Um dos factos perturbantes do nosso tempo é a cisão entre a liberdade privada e a liberdade pública. A primeira esmaga completamente a segunda. Entre tanta tecnologia, afazeres profissionais, relações amorosas, amizades e “eventos”, entre tantas actividades promotoras do “meu” espaço, que tempo sobra para acções verdadeiramente públicas? Que energia resta para um exercício cívico, na qual eu realize a minha individualidade como cidadão-do-mundo? Que espaço sobra para a política, para acções sociais, para o debate colectivo, para discutir as nossas prioridades como comunidade?
Recordar Constant
josegomesandre,

” Que espaço sobra para a política, para acções sociais, para o debate colectivo, para discutir as nossas prioridades como comunidade?”
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Excelentes perguntas, José. Cada vez mais pertinentes.
JGA:
Uma parte da resposta poderá encontrá-la no número de comentários que o seu «post» terá.
Fazendo a comparação com os «posts» que se prestam mais ao ataque pessoal de natureza ideológica, como quando se fala de taxas e taxinhas, por exemplo.
Sei que isto é futurologia, portanto, arriscado, mas arrisco.
Ou isso será apenas o sintoma da perversão de que fala?
Talvez um pouco das duas coisas.