Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Como não falava, Harpo Marx usava uma buzina para se exprimir. Todos percebiam melhor as suas emoções do que quando se escutam Christine Lagarde ou Mario Draghi. O que dizem fica a meio termo entre uma buzina, uma sirene e um martelo pneumático. Depois do ruído fica-se sempre com a noção de que eles próprios estão perdidos no seu labirinto.»

Fernando Sobral, no Jornal de Negócios

2 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Caro Pedro
    Bem sei que esta pequena correcção não interfere de forma alguma com o sentido do texto. De qualquer maneira, saliento que Harpo Marx não era mudo, falava tão bem como os irmãos. A suas personagens é que eram mudas. Ironicamente, apenas um filme mudo, cujo nome não me ocorre neste momento, registou palavras de Harpo Marx, uma pequena fala compreensível apenas pelo movimento dos lábios.
    SL

    1. Sim, João Paulo. O Harpo da vida real (que não se chamava Harpo, mas Adolph) falava. Já o Harpo-personagem era “alegadamente” mudo (como se diria hoje, em linguagem jornalística corrente).

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