Lisboa nunca deve ter tido um presidente pior do que Fernando Medina, que coloca a cidade permanentemente em obras inúteis que, depois de realizadas, só complicam a vida aos lisboetas. Como se isso não bastasse, os lisboetas são constantemente esmifrados com impostos e falsas taxas, que só a muito custo conseguem eliminar, como se viu com a tardia declaração de inconstitucionalidade da taxa de protecção civil, que toda a gente sabia ser inconstitucional. Agora, com um rombo de 80 milhões em perspectiva, Medina diz que “quer reavaliar o consenso fiscal em Lisboa“. E se ele reavaliasse antes a sua própria presidência da Câmara?
Reavaliação do consenso fiscal.
Luís Menezes Leitão,

Os vaidosos e egocêntricos são disso incapazes.
António Cabral
Discordo. As obras de Fernando Medina têm sido muito úteis. Pelo menos para os peões, que é quem me interessa.
Nem tudo. Eliminar a calçada portuguesa tem sido bom — mas o resto, como por exemplo faixas de bicicletas em cima dos passeios e a cruzar a linha das passagem de peões, é muito mal pensado. Deviam estar no sítio certo que é ao nível da estrada e não ao nível dos passeios. Outro exemplo: para uma obra pensada de novo, o acesso aos autocarros no Saldanha, é difícil e ligeiramente absurdo. Mas, enfim, isso é o espelho da crescente perda de qualidade da Carris e da maneira como se tem tornado um elemento desfasado e sem relevância no progresso da cidade, que cresce visivelmente apesar dela e dos seus para-funcionários públicos mal-educados.
Claro, e os que utilizam autocarro?
Vejam-se os exíguos espaços destinados aos inúmeros passageiros que utilizam os apeadeiros da Avenida F. Pereira de Melo junto ao Marquês.
Se estiverem ocupados os parcos lugares sentados, limitado fica o espaço para os que, em pé, aguardam (com tempos de espera entre 20 a 30 minutos) pelo dito. Também, e para quem fica fora do apeadeiro o espaço ainda que curto permite que as pessoas se cheguem para a ciclovia – sendo conveniente não levar com um ciclista em cima -.
Mais, lastimo e advirto quanto é perigosa a curta distância entre os carros que circulam na via e os utentes.
Os peões são automobilistas que encontraram lugar
para estacionar.
É relativamente fácil “reavaliar o consenso fiscal”. Basta aumentar a taxa do IMI. Uma vez que tanto o IMI com a “taxa de protecção civil” incidem sobre o mesmo valor-base, basta aumentar a taxa do IMI para substituir a receita da “taxa de protecção civil”. É impopular, mas fácil.
Cálculo do IMI:
VT = VC x A x Ca x Cl x Cq x Cv
em que:
VT = valor patrimonial tributário;
VC = valor base dos prédios edificados;
A = área bruta de construção mais a área excedente à área de implantação;
Ca = coeficiente de afetação;
Cl = coeficiente de localização;
Cq = coeficiente de qualidade e conforto;
Cv = coeficiente de vetustez
Sou a favor de um novo coeficiente. O Coeficiente da Gatunagem ( CG).
A nomeação interina, como aqui tinha focado, já ocorreu. A “guerra administrativa” que se iniciaria, como também foquei, virá a seguir.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/notic ias/catalunha-roger-torrent-eleito-novo-p residente-do-parlamento-catalao-257148
Por isso é que Fernando Medina ganhou. Fixe, fixe seria ter a Assunção Lei das Rendas a presidente de/da câmara.
A fatura vem sempre depois.Quando o Tal Costa da palavra dada palavra (incumprida) honrada, saíu, aumentou a fatura da água em 50% e o bom povo gostou. Nem rugio nem tugio.