«Salvador Sobral tem uma voz relaxada, afinada e extraordinariamente musical – e um estilo muito elegante e espontâneo. Além disso, a canção que ele apresenta é diferente do padrão actual. Não tem os tiques que fizeram dos musicais da Broadway uma chatice desde os anos 1970: tudo parece hino protestante. Amar Pelos Dois tem o refinamento da canção urbana pré-Jesus Christ Superstar. E resulta mais moderna do que as modernices ultrapop da maioria das outras concorrentes – e dos números de caloiros em programas tipo The Voice, The X Factor ou American Idol.»
Caetano Veloso, em entrevista ao Diário de Notícias

O êxito deve-se metade à canção e metade ao intérprete.
A canção é diferente, para melhor, de todas as outras.
O intérprete é uma figura que qualquer país gostaria de ter.
Uma lição:
– enquanto nos queixámos de sermos vítimas do mau gosto alheio ou de o processo de votação ser uma mentira, não ganhámos nada;
– quando apresentámos qualidade, ganhámos por goleada.
Esse é o caminho.
João de Brito
Concordo.