«Portugal terá de estar mais atento do que nunca à dimensão exterior (e mais especificamente europeia) da política. E isso sem perder de vista que ela, a política, está de novo – com todo o seu fulgor – nos umbrais das fronteiras nacionais.»
Paulo Rangel, no Público

Pois.
Deve ter sido a razão do camarada Barroso
ter tomado a dolorosa decisão de emigrar.
Também este lá chegará.
Paulo Rangel, embora com atraso, está um verdadeiro tecnocrata. Até já consegue conciliar uma coisa e o seu contrário: uma política europeia e o reforço das políticas nacionais. Ou seja: quando era suposto querer uma Europa mais unida e avançada, Rangel chama a atenção para o fulgor(?) das políticas nacionais.
Até parece que ele não faz parte da frente decisória europeia. Se a Europa está a passar pelo que se sabe, um dos motivos é precisamente e de ter andado a alimentar essa ambiguidade de décadas em que todos quererem um espaço europeu comum, mas sem abdicarem dos nacionalismos de outrora. É com europeus assim que a Europa se esboroa desastradamente.