«PPP, sector empresarial do Estado, ocultação de despesa na Madeira são exemplos recentes e escabrosos de uma realidade aflitiva: o Estado está sem controlo. Por isso, o maior risco de toda a execução deste Orçamento não é sequer que as receitas fiscais derrapem com crescimento económico a menos e evasão fiscal a mais. É que o Estado continue em roda livre. É que se se descubram mais esqueletos nas esquinas dos armários. É que seja sempre preciso mais austeridade para pagar mais buracos.
O passado não ficou lá atrás, perdura sob a forma de dívida para a frente. A ocultação. A suborçamentação. A desorçamentação. A ‘economia paralela’ do Estado. A ‘hora da verdade’ de que o ministro das Finanças falava é esta. Não gostamos do que vemos mas eis-nos finalmente nus.»
Pedro Santos Guerreiro, no Jornal de Negócios

Tantas vezes que ouvi o Campos e Cunha falar de PPP (aliás, no âmbito de uma pequena PPP em que eu estava integrada). Tantas vezes o ouvi avisar acerca dos riscos da miragem. Gostava imenso de o continuar a ouvir.