«Apesar da gritaria geral, o eleitorado substancialmente não mudou. Ou, por outras palavras, rejeita para Portugal uma aventura à Syriza e não deixou de ser fiel, como o foi desde 1975, aos partidos ditos do “arco da governação”. A primeira explicação para esta persistência está na homogeneidade do país: linguística, religiosa e até certo ponto social. Um país pequeno e sem fracturas graves, por muito que a esquerda se aplique a proclamar o contrário, não tende para se dividir.»
Vasco Pulido Valente, no Público

O braço-de-ferro dura há demasiadas semanas e o fim pode ser precipitado pela situação da banca grega. Alguns economistas, citados pela Bloomberg, dão um prazo máximo de sobrevivência de três semanas, nestas condições, aos bancos gregos. Tudo porque o dinheiro restante na banca pode não ser suficiente para servir de garantia aos empréstimos de emergência pedidos junto do BCE.
Com a fuga de depósitos, os credores usam cada vez mais as garantias junto do Banco Central Europeu e, dizem alguns analistas, a linha de emergência da instituição de Mario Draghi pode esgotar-se num prazo de três semanas. Caso isso aconteça, a banca grega poderá entrar em insolvência.
-notícia de hoje-
(esse VPV é mesmo um má-língua)
E a Grécia não é também ela homogénea dos pontos de vista religioso, linguístico e social?
Se tanto Portugal como a Grécia são homogéneos, como explica esta cabecinha pensadora que um rejeite aventuras à Syriza e o outro não?
Claro que é – por exemplo, a Grécia moderna não completou ainda dois séculos – anteriormente, o seu território estava sob domínio otomano – isto enquanto Portugal aguarda por 2016 para ser fundado.
Para variar, o Lavoura tem razão.
Pulido e Boaventura são como peixinhos com a boca aberta a tanto disparate, que nem é preciso isco, basta anzol.
A insistência na Grécia “moderna”, é uma paródia que nem lembrou aos afonsinhos.
Pois claro, a Grécia dos tempos de Sócrates tem tudo a ver com a Grécia dos nossos dias. A bem dizer, só lá faltava o eng. Carlos Santos Silva.
Os Gregos votaram no Syriza para que este lhes desse o que o PASOK e a Nova Democracia deram e não mais podiam dar. Pura ganância. Não tem nada que ver com homogeneidade.
Esta reflexão está desajustada da realidade do quotidiano, a sociedade está cada vez mais fragmentada/estilhaçada (já o estava antes mas agora é pior).
Também procura esconder que existe muita gente com valores de direita que não se revê no conteúdo e estilo das politicas aplicadas pela direita neo comunista que governa Portugal e outros países europeus.
Mas provavelmente quem não anda “rua” não pode ver e sentir isso…
A fidelidade do eleitorado DERIVA essencialmente dos interesses próprios de cada um e muitos poucos dos que irão votar o farão por convicção e aqui reside o maior problema.
Mas a festa de democracia tem de continuar embora seja uma partidocracia encapotada….
Os receios em torno da banca grega estão a deixar os investidores nervosos, que estão a fazer disparar as taxas de juro no mercado secundário, tendo superado já os 25%, no prazo a dois anos.