«Quem vive num país rico é capaz de se preocupar mais com um cão ou um gato do que com um ser humano. Esta inversão de valores está a ultrapassar todos os limites. A União Europeia tem recursos para resolver o dramático problema dos migrantes. Só precisa de os usar.»
Helena Garrido, no Correio da Manhã

Eu sou responsável pelo meu cão ou pelo meu gato e vivo com eles no meu País. Eu não sou responsável por gente que se reproduz sem pensar nas consequências e que só sabe matar: eles não são diferentes daqueles de quem fogem. E não quero viver com eles. Não quero que venham para aqui destruir o meu país com barracas. Já basta os Sócrates que cá temos.
É tão simples quanto isto, deixem-se de demagogia barata e de politiquice correcta.
Não temos nada a ver com isto, não é? Cuida do teu irmão, parece que diz a Bíblia logo ao início. Não sei se isso lhe interessa, ou ao cão e ao gato?
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A Bíblia não me diz nada, veio lá da terra deles. E eu sou pagão: gosto mais de árvores e animais do que de gente.
A exclusão de “gente” dessa natureza divina de árvores e animais, que deve ser venerada, cuidada e preservada, não é paganismo. É suicídio.
Você não é pagão. É simplesmente irresponsável.
Suicídio foi ter nascido.
” Esta inversão de valores está a ultrapassar todos os limites.”
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afinal o projecto europeu de Portugal era o da Islamização da Europa!!!
O projecto do inominável sociólogo de Coimbra e do seu amigo Espírito Santo não andará longe disso.
Há muita gente que se esquece que esta gente está a ser empurrada de propósito para Europa: eles sabem bem que o seu fascismo fanático prolifera bem junto dos bem pensantes democratas Europeus — até confundem ideologia com etnia (o islão com um povo) de propósito para aumentar as probabilidades de tocar nas cordas sensíveis dos opinion makers europeus. A “Rua Árabe” foi a jogada nº1, só não viu quem não quis.
Alguma reflexão, a muita gente que eu conheço, não fazia mal, neste campo. Acho inadmissível, que sejam capazes de gastar dezenas de euros com gatinho e incapazes de gastar alguns euros a pagar um jantar a um sem abrigo.
Essas comparações tal como a original são absurdas. Não só correspondem a estados de espírito diferentes como acredito que em números reais haja tanta gente capaz de fazer uma coisa como fazer a outra.
Se a UE, esmaga os Países em crise dessa mesma UE, não se importando minimamente com os povos desses mesmos países, como se vai importar com os migrantes, refugiados de guerra ou seja lá o que for! Infelizmente, a UE está mais interessada, no capitalismo selvagem que nos direitos humanos.
Ah agora é a União Europeia…vê-se mais uma vez como um jornalista é um político primeiro.
Não não tem recursos.
Usemos de bom senso e sentido das proporções. Esta questão (e culpabilização) dos alegados excessos de cuidados para com os animais de companhia tem sido recorrente – e parece recrudescer – nestes anos de crise. Como se incapaz de resolver os seus problemas o Homem – alguns homens e mulheres, alguns com responsabilidade de liderança de opinião – se lançasse não num redobrado esforço nesse sentido, mas sim na culpabilização do que é afinal absolutamente acessório, verdadeiramente ínfimo, perante o que afirmam querer acautelar. Por analogia, e com todo o respeito, dir-se-ia que se está perante mais uma forma de simplista e maniqueísta “conversa de taxista”. Desta vez partindo de quem adquiriu o estatuto de potencial líder de opinião, ou a especial responsabilidade de jornalista.
Eu pago os meus impostos, aceitando (e que remédio…) o que os governantes entendem dever ser os meus impostos e sendo bem pouco tido ou achado no assunto (poupem-me por favor à conversa do poder do voto e resultante co-responsabilização). Tenho um comportamento responsável perante a sociedade e quanto ao uso do meu dinheiro, tudo fazendo para permanecer autónomo e usando racional e prudentemente – evitando tanto quanto praticável o endividamento – o que me resta após o saque do fisco (pudesse igual coisa dizer-se, permita-se a imodéstia, dos nossos demagogos saqueadores com força de lei – vulgo governantes – quanto ao que fazem com o produto desse saque). Não fecho os olhos ao que me rodeia: pago uma refeição (mais do que dar dinheiro) – não tantas quanto seria preciso, mas isso está para lá das minhas capacidades – e auxilio como posso as organizações que me merecem crédito no apoio aos mais desfavorecidos, sem despojamentos de mártir ou santo, ou egoísmos de salve-se quem puder; e sem guardar ilusões quanto ao poder que de facto (não) tenho para “mudar o mundo”, ou chamar a mim culpas que não tenho que carregar, por males que não causei.
Isto dito, cuido dos meus animais de companhia. São minha responsabilidade. Preocupo-me com o seu bem-estar. Acarinho-os, alimento-os devidamente, promovo a sua vigilância médica preventiva ou curativa. O que significa gastar de facto, repetida, responsavelmente e sem remorso, várias dezenas de euros “com gatinhos” (como pude já ler aqui). Eles devolvem-me todo esse dinheiro assim gasto em amizade e companhia preciosas; eles fazem e fizeram de mim e dos meus gente mais humana, mais sensível, mais responsável; e na miséria e sofrimento que encontrámos nos animais que já recolhemos e ajudámos (alguns apenas minorando-lhes o sofrimento do fim; por ser o que havia a fazer), foram e são um meio de alerta para esse grande Mal que é o sofrimento indevido.
Todo e qualquer sofrimento indevido. Sobre humanos e sobre os (outros) animais. Porque o horror de um não torna indigno da nossa intervenção o horror do outro.
Haverá excessos, sem dúvida, absolutamente desnecessários. Casos gritantes de supérfluo. Haverá quanto ao trato dos animais de companhia, como quanto a tantas outras manifestações de opulência, de arrogância material, de luxo absurdo e verdadeiramente ofensivo. Mas devia haver o bom senso de não se pretender generalizar. Porque o alvo é errado e a condenação absolutamente estéril.
Mas claro que por estes tempos é bem mais politicamente correcto diabolizar quem acarinha o seu animal de estimação, do que questionar certos influxos de capitais, certas origens dos recursos que fundamentam vistos dourados, certos sucessos do divinizado “empreendedorismo” que possibilitam vidas de opulência e luxo verdadeiramente despudorados e – esses sim – profundamente egoísticos – mas que são servilmente apontados como exemplo do bom homem novo. De sucessos nos “negócios” que alimentam vidas de sucesso.
Tenhamos a inteligência de nos não refugiarmos num antropocentrismo insensato, com ele pretendendo aliviar as nossas (más?) consciências. Não se pretenda curar cancros com aspirinas. Não se ceda à demagogia.
E menos ainda fazendo-o em tom de proclamação grave, solene e muito preocupada com o bem comum.
Costa
Ia comentar, e depois li este comentário, que subscrevo quase na integra, com a salutar excepcao de que os meus animais sao caes e nao gatos.
Reflexão do dia, do mês e dos próximos anos.
A bola de neve será tão grande e tão complicada como há 70 anos a II grande guerra.
Estou em crer que a tónica não esteja nos concidadãos – de alguns ou muitos por este mundo – bichinhos, que, presumo, em breve começarão a pagar imposto municipal por não terem quem lhes ponha fraldas quando saem à rua. Esta legislação já devia ter sido discutida e implementada pelos municípios. Quem quer ter cão e gato a sujar o espaço público tem de pagar imposto adicional.
Mas eu vejo a tónica por outra perspectiva. Antes de avançar, recordo que num post de Luís Menezes Leitão tive oportunidade de referir que “o próximo tema”, em contraponto ao papel que a Grécia (assunto não encerrado; e que terá novos capítulos) tinha nos meios de comunicação, e aqui também, quando afirmei, e bem, que a Alemanha tinha capitulado, – que se percebeu posteriormente – seria uma cimeira entre Alemanha, França, UK, EUA, Rússia e China sobre o médio oriente.
Pensava eu que os surtos migratórios que se faziam sentir, por causa de longas políticas e guerras criminosas patrocinadas por EUA, Israel e UE (em particular França, UK e Alemanha) naquela região, atingiriam tal escala que seria de todo impossível acolher essa vaga. Mas mais importante do que isto, era visível que esses surtos migratórios teriam como “oásis” exactamente os países europeus que mais directamente estiveram envolvidos nessas políticas, por serem os mais ricos e criarem uma falsa imagem de bem-estar e bom acolhimento no imaginário de tais migrantes.
E só porque é este o destino privilegiado destes migrantes, compreenderemos que a UE será envolvida em novas políticas exactamente para amortizar os danos que tais países já contabilizam.
Os contribuintes europeus foram “convidados” a injectar cerca de 600 mil milhões de Euro para resgatar o sistema bancário e servirem de muro para a artilharia criminosa que contra eles seria direccionada – sem esquecer as ruinosas políticas levadas a efeito em Portugal pela coligação PSD/CDS (uma espécie de governo de Vichy), depois de uma bem preparada mentira que deitou abaixo um regime na mesma linha quando se preparava para implementar um PEC IV (que foi exactamente o que sucedeu posteriormente em matéria de privatizações, impostos e desregulamentação salarial e social), mas também na Grécia, em Espanha, Irlanda, Chipre -. E porque agora, com o surto migratório, está em causa a estabilidade dos países mais implicados na ruinosa política levada a efeito no médio oriente, os contribuintes europeus também serão chamados a socorrer esta nomenclatura até que os EUA tenha um novo Presidente e assim, em ligação com estes na UE, se possa estabelecer uma política de concessões com a Rússia e China no sentido de se poder alcançar um acordo para uma mudança na região de onde estes desgraçados e desgraçadas procedem, mas que até lá têm de ser acolhidos.
A hipocrisia reside no facto de isto ter de ocorrer para travar o efeito boomerang.
Finalmente: What Goes Around Comes Around.
Nota: Durão Barroso, um laranjinha, certamente será lembrado através da fotografia com Bush e Blair, nos Açores. Os migrantes não são a causa deste novo problema. São as vitimas de todos os demais, onde se incluem os seus governantes, e não só, patrocinados também pelo Ocidente.
“Pobres sempre tereis convosco e quando quiserdes, podeis lhes fazer o bem” Mc 14.7
Há 2015 anos era assim… mudou o quê desde então ?
Não ajudo Organizações Humanitárias: 90% das vezes a ajuda acaba numa offshore dum espertalhão qualquer.
Ajudar directamente quem precisa, de preferência em géneros e espontaneamente, sem protagonismos, ouvindo a consciência do momento, sem caridades, só respondendo a um apelo mudo à iminência da necessidade que se vê – porque se vê- no olhar. Temos muitos por cá, não precisamos importar mais desgraça.
Tenho os meus gatos que trato como família. Nem me passa pela cabeça deixá-los morrer porque alguém sofre ou tem fome no mundo. Eu não criei a fome nem nunca conseguirei erradica-la sozinha, por isso vivo a minha vida, e sigo o mandamento de Cristo, que diz que quando quiser posso fazer o bem. Assim sendo, faço quando quero.
Não considero uma obrigação ajudar e protestar, nem imoral estar-me nas tintas para as parangonas e sensacionalismos que não fazem nada pela gente de carne e osso que sofre e fenece agora, porque se amanhã lhes derem uma arma, sou capaz de jurar que se virarão contra a mão que os afagou e alimentou em tempos de desespero.
Sempre assim foi. Sempre assim será. Palavra do Senhor.
Maria Dulce Roque,
já que citou os evangelhos, num contexto que eu diria blasfemo, obriga-me a compaixão a lembrar-lhe que não se trata de pobres a quem se deve ajuda, mas do próximo a quem deve amar como a si mesma.
“Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Parábola do bom samaritano – Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» Tomando a palavra, Jesus respondeu:
«Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: ‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»
Citando outro grande livro onde a palavra é tudo :
blasfémia
blas.fé.mi.a [blɐʃˈfɛmjɐ]
nome feminino
1. toda a palavra ou atitude injuriosa contra uma divindade ou religião
2. atribuição de defeitos a Deus ou negação de qualquer dos Seus atributos
3. dito insultuoso; ofensa
4. calúnia; difamação
5. praga
Estou bararalhada: já li e reli o meu texto, o seu texto…
Não estamos seguramente bem sintonizados, o que é uma pena, porque eu gosto de parábolas . Gostei deste seu texto. Que venha o próximo, e obrigada pela resposta. Gostei de ler.
Maria Dulce Fernandes,
Não foi o que escreveu que é blasfémia mas o contexto em que usou as palavras de Cristo, para afirmar que não é uma obrigação nossa ajudar sempre os mais necessitados. O que Jesus fez foi denunciar a hipocrisia de quem se dizia preocupado com os pobres quando na realidade se preocupava com o gasto do dinheiro para um prazer. Não devemos, por sovinice, recusar o prazer, foi o que Jesus quis dizer, a meu ver, porque para cuidar dos pobres não faltarão oportunidades. Esta é, sem dúvida, uma oportunidade para fazer o bem. Pelo menos abrir as nossas consciências sobre o porquê daquilo que está a acontecer.
Diz que não temos obrigação. Quando olho o bem estar da Europa pergunto-me se isso também não se deve ao mal estar do resto do mundo. Não que sejamos culpados mas usufruímos do mal. Quando compramos barato aquilo que outrora foi caro, significa que alguém nos confins da Ásia vende barato demais o esforço do seu trabalho. O esforço terá de ser colectivo e global ou estaremos perdidos. Hoje eles, amanhã nós.