário e enviar pelo correio. Mas se não for assim não tem validade.

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