Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Apesar das sugestões razoáveis que propôs, é lastimável que a nossa Academia das Ciências tivesse aprovado um péssimo acordo ortográfico que não acrescenta nada de bom à nossa História.»

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, no Correio da Manhã

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Estou farto de dizer (e daí?! – dirão) que, do ponto de vista estritamente linguístico, o AO é pouco mais que irrelevante, não justificando, por isso, tanta paixão, a favor ou contra.
    E mais perplexo fico, quando, os mesmos apaixonados, não dão importância nenhuma ao exagero de anglicismos e, pior ainda, aos inúmeros e gravíssimos erros de sintaxe, que enchem os meios de comunicação e as bocas dos ministros, incluindo o da Educação, e que normalmente implicam erros de pensamento!
    Somos mesmo gente desacreditada (a quem falta critério)!
    João de Brito

    1. Não consigo perceber (e daí?!, dirá o João de Brito) como se pode tomar por irrelevante uma coisa que cientificamente massacra com a sensibilidade de uma retro-escavadora raízes etimológicas (isso, pelo menos), culturalmente faz tábua rasa da evolução natural, historicamente sedimentada, da escrita de um povo e da sua unidade política, politicamente só se entende como um acto de submissão repugnante a interesses alheios, sociologicamente tudo reduz a uma lógica de números de mais que questionável legitimidade, intelectualmente institui a mais descarada primazia do facilitismo (e, em verdadeiro triunfo da mais arrogante mediocridade, valida quase tudo e o seu contrário e institui o reino da confusão), na prática (esquecendo que a escrita se não reduz à ortografia, havendo – que maçada – vocabulário e sintaxe) falha todos e cada um dos elevadíssimos objectivos que afirma pretender servir e juridicamente é insustentável à luz das leis feitas por aqueles mesmo que a impuseram (a sua aplicação é, pura e simplesmente, ilegal).

      Quanto à recomendação da Academia de Ciências não vejo como a qualificar acima de um timorato gesto de apaziguamento de idiotas (os que com aquilo se bastem). Uma irrelevante cedência mascarando um abjecto colaboracionismo.

      De facto gente desacreditada (este povo) aquela que toma por irrelevante – e largamente olha para a coisa com bovina indiferença ou imbecil aprovação – este trágico ataque a um dos mais preciosos bens de um povo, um estado, uma nação.

      Costa

      1. Em bom rigor, só as duas primeiras linhas e meia do seu comentário contradiz o meu.
        Tudo o resto é não estritamente linguístico e nisso estamos de acordo.
        Muito bom dia!
        João de Brito

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *