«Agora já não se escreve a. C. ou d. C.; escreve-se BCE, “before the current era”, ou CE, “current era”; trata-se da estupidez política em todo o seu esplendor: como se o modo de contar o tempo histórico que todos usamos tivesse sido inventado por um senhor chamado Corrente.»
Paulo Varela Gomes, no Público

Ainda se fosse “before BPN”, talvez se entendesse.
Se fosse “after BPN” seria BIC.
Isto é o disparate total.
Há dias, perguntaram-me, por sms, se a data a que me referia em a. ou d. de Cristo. Como a pergunta era absurda, dada a data em causa, respondi, já aborrecida : ” anno domini”. Recebi de volta : “ké isso?”
Pronto, na próxima escrevo CE.
Também podes escrever BS (Bull Shit).
Gosto sempre de ler o Paulo Varela Gomes. Um homem culto, voilà.
Um dos dez melhores cronistas da imprensa portuguesa. Já foi um grande bloguista, agora não o encontro em blogues. Mas pelo menos mantém uma coluna semanal no ‘Público’ – coluna que leio sempre com um prazer antigo.
Andou por aqui.
Por aí?
Sim senhor: deu aulas no DARQ (Dep. Arquitectura) e por aqui esteve uns anos. Se é que não continua. O certo é que ultimamente não o tenho visto, mas ainda me cruzei com ele várias vezes a passear o cão perto de minha casa… 😉
Tens um bom vizinho então. Sou há muito admirador dele.
Nem mais: um homem culto. Apesar de na imprensa portuguesa encontrarmos dezenas, se não centenas, de cronistas, o trigo distingue-se bem do joio.
Distingue-se, Carlos. Cada vez mais.
Também gosto muito das crónicas do PVG (a propósito, alguém me arranjava uma de há quase dois meses sobre “gostar de animais”?). Mas, neste caso, não me parece que ele tenha razão:
1º um pormenor: não é “current” mas “common”;
2º num mundo de cristãos, muçulmanos, judeus, budistas, hindus, agnósticos, ateus (e mais uns bons milhares de outros), qual o problema de encontrar uma designação que sirva para todos? Até porque – mesmo dando de barato que a existência histórica do JC é um facto -, nesta altura, é absolutamente consensual que o “ano I” tem, para aí, uns 6 anos de “adiantamento”.
Não é que isto seja o assunto mais importante do momento. Mas não creio que se trate de “estupidez política”.
Relativamente ao 1º: “common” é mais usual, mas também pode ser dito “current”. Ou mesmo “christian”.
Mas isto n se trata de ter de ser p todos. Se a referência do Calendário foi, a este respeito, Cristo, p q mudar isso? P q negar a sua importância enquanto referência mesmo para “muçulmanos, judeus, budistas, hindus, agnósticos, ateus (e mais uns bons milhares de outros)”? À pergunta colocada, responderia: o problema é q n faz sentido mudar p ensaiarmos foros de pretensa ( e superificial) democracia ou neutralidade.
De acordo.
Eu proponho mudar o nome Algarve para PortugalSul assim mesmo tudo pegado.
Assim como todas as palavras começadas por Al devem ser mudadas. Portugal já não é território Árabe por isso os Portugueses devem ter designações que “sirvam todos” os Portugueses.
Nem mais.
“como se (…) tivesse sido inventado por um senhor chamado Corrente”.
Toda a gente sabe que Corrente não é nome de senhor; é nome de bacalhau.
E há o Pascoal também.
Bota estupidez. E daquela bera, q pretende ser esperta e sofisticada. Baf
A pior estupidez é precisamente aquela que se pretende sofisticada.
Pensando melhor, a nova nomenclatura até me parece uma boa jogada de antecipação: BCE, “before chinese era”, ou CE, “chinese era”.
Falta apenas definir o ano 1. Sugiro que, em estilo árabe, se comece a contar a partir do dia em que Bernardino Soares fugir para a Coreia do Norte…
Mais facilmente o camarada se refugiaria noutra Coreia. A do Sul.