«A verdade é que o que venceu o Euro foi um novo modelo nacional. E, nesse sentido, o oposto da realidade pátria.
Uma forma de pensar, de ver, de agir, e obviamente um modo de seleccionar e treinar, que insiste mais na realização objectiva e nos resultados (no fundo, naquilo que está em jogo) do que na “beleza” discutível.
Nalgumas alturas, o ataque foi a melhor defesa. Noutras, a defesa, o melhor ataque. E jogou-se com um fito único, até ao último segundo: passar.
Tudo isso é o contrário dos hábitos nacionais, onde se reproduzia em campo o melhor do futebol de praia, e aquilo de que gostamos, os que nos deleitamos a jogar: mais uma finta, mais um adorno. Como no resto da vida comunitária, o que havia era o desporto como forma superior de poesia. Agora é o romantismo da eficácia, a batalha da produção, a frieza dos deveres, o “realismo”.»
Nuno Rogeiro, na Sábado

O homem já era tudólogo em mísseis e armas de destruição maciça. Evoluiu para tudólogo do que pensam os portugueses.
Claro que ele é português mas pertence aos iluminados que não pensam como os portugueses.
Também sabe o que pensam os jogadores de futebol, basta-lhe vê-los jogar. É a análise telepática do chuto na bola.
Haja pachorra.
A melena bloqueia o único neurónio que ainda funcionava.
Tadinho….
Acho que é até uma opinião positiva.
Utilizou-se uma estratégia que resultou. Ponto.
Em campeonatos anteriores, outras selecções podem ter feito apontamentos de antologia mas sem resultados práticos.
O objectivo estava definido e foi conseguido.
É uma espécie de mercantilismo aplicado ao futebol , onde os defeitos são mínimos se tivermos em conta o produto final.
Afinal em Portugal temos utilizado muito o laisser faire, laisser passer, mas ao contrário do que se passou no futebol, só têm sido em benefício de uns quantos e não tendo em atenção o objectivo final que visaria a superação da recessão no país.