«Ele, Sócrates, quando falhou (e, na opinião dele, quase não falhou) não teve nunca a mais vaga responsabilidade ou culpa: a verdade está em que grupos de “pistoleiros”, incluindo a Casa Civil do Presidente da República, tentaram sempre impedir que ele governasse e espalharam infames calúnias para “atacar” o seu impoluto “carácter”. Apesar de primeiro-ministro, não passou de uma vítima. Vale a pena repetir o que toda a gente já sabe? Vale, porque este “chefe” (como ele mesmo se descreve) e este acrisolado democrata (como ele se declara) saiu do assento etéreo onde subira, com um saco de ressentimento e ódio, que excede, e excede por muito, o de qualquer político desde que existe um regime representativo em Portugal. Ninguém, por exemplo, disse como ele que não queria voltar a “depender do favor do povo”, a quem atribui uma larga parte das suas desventuras. (…) O extraordinário não é que Sócrates se leve a sério, o extraordinário é que o levem a sério. Mas claro que o “lançamento” não foi de um “livro”.»
Vasco Pulido Valente, no Público

Façam-lhe um teste de sanidade mental. Para este personagem tal acto médico já chegaria fora de prazo, mas seria uma exigência preventiva a adoptar em nome do país, que todos os eleitos para altos cargos fossem obrigatoriamente submetidos a prova de bom equilíbrio na caixa dos pirolitos. Mais do que uma necessidade, seria uma exigência a ser imposta em nome do devido respeito pelos cidadãos. Nos tempos que correm um modesto fiel de armazém ou ajudante de pedreiro não entram ao trabalho sem a competente ficha médica de aptidão. Como acontece para estes trabalhadores da base da pirâmide, não pode valer responder por escrito.
Srº Pedro
Quais são as suas ambições?
Estou aqui capaz de apostar que passam pela política. Numa altura destas sabe perfeitamente que essa treta a que chamam de democracia é musica do século passado ou do antepassado, até duvido que isso alguma vez tenha existido. Esses assuntos são tratados nos clubes, ora nos do avental ora nos de golfe, o poder, hoje mais do que nunca é só um: o do dinheiro. Não se faça de ingénuo, já não tem idade para isso.
Faz-lhe algum sentido o estado em que vivemos? já nem falando só de Portugal, falando também do mundo, falando da falta de humanidade que existe entre os homens. Aqueles que eram burgueses e mercadores, hoje estão acima de toda a moral, hoje quem tem dinheiro compra tudo, controla tudo e está-se pouco nas tintas para quem trabalha a vida toda, sol a sol só para ter alguma coisa de comer. E por favor, não me venha com conversas de que a culpa é dos que acreditam nesses merdas e por assim ser, lá vão dar o seu voto democrático. Criminosos, votam em criminosos… tristeza…
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Vozes de direitolas não chegam ao céu. Sócrates não terá o teu voto, como nunca o teve. Fosse bom, mau, assim-assim, azul às riscas, vermelho às bolinhas, os direitolas nunca votariam nele.
Conversa de moralista…
Aqui o sr. Tainha (Tainha?), que nunca ouviu, por exemplo, falar de robalos, e trata nem ele sabe quem por “tu”, é certamente o que polui sistematicamente caixas de comentários intitulando-se «Empalador de Direitolas».
Caro Tainha… tem visto o Robalo?
Não o vi… junto do duo… Noronha e Monteiro|
… É pena —Família Unida, Jamais Será Vencida!
Eu não vejo grande diferença na afirmação de “não depender do voto popular” com a outra “que se lixem as eleições”. Ambas são ditas em contextos diferentes: a primeira vem de um indíviduo que está fora do governo e pretende exorcisar os seus demónios e não quer compromissos; e a segunda de um indíviduo que se julga acima de tudo e de todos e dono de uma nação que se deve render a seus “encantos”. Sim, canta mas não encanta.
Todavia, parece-me também que quer emendar o soneto. Afinal somos todos Homens e não deuses.
É engraçado quando os maiores críticos carregam os mesmos males.
Este discurso de VPV é tão vago que podia ser uma auto-biografia… e no entanto leva-se a sério e há sempre quem o leve a sério, apesar do vazio cheio de fel que lhe dá protagonismo.
O facto é que esse “rato de quinta” é um político nato, um mestre da retórica. Todos sabemos se ele quiser ele consegue. É só por isso que anda tudo agitado, com nervos miudinhos porque não conseguem apanhar o rato. Engraçado é que há mais um, mas esse é fino, é rato branco. Ninguém ataca ratos brancos.
http://inimigo.publico.pt/Noticia/Detail/1 610190
