Eu sei por onde anda a tal “solidariedade” porque há várias pessoas à minha volta que comem um pouco melhor todos os dias pelo simples facto de eu lhes pedir trabalhos de que nem sequer precisava e os compensar por eles, não querendo eles a minha caridade nem querendo eu ser caridoso com eles é o “contrato” mais justo.
Verifico no entanto que o sempiterno “Anónimo” (na assinatura e nas ideias) não sabe por onde anda a tal “solidariedade”, o que é natural: de tão indignado com a falta da dos outros para com a Grécia, nem repara na falta da sua com os que o cercam.
Então não é que tem razão rmg. Ele se calhar não sabe o que é solidariedade, mas o rmg sabe e é muito compreensivo com os gregos. Vê-se que gosta muito deles.
Eu sei o que é a “minha” solidariedade e isso chega (mas não sobra, nunca sobra) para mim, essa não comentou o “anónimo” das 01.03.
Como pode ver na minha solidariedade está incluída a resposta a pobres patetas como você que ninguém sabe quem é e o que disse alguma vez, é um “nada” em milhões de pessoas possíveis e muito provávelmente o “anónimo” das 22.39 armado em esperto saloio.
Mas diga-me lá por que raio de porra eu havia de ser muito compreensivo com os gregos e gostar muito deles?
Por que é que eu havia de me interessar pelos gregos que não conheço quando tenho os moçambicanos que conheço e que têm para viver POR ANO o mesmo que os gregos têm para 15 (QUINZE) dias?
Tirando meia dúzia de gregos que conheci na minha vida e nunca mais vi, a que propósito havia de estar muito ralado com os gregos quando estou rodeado de portugueses em situação difícil, que precisam de apoio e de quem nunca nenhum grego quis saber?
Porque será que pobres patetas como você têm muita pena dos gregos mas se estão positivamente cagando para uma porrada maluca de gente onde se incluem os cidadãos de 7 países do Euro que têm rendimentos per capita inferior aos gregos (incluíndo nós aqui em Portugal, já agora).
E cujos contribuíntes (desses países também) estão a ajudá-los metendo nos bancos gregos todos os dias o dinheiro que os gregos vão tirando de lá, numa extraordinária manifestação de confiança no seu próprio governo, não acha?
Durma descansado, Deus põe a mão por baixo a pessoas como você.
Vossa excelência é bem educado! Tem um vocabulário bom. Você é sempre assim quando não gosta. Tem de ter calma se não morre depressa. Então eles não seus parceiros na UE? Eu também tenho pena dos moçambicanos, mas esses de vez em quando raptam portugueses e os gregos nunca fizeram isso aos portugueses que vivem na Grécia? rmg os outros também puseram dinheiro para os portugueses. Esses 7 onde estamos incluídos são como nós, eles mandam e os 7 obedecem que nem carneirinhos. A UE gosta muito da gente, mas a seguir vamos nós, não tenha dúvidas. Vamos, vamos, é que eles só querem ricos. Deus põe a mão aos bons, àqueles que gostam de ajudar, isso é verdade e eu ajudo todos os meses com donativos. Passe um bom domingo, não diga palavrões e tenha calma que a vida são dois dias.
Cada vez me cansam mais as pessoas que não dão “a cara” pelo que dizem mas respondo-lhes à mesma. É que eu assino “rmg” por toda a parte há 10 anos e estou pessoalmente identificado.
Não encontra um único palavrão no meu texto, talvez não saiba mas “porra” só é palavrão para ouvidos virgens:
por·ra |ô| (porro) substantivo feminino 1. Pau comprido e arredondado. 2. [Informal] Coisa ou facto incómodo. 3. [Calão] Pénis. 4. [Calão] Esperma, sémen. interjeição 5. [Calão] Expressão que indica irritação ou desagrado.
“porra”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/porra [consultado em 28-06-2015].
Agradeço que me explique se eu tenho que ser assim ou assado com “Anónimos” que nem sequer têm a capacidade de assumir um “nick” que nos permita seguir o pensamento deles e a respectiva coerência.
É que com os que não têm vergonha de se assumir talvez já tenha visto – dado que afirma que eu sou “sempre assim” – que “dou e levo, levo e dou”, zangamo-nos e fazemos as pazes, discutimos ideias mais ou menos acaloradamente como gente crescidita.
Quanto ao resto os seus argumentos são tão patetas que nem sei o que lhe diga
pa·te·ta |pà| (origem duvidosa, talvez do espanhol pateta, de pata) adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros Que ou quem tem dificuldades no raciocínio ou é considerado demasiado ingénuo
“pateta”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/pateta [consultado em 28-06-2015].
Os outros puseram dinheiro para nós? Claro que puseram. E eu acho que não devemos pagar, porventura? Se acho que devemos pagar foi um empréstimo como outro qualquer.
Se o “Anónimo” acha que não devemos pagar é problema seu, quem pensa isso do país é normalmente alguém que também não pagaria as próprias dívidas ou as dos filhos “entalados”, mesmo que só tivessem sido contraídas para trocar de carro ou passar férias em Varadero (desemprego não conta, estive 2 vezes desempregado na vida, não “brinco” com esse drama).
O argumento de que os moçambicanos isto e os gregos aquilo seria decerto para rir se não desse apenas para chorar.
A UE não gosta da gente nem deixa de gostar, a UE tem regras que os países aceitam ou não aceitam, se governos democráticamente eleitos aceitam (os nossos) há que respeitá-las, se governos democráticamente eleitos não aceitam (o grego actual) vão-se embora, tão simples como isto.
Ter o melhor de 2 mundos, o dinheiro para gastar sem ter que responder por ele é que me parece estranho vindo de um adulto que quer passar por responsável, até os meus netos adolescentes sabem isso.
Pois se calhar vamos a seguir. E depois? Mas então não é isso mesmo que V. quer? Se está tão incomodado que os outros só queiram os ricos e nós só façamos a figura triste de carneirinhos não acredito que queira continuar na UE.
Que raio de coerência é a sua que diz mal do clube mas está à rasca com a ideia de saír dele!
Boa tarde
PS- Não se preocupe com a minha saúde, com quase 70 anos nunca tomei um remédio e o coração bate a 65 pulsações por minuto para uma tensão de 120/70, tudo igual ao que tinha aos 30 anos (até o colesterol).
Comentário de28.6.2015à1.56 Palavras que todos usamos no nosso relacionamento diário com conhecidos e desconhecidos: pateta saloio, pateta alegre, à rasca, cagando. Quanto ao resto não lhe respondo porque estou farto de ver as respostas que dá. Se sabe diga como se paga uma dívida impagável? Certamente não será a espremer as pessoas até à morte. Mata-se de duas maneiras: com armas ou lentamente por falta de recursos.
Q.E.D.
Em tempo
Respondo-lhe à da dívida: não se paga,saímos do euro e vamos à nossa vida com os nossos recursos.
Já lhe perguntei se era isso que queria mas é só “bolas fora” desse lado.
Boa tarde outra vez
PS- Com essa do “espremer as pessoas até à morte”, até me arrepiei todo! Comece por poupar no pacote da TV+Internet+Outras coisas, assim já não passa tanto tempo a antecipar catástrofes…
Suponho que em grego naí quer dizer foda-se mas não tenho a certeza.
Nada mal pensado, este referendo: se o resultado for não, o Tsipras tem cobertura para dizer que tinha razão em se opor aos lacaios do grande capital e levar a Grécia a sair do euro; se for sim (que é o que vai acontecer), melhor ainda, tem cobertura para sair pela esquerda baixa coberto de coerência e glória revolucionária.
Se estamos numa de fellings… o meu é o da Cebola, uma sociedade em camadas e, até ao Referendo, uns tantos, ainda vão tentar levantar dos Bancos o resto das parcas economias, coisa que outros, de outras camadas, já fizeram há muito tempo, sobram sempre os que pertencem à última camada (a da casca) que não vão escapar à catástrofe, seja o Referendo sim ou não. Estamos, nada mais nada menos, que num dos picos da descasca da cebola, cheira mal, faz chorar muitos, mas outros até têm quem lhes sirva a cebolinha já cozinhada e apenas se limitam a aproveitar as suas qualidades nutritivas. O ser Humano é uma espécie, que dá mostras de ser mais estúpida que as bactérias que, em épocas de crise, sabem unir-se, adaptar-se e até capazes de se transformar, se estiver em causa a sua sobrevivência. Os seres humanos, uns arrogantes teimosos que, tirada a fina película de civilidade, até se podem matar uns aos outros em nome de qualquer coisa que lhes venha à cabeça. Esta de apelar aos princípios da União Europeia, tão bonitos no papel mas que nunca fizeram parte da Natureza Humana… somos, apenas e só, mais uma espécie de passagem porque, quando se fala em fazer ou não fazer qualquer coisa, para salvar o Planeta, é apenas mais uma amostra da arrogância como espécie, o Planeta, como de costume, há milhões e milhões de anos, não precisa de ser salvo, nós apenas precisávamos de não acelerar o fim da nossa própria espécie, ora, isto da Grécia, seja dentro ou fora, é uma insignificância comparada com esta ideia de que, para nós, há alguma coisa adquirida ou garantida para sempre… Talvez… reconhecendo a nossa fragilidade e que tudo é transitório, descobríssemos que andamos só a perder tempo com ********* ( coisas pequenas ou de escassa importância) 😉 Basta um vulcão, um terramoto, um tsunami, um tornado… qualquer coisa servirá para nos relembrar quais são, as coisas verdadeiramente importantes e aprendemos, realmente, e à força, o significado de solidariedade e igualdade.
Não diria um vulcão, diria uns quantos loucos como na Tunísia, entrarem em catadupa nesta UE desumana e aí, perceberemos que a união faz a força ou unimo-nos ou teremos o pior. Enquanto nada disto acontecer em grande escala, vamos massacrando os mais fracos enquanto os mais fortes se aconchegam no conforto das suas vidas.
O meu feeling é que o varoufakas vai aproveitar a semana quem vem para renovar a sua colecção de acessórios de que tanto faz gala, incluindo mochilas à maneira, cachecóis da Burberry, assim como para trocar a sua Yamaha de 1300 c.c.
Ele não pode ter um simples cachecol burberry, uma triste mochila e uma moto, a Cristine Lagarde pode vestir Chanel, prada, gucci… e não pagar impostos. O nosso primeiro ministro mais de 100 assessores acabados de sair das universidades e das jotas e carros topo de gama. Isto sim, os portugueses no seu melhor.
Comparar as supostas extravagâncias de um puríssimo como varoufacas, um que apareceu numa sessão de fotos no Paris-Match, com essa tia da Quinta da Marinha não lembrava ao careca!
É vergonhoso ao que chegámos, numa Europa que se dizia unida. Vergonhoso! Solidariedade por onde andas? Não anda, esfumou-se…
Eu sei por onde anda a tal “solidariedade” porque há várias pessoas à minha volta que comem um pouco melhor todos os dias pelo simples facto de eu lhes pedir trabalhos de que nem sequer precisava e os compensar por eles, não querendo eles a minha caridade nem querendo eu ser caridoso com eles é o “contrato” mais justo.
Verifico no entanto que o sempiterno “Anónimo” (na assinatura e nas ideias) não sabe por onde anda a tal “solidariedade”, o que é natural: de tão indignado com a falta da dos outros para com a Grécia, nem repara na falta da sua com os que o cercam.
Então não é que tem razão rmg. Ele se calhar não sabe o que é solidariedade, mas o rmg sabe e é muito compreensivo com os gregos. Vê-se que gosta muito deles.
Eu sei o que é a “minha” solidariedade e isso chega (mas não sobra, nunca sobra) para mim, essa não comentou o “anónimo” das 01.03.
Como pode ver na minha solidariedade está incluída a resposta a pobres patetas como você que ninguém sabe quem é e o que disse alguma vez, é um “nada” em milhões de pessoas possíveis e muito provávelmente o “anónimo” das 22.39 armado em esperto saloio.
Mas diga-me lá por que raio de porra eu havia de ser muito compreensivo com os gregos e gostar muito deles?
Por que é que eu havia de me interessar pelos gregos que não conheço quando tenho os moçambicanos que conheço e que têm para viver POR ANO o mesmo que os gregos têm para 15 (QUINZE) dias?
Tirando meia dúzia de gregos que conheci na minha vida e nunca mais vi, a que propósito havia de estar muito ralado com os gregos quando estou rodeado de portugueses em situação difícil, que precisam de apoio e de quem nunca nenhum grego quis saber?
Porque será que pobres patetas como você têm muita pena dos gregos mas se estão positivamente cagando para uma porrada maluca de gente onde se incluem os cidadãos de 7 países do Euro que têm rendimentos per capita inferior aos gregos (incluíndo nós aqui em Portugal, já agora).
E cujos contribuíntes (desses países também) estão a ajudá-los metendo nos bancos gregos todos os dias o dinheiro que os gregos vão tirando de lá, numa extraordinária manifestação de confiança no seu próprio governo, não acha?
Durma descansado, Deus põe a mão por baixo a pessoas como você.
Vossa excelência é bem educado! Tem um vocabulário bom. Você é sempre assim quando não gosta. Tem de ter calma se não morre depressa. Então eles não seus parceiros na UE? Eu também tenho pena dos moçambicanos, mas esses de vez em quando raptam portugueses e os gregos nunca fizeram isso aos portugueses que vivem na Grécia? rmg os outros também puseram dinheiro para os portugueses. Esses 7 onde estamos incluídos são como nós, eles mandam e os 7 obedecem que nem carneirinhos. A UE gosta muito da gente, mas a seguir vamos nós, não tenha dúvidas. Vamos, vamos, é que eles só querem ricos. Deus põe a mão aos bons, àqueles que gostam de ajudar, isso é verdade e eu ajudo todos os meses com donativos. Passe um bom domingo, não diga palavrões e tenha calma que a vida são dois dias.
Cada vez me cansam mais as pessoas que não dão “a cara” pelo que dizem mas respondo-lhes à mesma.
É que eu assino “rmg” por toda a parte há 10 anos e estou pessoalmente identificado.
Não encontra um único palavrão no meu texto, talvez não saiba mas “porra” só é palavrão para ouvidos virgens:
por·ra |ô|
(porro)
substantivo feminino
1. Pau comprido e arredondado.
2. [Informal] Coisa ou facto incómodo.
3. [Calão] Pénis.
4. [Calão] Esperma, sémen.
interjeição
5. [Calão] Expressão que indica irritação ou desagrado.
“porra”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/porra [consultado em 28-06-2015].
Agradeço que me explique se eu tenho que ser assim ou assado com “Anónimos” que nem sequer têm a capacidade de assumir um “nick” que nos permita seguir o pensamento deles e a respectiva coerência.
É que com os que não têm vergonha de se assumir talvez já tenha visto – dado que afirma que eu sou “sempre assim” – que “dou e levo, levo e dou”, zangamo-nos e fazemos as pazes, discutimos ideias mais ou menos acaloradamente como gente crescidita.
Quanto ao resto os seus argumentos são tão patetas que nem sei o que lhe diga
pa·te·ta |pà|
(origem duvidosa, talvez do espanhol pateta, de pata)
adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros
Que ou quem tem dificuldades no raciocínio ou é considerado demasiado ingénuo
“pateta”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/pateta [consultado em 28-06-2015].
Os outros puseram dinheiro para nós?
Claro que puseram.
E eu acho que não devemos pagar, porventura?
Se acho que devemos pagar foi um empréstimo como outro qualquer.
Se o “Anónimo” acha que não devemos pagar é problema seu, quem pensa isso do país é normalmente alguém que também não pagaria as próprias dívidas ou as dos filhos “entalados”, mesmo que só tivessem sido contraídas para trocar de carro ou passar férias em Varadero (desemprego não conta, estive 2 vezes desempregado na vida, não “brinco” com esse drama).
O argumento de que os moçambicanos isto e os gregos aquilo seria decerto para rir se não desse apenas para chorar.
A UE não gosta da gente nem deixa de gostar, a UE tem regras que os países aceitam ou não aceitam, se governos democráticamente eleitos aceitam (os nossos) há que respeitá-las, se governos democráticamente eleitos não aceitam (o grego actual) vão-se embora, tão simples como isto.
Ter o melhor de 2 mundos, o dinheiro para gastar sem ter que responder por ele é que me parece estranho vindo de um adulto que quer passar por responsável, até os meus netos adolescentes sabem isso.
Pois se calhar vamos a seguir.
E depois?
Mas então não é isso mesmo que V. quer?
Se está tão incomodado que os outros só queiram os ricos e nós só façamos a figura triste de carneirinhos não acredito que queira continuar na UE.
Que raio de coerência é a sua que diz mal do clube mas está à rasca com a ideia de saír dele!
Boa tarde
PS- Não se preocupe com a minha saúde, com quase 70 anos nunca tomei um remédio e o coração bate a 65 pulsações por minuto para uma tensão de 120/70, tudo igual ao que tinha aos 30 anos (até o colesterol).
Comentário de28.6.2015à1.56
Palavras que todos usamos no nosso relacionamento diário com conhecidos e desconhecidos: pateta saloio, pateta alegre, à rasca, cagando. Quanto ao resto não lhe respondo porque estou farto de ver as respostas que dá. Se sabe diga como se paga uma dívida impagável? Certamente não será a espremer as pessoas até à morte. Mata-se de duas maneiras: com armas ou lentamente por falta de recursos.
Q.E.D.
Em tempo
Respondo-lhe à da dívida: não se paga,saímos do euro e vamos à nossa vida com os nossos recursos.
Já lhe perguntei se era isso que queria mas é só “bolas fora” desse lado.
Boa tarde outra vez
PS- Com essa do “espremer as pessoas até à morte”, até me arrepiei todo!
Comece por poupar no pacote da TV+Internet+Outras coisas, assim já não passa tanto tempo a antecipar catástrofes…
Suponho que em grego naí quer dizer foda-se mas não tenho a certeza.
Oki.
Pois, Oki é Não e Naí é Ok, sim.
… e continuando a história anterior, caído o “c” do acordo, convém notar que “dracma” fica “drama”.
Uma dracmatização na narrativa.
O meu feeling é que o Varoufacas está de volta a Sydney não tarda nada.
Nada mal pensado, este referendo: se o resultado for não, o Tsipras tem cobertura para dizer que tinha razão em se opor aos lacaios do grande capital e levar a Grécia a sair do euro; se for sim (que é o que vai acontecer), melhor ainda, tem cobertura para sair pela esquerda baixa coberto de coerência e glória revolucionária.
Se estamos numa de fellings… o meu é o da Cebola, uma sociedade em camadas e, até ao Referendo, uns tantos, ainda vão tentar levantar dos Bancos o resto das parcas economias, coisa que outros, de outras camadas, já fizeram há muito tempo, sobram sempre os que pertencem à última camada (a da casca) que não vão escapar à catástrofe, seja o Referendo sim ou não. Estamos, nada mais nada menos, que num dos picos da descasca da cebola, cheira mal, faz chorar muitos, mas outros até têm quem lhes sirva a cebolinha já cozinhada e apenas se limitam a aproveitar as suas qualidades nutritivas.
O ser Humano é uma espécie, que dá mostras de ser mais estúpida que as bactérias que, em épocas de crise, sabem unir-se, adaptar-se e até capazes de se transformar, se estiver em causa a sua sobrevivência. Os seres humanos, uns arrogantes teimosos que, tirada a fina película de civilidade, até se podem matar uns aos outros em nome de qualquer coisa que lhes venha à cabeça. Esta de apelar aos princípios da União Europeia, tão bonitos no papel mas que nunca fizeram parte da Natureza Humana… somos, apenas e só, mais uma espécie de passagem porque, quando se fala em fazer ou não fazer qualquer coisa, para salvar o Planeta, é apenas mais uma amostra da arrogância como espécie, o Planeta, como de costume, há milhões e milhões de anos, não precisa de ser salvo, nós apenas precisávamos de não acelerar o fim da nossa própria espécie, ora, isto da Grécia, seja dentro ou fora, é uma insignificância comparada com esta ideia de que, para nós, há alguma coisa adquirida ou garantida para sempre… Talvez… reconhecendo a nossa fragilidade e que tudo é transitório, descobríssemos que andamos só a perder tempo com ********* ( coisas pequenas ou de escassa importância) 😉
Basta um vulcão, um terramoto, um tsunami, um tornado… qualquer coisa servirá para nos relembrar quais são, as coisas verdadeiramente importantes e aprendemos, realmente, e à força, o significado de solidariedade e igualdade.
Não diria um vulcão, diria uns quantos loucos como na Tunísia, entrarem em catadupa nesta UE desumana e aí, perceberemos que a união faz a força ou unimo-nos ou teremos o pior. Enquanto nada disto acontecer em grande escala, vamos massacrando os mais fracos enquanto os mais fortes se aconchegam no conforto das suas vidas.
O meu feeling é que o varoufakas vai aproveitar a semana quem vem para renovar a sua colecção de acessórios de que tanto faz gala, incluindo mochilas à maneira, cachecóis da Burberry, assim como para trocar a sua Yamaha de 1300 c.c.
Ele não pode ter um simples cachecol burberry, uma triste mochila e uma moto, a Cristine Lagarde pode vestir Chanel, prada, gucci… e não pagar impostos. O nosso primeiro ministro mais de 100 assessores acabados de sair das universidades e das jotas e carros topo de gama. Isto sim, os portugueses no seu melhor.
Comparar as supostas extravagâncias de um puríssimo como varoufacas, um que apareceu numa sessão de fotos no Paris-Match, com essa tia da Quinta da Marinha não lembrava ao careca!