«A ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues ficou chocada por ter sido condenada a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa. Chocados ficamos todos nós por a dita senhora esbanjar dinheiro público a bel-prazer. Deu o trabalho de fazer uma base de dados legislativa a um amigo porque não tinha juristas. E não sabia o essencial do contrato, como o pagamento, ou se devia fazer concurso. Não tratava “dessas coisas”, disse. O que pensará a senhora do que é governar? Não tem noção da ilicitude nem quer ter. Como outros do seu governo, pensa só que não se aplica a ela. Foi com gente desta que caímos no buraco em que estamos.»
Eduardo Dâmaso, no Correio da Manhã

Se houve “ilicitude” tudo bem, se não houve que faça a prova devida. Quanto a isto nada a dizer e claro que subscrevo o que dizes: “Foi com gente desta que caímos no buraco em que estamos” e acrescentaria que continua a aumentar em profundidade e largura sem fim à vista com tantas “ilicitudes” feitas pelos seus sucessores! Protegidos com alterações às leis? Isso daria pano para mangas e não irei por aí…mas e já que estamos no campo da Educação…
– o que se está a passar um pouco por todo o país, desta vez com Nuno Crato é lícito?
– professores “mal colocados” e alguns logo do “ensino especial” por quem nutro o maior respeito pelos que acompanharam a minha sobrinha com paralisia cerebral que conseguiu fazer o 9º.ano?
– é lícito contratar alguém para o BdP sem concurso público?, ou …
– BES, BPN etc, etc. já perdi a conta…
fico-me por aqui, porque infelizmente e digo frontalmente e sem medo algum: a política está a tornar-se no “caça fantasmas ou num filme de cowboys” e quem vier a seguir a estes, irá entupir os tribunais com julgamentos da treta que chegam quase sempre a “nenhures”. Não digo algo pior por respeito a este espaço que não me pertence!!!
Há políticos sérios e dignos, que vivem para a política e que marcarão sempre a diferença no pântano em que Portugal está mergulhado tão traduzido numa frase proferida por alguém, +- isto: “Portugal está muito melhor, mas os portugueses estão pior”!
Um abraço e peço desculpa se disse alguma asneira e se assim for emenda, pois gosto de aprender pela positiva!!!!
Pedro Correia
Tudo o que escrevi foi para Dâmaso do Correio da Manha (sem til, certo?) o que peço desculpa por não ter referido:):)
Cumpimentos
Este Eduardo Dâmaso é um bocado primário, e então do jornal no qual escreve nem se fala.
Repare-se nas duas primeiras frases. Veja-se que com a segunda frase Dâmaso não contraria a primeira frase, a da ministra. De facto, lá por Dâmaso achar que a ministra esbanjou dinheiro público, daí não decorre que ela deva ser condenada a prisão. De facto, o que deveria interessar, do ponto de vista judicial, não é saber se a ministra esbanjou dinheiro ou não, e sim se cometeu algum crime ou não. Ora, o que a antiga ministra afirma, e parece que Dâmaso não nega, é que nenhum crime foi cometido ou, pelo menos, não há qualquer prova de que qualquer crime tenha sido cometido.
A ministra agiu mal? Admito que, provavelmente, sim. Mas cometeu algum crime? Isso é que parece que não.
Lelo com um ele (ele acha que tem dois) já veio demonstrar solidariedade.
Mas palavras para quê?
Santa inocência. Certo pessoal que vive, feliz, nas Torres de Marfim partidárias do poder, não percebe que, tal com o Ministro da série “Yes Minister”, tudo lá pelos ministérios lhes passa por cima das suas cabeças.
Não percebem que -tal como Jim Hacker- foram nomeados para aqueles lugares por exibirem determinadas “qualidades”. E que Sir Humphrey é quem “governa”, sabiamente, o ministério.
Não tivesse o Dâmaso colocado no seu artigo estas três palavras (“do seu governo”) e eu subscrevê-lo-ia. Não porque entenda que o PS merece ser defendido, mas porque do mesmo mal sofre(m) o(s) outro(s) do “arco”.