0 comentários em “Reflexão do dia”

    1. Por onde andava você, nos idos do PREC? E mesmo depois, longamente. Mesmo por estes dias.

      Em que país vive, você? Não desculpo banqueiros; não ignoro as mãos sujas desses dois partidos (e não só). Um deles, o PS, muito especialmente querido do nacional-masoquismo, e capaz de fazer do outro, o PSD, um menino de coro, em matéria de nepotismo e patrióticas práticas afins (do “para os nossos tudo, para os nossos inimigos, nada, para os outros, cumpra-se a lei”, ao dinheiro que “é do estado, é do PS!”).

      Mas pretender – como o seu comentário parece querer sustentar – que por cá o PCP nada tem a ver com o buraco em que caiu o país, e logo desde o início desta república, é coisa de quem anda distraído.

      Ou milita no Partido (assim mesmo, com “P”, claro).

      Costa

        1. Peço-lhe que não ponha em causa a minha seriedade.

          Eu não o fiz em relação a si: limitei-me a admitir uma sua condição de juventude que o não tivesse permitido assistir à destruição económica, por cá deliberadamente operada após o pronunciamento militar de 74, ocupando o PC pastas governamentais e influenciando decisivamente – para além delas – o poder e a economia.

          A admitir que andasse você distraído, perante o tempo presente e em que o PC tem, julgo, alguma influência sobre a acção (des)governativa actual; algo que pode ocorrer de plena boa-fé. Ainda que, de tão evidentes as coisas, isso seja, no caso em apreço, algo de excessiva bonomia.

          A admitir que militasse, o Pedro, no Partido, coisa que, apesar de tudo, teimamos em aceitar como lícita e que o Partido não poderá deixar de tomar, a bem da sua coerência ideológica, da sua doutrinária e dogmática superioridade moral e da sua lógica histórica, como a única militância lícita e a atingir e forçar no momento histórico apropriado.

          As mãos comunistas estão bem sujas, por cá.

          Costa

          1. Costa já aqui o disse. O meu pai ficou sem uma casa em Évora. Após o PREC teve compaixão pelo pobre desgraçado tendo-lhe desde então pago uma renda que nem dá para o IMI. As pessoas lidam e fazem as pazes com o passado, Costa. Se recuar mais ainda culpa D. João V , ou Filipe II

          2. Ainda o lerei aqui, Pedro Vorph, assim sendo, a perdoar incondicionalmente os banqueiros. Isso e a dar a outra face, com incontida e piedosa caridade, perante as responsabilidades largamente impunes das elites partidárias do dito centrão. E para lá dele, bem entendido.

            Tudo em nome do louvabilíssimo (sem ponta de ironia!) altruísmo do seu pai. Tudo, claro, em nome das pazes com o passado.

            Não falamos aqui de “desgraçados”, fundamentalmente ignorantes e miseráveis, que ocuparam casas. Falamos de quem, de forma calculista, fria, deliberada, por razões de ideologia e poder (e/ou venalidade e nepotismo despudorados) os manobrou e manobra criminosamente. E com isso arrasou e arrasa um país. Reiteradamente. Mesmo que, formalmente, o que fazem se não inclua no “catálogo” dos crimes.

            Até se pode perdoar, Pedro. Está na esfera da legítima vontade de cada um. Pretender apagar, ignorar, reescrever o passado, é que não. Não me insulte – pior, não se insulte e à sua inteligência – ao pretender que tenho contas de quatrocentos anos a ajustar com os Filipes (ou com D. João V, ou quem seja) e que vivo nesse passado. E que tudo o que penso é refém desse passado em que viverei aprisionado.

            Haja bom senso. Creio que estará mais ou menos familiarizado com o conceito.

            Costa

          3. Poças? Bons vinhos do Douro, sim senhor… (sem qualquer intuito publicitário, entenda).

            Costa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *