«Algumas estrelas do comentário padecem de curto-circuito neuronal. Só isso pode explicar as reacções estapafúrdias aos acontecimentos de Munique: primeiro, quando se imaginava que se tratava de uma réplica de Paris ou Nice, pedindo ao público para não cair na ‘esparrela da islamofobia’; depois, vislumbrando na identidade alemã do assassino uma filiação (que não se comprovou) de extrema–direita, dando largas à homilia do costume sobre o perigo do liberalismo. Não passa por nenhuma dessas pobres cabeças que a reacção contra o terrorismo só pode ser a condenação.
Tal como o nazismo e o comunismo exigiam uma dimensão global para os seus territórios, também o islamismo reivindica todo o planisfério como raio de acção. Ainda não havia identidade do maluquinho de Munique, já o Estado Islâmico matava 80 no Afeganistão e deixava assinatura. Mas o Afeganistão é longe, pensam os mesmos que escreveram que não se podem condenar Boko Haram com argumentos ocidentais, para não ‘diabolizar’ África. O mundo está perigoso, mas os neurónios do relativismo já eram perigosos há muito.»
Francisco José Viegas, no Correio da Manhã

O relativismo absoluto (com exceção do valor do dinheiro) é uma caraterística dos nossos tempos no mundo ocidental.
Péssimo!
No caso do terrorismo, porém, o maior problema não são as abordagens diferenciadas do fenómeno terrorista.
É a atitude, essa sim unânime:
– todos defendem a via securitária, em vez da via da auto crítica, precursora do diálogo possível.
O resultado será inevitável:
– as medidas securitárias acabarão por ser mais eficazes contra as nossas liberdades individuais do que contra os atentados terroristas.
Ou seja:
– tornar-nos-emos os melhores aliados do terrorismo.
Bonito!
João de Brito
E não percebe…
O relativismo é só uma táctica Marxista para tomar o poder no Ocidente.
Pelos vistos o FJV pensa que as estrelas do comentário padecem de problemas
psiquiátricos.
Não padecem, uns são parvos que não percebem sequer a narrativa cultural de que fazem parte, outros fazem-no com consciência.
Enquanto as vítimas civis dos bombardeamentos feitos por Obama* continuam a ser silenciadas pelos jornais, se Trump ganhar vamos vê-las nas primeiras páginas.
É isso para isso que as estrelas do comentário existem.
O que se passa nos jornais e TV’s é apenas e só a guerra pelo poder no Ocidente.
*Não estou a criticar Obama numa guerra há vítimas civis.