Reflexão do dia


Pedro Correia,

 

«A única coisa a que assisti [nos últimos dias] e que achei digna de mudar o mundo foi a curta e eloquente entrevista de rua a uma criança francesa e ao seu pai, gravada durante uma manifestação de solidariedade para com as vítimas deste brutal atentado. Uma entrevista em que a criança vai dando conta do seu medo, e o pai – perante um entrevistador que tem a inteligência de saber estar calado – a vai tranquilizando. “Eles têm armas, podem disparar”; “Mas nós temos flores, as velas e as flores estão aqui para nos proteger.” Imperdível lição sobre como o mundo se muda a partir de dentro das nossas casas.»

Nicolau do Vale Pais, no Jornal de Negócios

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. A criança diz o Rei vai Nú e a sociedade diz não. Com aplauso por aqui e por ali.
    Uma boa maneira de demonstrar o narcisismo de uma civilização.

    Só pessoas com muitas camadas de socialização ou seja sobre civilizadas podem negar em consciência a realidade que está na voz da criança.

    Por exemplo ninguém tem abertura cultural para perguntar porque é que 200 foram chacinados por 3.
    Isto depois dos passageiros do voo 93. Conveniente esquecidos porque demonstram uma reacção fora do Estado. E não queremos isso pois não?
    Não queremos que as pessoas se defendam. Queremos que fujam e dêem ainda mais poder à politica, sejam dependentes e subservientes.
    Tal como ninguém perguntou porque é que o cartoonistas não estavam armados para se defender depois das ameaças.
    Décadas de propaganda jornalista de um Estado que por todos vela não permite abertura cultural fazer essas perguntas.

      1. Não concordo. O miúdo notoriamente entende as flores e as velas como amuletos que o vão proteger. E fica mais descansado.

  2. Confesso não entender muito bem o texto.
    Se calhar, vou atirar ao lado, mas sei que acerto no que, a propósito, quero dizer.
    Eles matam-nos com as armas e nós protegemo-nos com flores…
    Mas quem é quem?!
    Quem fabrica e quem trafica as referidas armas?!
    Quem subsidia, direta ou indiretamente, os terroristas?!
    Quem é que, sucessivamente, mais terrorismo de estado fez, muito antes de agora haver uns tais que querem fazer um estado pelo terrorismo?!
    Os factos que nos deixam conhecer são poucos, mas são suficientes para respondermos a estas questões.
    Se formos inteligentes, livres e corajosos.
    Sem peias nem trelas.
    Só assim estaremos preparados para combater o flagelo.
    Caso contrário, apenas somaremos violência à violência.

    1. Você só faz perguntas pouco importantes.

      “Quem fabrica e quem trafica as referidas armas?!”

      Parece que foram usadas AK-47 ou uma variante fabricadas um pouco por todo o mundo aos milhões. Poderão ter vindo desde do Exército Sírio ou Iraquiano ou compradas na Europa, oriundas de um dos muitos dos países do Pacto de Varsóvia ou da ex.Jugoslávia.
      Não interessa o fabricante a não ser que estejamos a falar de armas novas. Uma arma tratada dura mais de uma vida, mais de duas até. No Afeganistão ainda se combate com Lee Enfields do inicio do século XX apesar do díluvio de AK-47 ainda são apreciadas pelo seu alcance. Na guerra da Síria quantidades de MP-44 nazis apareceram em vídeo vindas dos paióis do Governo.
      Os explosivos foram provavelmente fabricados pelos próprios.
      Sabe que os “escurinhos” (CGTP trademark) também têm cabeça para aprender química?
      Tem de se deixar desse Centralismo Ocidental bem Marxista. É supremacismo racista.

      Quem subsidia: Doações de Mesquitas, Madrassas, Organizações de Solidariedade, Islamistas ricos, um Ministério de um País Árabe etc…

      É curioso como não fazem estas perguntas quando se trata de terroristas palestinianos ou combatentes que matam soldados americanos e destroem tanques com bombas…nunca perguntam de onde vêm as bombas.

  3. Falar sobre o medo, o medo que advém da maldade, falar dos maus que ferem e dos bons que combatem a maldade com flores e velas.
    É a inocência , no seu mais puro estado, ainda não politizada nem tocada por tendências religiosas, para quem a sociedade é a família que lhe ministra os ensinamentos sobre os direitos e os deveres de ser criança, a diferença entre o bem e o mal.

    “As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações… Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações. ” 🙂 🙂

    Bom fim de semana

  4. O autor em questão quando vir uma Kalash apontada muda logo de opinião.
    A comunicação social continua a impingir mentiras e a silenciar dezenas de milhar por dizerem as verdades.
    Hoje ser responsável e fazer o diagnóstico correcto é ser-se xenófobo , racista e demais catalogações impostas por uma minoria que se alimenta do sofrimento da maioria.
    Os principais inimigos do nosso modo de vida estão ente nós e na sua maioria têm lugares de poder, seja ele politico, económico ou social e usam ardilosos métodos para que a verdade seja escondida para que eles lá se mantenham.

    «Decididamente, decisivamente, pela Nação, por nós e …até por eles».

  5. Até a «entrevista de rua a uma criança francesa e ao seu pai» é manipulador. Não admira que os terroristas sejam só franco-belgas. A moirama nem existe.
    Cumpts.

  6. no meio de tantos adultos a ridicularizarem.se a eles mesmos, a criança foi a única a perceber o mundo que nos rodeia. Não admira que a europa seja um alvo tão fácil para os terroristas. De um lado bombas e armas . Do outro verdadeiros moluscos com flores na mão. Temos um rico futuro pela frente….

  7. Estive a ver os mapas. Com 5 ataques nucleares de média dimensão numa primeira fase talvez resolvessemos o problema rapidamente. 1º Raqqa. 2º Riyadh 3º Meca 4º Medina e 5º Cacém e Amadora.

    1. Caro V. sugiro armas nucleares tácticas, ao que consta podem ser disparadas por obuses de artilharia ou por drones . Têm um efeito “limitado” e como é deserto, tirando a Amadora e o Cacém (que são florestas de betão) não haverá consequências para a Natureza.

      P.S. – Poderemos alugar/concessionar a Amadora ou o Cacém para que forças especiais estrangeiras treinem os seus elementos em guerra urbana, creio que daria para pagar mais um ou outro banco a necessitar de urgente injecção de capital

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