«Na farsa do Orçamento, as esquerdas saltaram pela janela. Mas as direitas em exibição também andam a rondar o parapeito, não vá o dr. Costa sentir-se sozinho na descida. Aliás, se há algo que define esta direita, é a vocação para se encavalitar nas costas dos outros rumo à dependência e à nulidade: o CDS pendurado no PSD e o PSD pendurado no PS para partilhar o bolo do poder e do dinheiro. Tirando os respectivos fanáticos, quem leva a sério esta gente?»
João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã

Os malabaristas vão-se sucedendo no circo aviltante do poder, e um povo amorfo e anedótico segue enrolado na gritaria estéril de bancada.
Nem mais.
Mas porquê “esta” direita? Não é de há muito assim – o CDS encavalitado no PSD, o PSD encavalitado no PS, e etc.? Afinal, nada mais democrático do que coligações, tal como os mais democráticos países europeus nos provam. O azedume não me parece ser propriamente motivado pelos meios, mas antes pelos inalcançados fins, esse “rumo à dependência e à nulidade” e não o desejado rumo ao “bolo do poder e do dinheiro”… Tem que ter paciência, está agora a ser papado por outros (o bolo), logo voltará a sua vez.
“tal como os mais democráticos países europeus nos provam.”
A velha sina de copiar os outros. Se os outros fazem então deve estar bem.
Só ainda não perceberam que para nós o que fazem lá fora não serve: porque nos países que servem de modelo eles trabalham para o bem-estar comum, cá trabalha-se para o bem estar do grupinho de merda e para o que proteger o grupinho de merda recheadinho de egoístas fdp que enquanto não puserem as filhas todas nas direcções todas não descansam.
Mais um caso clássico de demagogia à portuguesa… 021/03/demagogia-portuguesa.html
Talvez lhe interesse o que, sobre o tema, comentei em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2
Como diria o romeiro do Garrett. NINGUÉM
A política está como o futebol. Tirando os malucos da clubite, ninguém liga de tão má ser a qualidade do espectáculo e toda a podridão ética em seu redor.
Bem, no CDS é uma debandada!
É de facto uma tristeza xunga e de que ninguém duvida. E concordo, do bem comum, princípio básico de qualquer medida política, poucos tratam.