Por onde andava você, nos idos do PREC? E mesmo depois, longamente. Mesmo por estes dias.
Em que país vive, você? Não desculpo banqueiros; não ignoro as mãos sujas desses dois partidos (e não só). Um deles, o PS, muito especialmente querido do nacional-masoquismo, e capaz de fazer do outro, o PSD, um menino de coro, em matéria de nepotismo e patrióticas práticas afins (do “para os nossos tudo, para os nossos inimigos, nada, para os outros, cumpra-se a lei”, ao dinheiro que “é do estado, é do PS!”).
Mas pretender – como o seu comentário parece querer sustentar – que por cá o PCP nada tem a ver com o buraco em que caiu o país, e logo desde o início desta república, é coisa de quem anda distraído.
Ou milita no Partido (assim mesmo, com “P”, claro).
Costa, possas vamos ser sérios. Os comunistas podem ter as mãos sujas em muitas coisas mas não no desgoverno a que este país chegou. Ideologicamente sou anarcocapitalista filiado no Instituto Mises.
Peço-lhe que não ponha em causa a minha seriedade.
Eu não o fiz em relação a si: limitei-me a admitir uma sua condição de juventude que o não tivesse permitido assistir à destruição económica, por cá deliberadamente operada após o pronunciamento militar de 74, ocupando o PC pastas governamentais e influenciando decisivamente – para além delas – o poder e a economia.
A admitir que andasse você distraído, perante o tempo presente e em que o PC tem, julgo, alguma influência sobre a acção (des)governativa actual; algo que pode ocorrer de plena boa-fé. Ainda que, de tão evidentes as coisas, isso seja, no caso em apreço, algo de excessiva bonomia.
A admitir que militasse, o Pedro, no Partido, coisa que, apesar de tudo, teimamos em aceitar como lícita e que o Partido não poderá deixar de tomar, a bem da sua coerência ideológica, da sua doutrinária e dogmática superioridade moral e da sua lógica histórica, como a única militância lícita e a atingir e forçar no momento histórico apropriado.
Costa já aqui o disse. O meu pai ficou sem uma casa em Évora. Após o PREC teve compaixão pelo pobre desgraçado tendo-lhe desde então pago uma renda que nem dá para o IMI. As pessoas lidam e fazem as pazes com o passado, Costa. Se recuar mais ainda culpa D. João V , ou Filipe II
Ainda o lerei aqui, Pedro Vorph, assim sendo, a perdoar incondicionalmente os banqueiros. Isso e a dar a outra face, com incontida e piedosa caridade, perante as responsabilidades largamente impunes das elites partidárias do dito centrão. E para lá dele, bem entendido.
Tudo em nome do louvabilíssimo (sem ponta de ironia!) altruísmo do seu pai. Tudo, claro, em nome das pazes com o passado.
Não falamos aqui de “desgraçados”, fundamentalmente ignorantes e miseráveis, que ocuparam casas. Falamos de quem, de forma calculista, fria, deliberada, por razões de ideologia e poder (e/ou venalidade e nepotismo despudorados) os manobrou e manobra criminosamente. E com isso arrasou e arrasa um país. Reiteradamente. Mesmo que, formalmente, o que fazem se não inclua no “catálogo” dos crimes.
Até se pode perdoar, Pedro. Está na esfera da legítima vontade de cada um. Pretender apagar, ignorar, reescrever o passado, é que não. Não me insulte – pior, não se insulte e à sua inteligência – ao pretender que tenho contas de quatrocentos anos a ajustar com os Filipes (ou com D. João V, ou quem seja) e que vivo nesse passado. E que tudo o que penso é refém desse passado em que viverei aprisionado.
Haja bom senso. Creio que estará mais ou menos familiarizado com o conceito.
Costa
Só uma adenda. Queria dizer poças
Poças? Bons vinhos do Douro, sim senhor… (sem qualquer intuito publicitário, entenda).
Costa
Ele não conhece de certeza a vertente capitalista imobiliária e de organização de eventos, do PCP. A economia deles vai e vento em popa, a do país que se lixe.
Um .bom escritor. Mas não partilho as suas convicções pessoais.
Perfeitos até se chegar às mãos deles.
Por cá foram os banqueiros, não os comunistas, mais os partidos PSD e PS.
Por onde andava você, nos idos do PREC? E mesmo depois, longamente. Mesmo por estes dias.
Em que país vive, você? Não desculpo banqueiros; não ignoro as mãos sujas desses dois partidos (e não só). Um deles, o PS, muito especialmente querido do nacional-masoquismo, e capaz de fazer do outro, o PSD, um menino de coro, em matéria de nepotismo e patrióticas práticas afins (do “para os nossos tudo, para os nossos inimigos, nada, para os outros, cumpra-se a lei”, ao dinheiro que “é do estado, é do PS!”).
Mas pretender – como o seu comentário parece querer sustentar – que por cá o PCP nada tem a ver com o buraco em que caiu o país, e logo desde o início desta república, é coisa de quem anda distraído.
Ou milita no Partido (assim mesmo, com “P”, claro).
Costa
Costa, possas vamos ser sérios. Os comunistas podem ter as mãos sujas em muitas coisas mas não no desgoverno a que este país chegou. Ideologicamente sou anarcocapitalista filiado no Instituto Mises.
Peço-lhe que não ponha em causa a minha seriedade.
Eu não o fiz em relação a si: limitei-me a admitir uma sua condição de juventude que o não tivesse permitido assistir à destruição económica, por cá deliberadamente operada após o pronunciamento militar de 74, ocupando o PC pastas governamentais e influenciando decisivamente – para além delas – o poder e a economia.
A admitir que andasse você distraído, perante o tempo presente e em que o PC tem, julgo, alguma influência sobre a acção (des)governativa actual; algo que pode ocorrer de plena boa-fé. Ainda que, de tão evidentes as coisas, isso seja, no caso em apreço, algo de excessiva bonomia.
A admitir que militasse, o Pedro, no Partido, coisa que, apesar de tudo, teimamos em aceitar como lícita e que o Partido não poderá deixar de tomar, a bem da sua coerência ideológica, da sua doutrinária e dogmática superioridade moral e da sua lógica histórica, como a única militância lícita e a atingir e forçar no momento histórico apropriado.
As mãos comunistas estão bem sujas, por cá.
Costa
Costa já aqui o disse. O meu pai ficou sem uma casa em Évora. Após o PREC teve compaixão pelo pobre desgraçado tendo-lhe desde então pago uma renda que nem dá para o IMI. As pessoas lidam e fazem as pazes com o passado, Costa. Se recuar mais ainda culpa D. João V , ou Filipe II
Ainda o lerei aqui, Pedro Vorph, assim sendo, a perdoar incondicionalmente os banqueiros. Isso e a dar a outra face, com incontida e piedosa caridade, perante as responsabilidades largamente impunes das elites partidárias do dito centrão. E para lá dele, bem entendido.
Tudo em nome do louvabilíssimo (sem ponta de ironia!) altruísmo do seu pai. Tudo, claro, em nome das pazes com o passado.
Não falamos aqui de “desgraçados”, fundamentalmente ignorantes e miseráveis, que ocuparam casas. Falamos de quem, de forma calculista, fria, deliberada, por razões de ideologia e poder (e/ou venalidade e nepotismo despudorados) os manobrou e manobra criminosamente. E com isso arrasou e arrasa um país. Reiteradamente. Mesmo que, formalmente, o que fazem se não inclua no “catálogo” dos crimes.
Até se pode perdoar, Pedro. Está na esfera da legítima vontade de cada um. Pretender apagar, ignorar, reescrever o passado, é que não. Não me insulte – pior, não se insulte e à sua inteligência – ao pretender que tenho contas de quatrocentos anos a ajustar com os Filipes (ou com D. João V, ou quem seja) e que vivo nesse passado. E que tudo o que penso é refém desse passado em que viverei aprisionado.
Haja bom senso. Creio que estará mais ou menos familiarizado com o conceito.
Costa
Só uma adenda. Queria dizer poças
Poças? Bons vinhos do Douro, sim senhor… (sem qualquer intuito publicitário, entenda).
Costa
Ele não conhece de certeza a vertente capitalista imobiliária e de organização de eventos, do PCP. A economia deles vai e vento em popa, a do país que se lixe.