Reflexão do dia


Pedro Correia,

«O acordo ortográfico tornou-se obrigatório em actos oficiais, o que implicou que deixassem de existir arquitectas, que passaram a arquitetas.»

Manuel Falcão, no Jornal de Negócios

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Uma humilhação!
    Está a tornar-se muito penoso, para mim, esta paródia de seu nome “Acordo Ortográfico” e, desculpem a minha ignorância, pergunto:
    – Até que ponto eu tenho que fazer uso do mesmo sob pena de me sentir a dar erros ortográficos em barda e/ou a infringir a lei?

      1. Pois não posso estar mais de acordo com o meu amigo e, como sabe e por aqui vai lendo, é o que faço a tempo inteiro.

        Mas como tenho netos adolescentes que vou ajudando nos estudos vejo-me aflito para conciliar o que quero e aquilo em que creio com o que devo fazer sob perigo de eles pagarem as favas.

        Vale-me a internet onde tiro dúvidas de 2 em 2 minutos e onde vejo crescer em mim a sensação da parvoíce disto tudo, logo eu que levei (e ainda levo!)uma vida “animada” e cada vez que abro a boca sobre o caso sou “acusado” de retrógrado por gente que passou 40 anos a entrar às 9 e a saír às 5 de um escritório perto de casa…

        Assim e para além de outras línguas que a vida me proporcionou aprender por gosto ou por necessidade, junto-lhe agora 2 versões da língua materna.

        Isto é tudo muito parvo.

    1. Maria, o “acordo” é um papelucho a que falta a ratificação e que não está em vigor, tanto nos termos da lei internacional (Convenção de Viena sobre os Direito dos Tratados) como da lei nacional.
      Que seja possível uma fraude destas dimensões é assunto sobre que devemos meditar porque indicia que a democracia e o estado de direito são conceitos ainda não compreendidos em Portugal.
      O “acordo” é um triste sintoma da persistência do nosso atraso e dos abusos de um poder autoritário, abusivo e prepotente.

      Alguns argumentos de acordistas são verdadeiros insultos à nossa inteligência – tal como o que tenta apresentar o “ph” como uma”coisa do passado”, quando é diaramente usado poe milhões de pessoas nas grandes línguas da cultura (inglês, alemão, francês…)!

      Aliás, não podendo a lei, em democracia, ser um birra, seria interessante perguntar que vantagens trouxe a Portugal a “reforma” de 1911, que teve como pretexto a maior facilidade de ensino (!): Portugal é o país mais analfabeto da Europa e o Brasil um dos países mais analfabetos do mundo.
      Onde está o ganho?

  2. Se já existem os arquibumbuns, sobretudo lá pelas terras de Santa Cruz, por que raio não há-de haver também arquitetas?

  3. Em congressos, simpósios,” workshops, etc. , onde pontifiquem arquitetas , aquilo deve estar cheio de espetadores…

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