Reavaliação do consenso fiscal.


Luís Menezes Leitão,

Lisboa nunca deve ter tido um presidente pior do que Fernando Medina, que coloca a cidade permanentemente em obras inúteis que, depois de realizadas, só complicam a vida aos lisboetas. Como se isso não bastasse, os lisboetas são constantemente esmifrados com impostos e falsas taxas, que só a muito custo conseguem eliminar, como se viu com a tardia declaração de inconstitucionalidade da taxa de protecção civil, que toda a gente sabia ser inconstitucional. Agora, com um rombo de 80 milhões em perspectiva, Medina diz que “quer reavaliar o consenso fiscal em Lisboa“. E se ele reavaliasse antes a sua própria presidência da Câmara?

10 comentários em “Reavaliação do consenso fiscal.”

    1. Nem tudo. Eliminar a calçada portuguesa tem sido bom — mas o resto, como por exemplo faixas de bicicletas em cima dos passeios e a cruzar a linha das passagem de peões, é muito mal pensado. Deviam estar no sítio certo que é ao nível da estrada e não ao nível dos passeios. Outro exemplo: para uma obra pensada de novo, o acesso aos autocarros no Saldanha, é difícil e ligeiramente absurdo. Mas, enfim, isso é o espelho da crescente perda de qualidade da Carris e da maneira como se tem tornado um elemento desfasado e sem relevância no progresso da cidade, que cresce visivelmente apesar dela e dos seus para-funcionários públicos mal-educados.

    2. Claro, e os que utilizam autocarro?
      Vejam-se os exíguos espaços destinados aos inúmeros passageiros que utilizam os apeadeiros da Avenida F. Pereira de Melo junto ao Marquês.
      Se estiverem ocupados os parcos lugares sentados, limitado fica o espaço para os que, em pé, aguardam (com tempos de espera entre 20 a 30 minutos) pelo dito. Também, e para quem fica fora do apeadeiro o espaço ainda que curto permite que as pessoas se cheguem para a ciclovia – sendo conveniente não levar com um ciclista em cima -.
      Mais, lastimo e advirto quanto é perigosa a curta distância entre os carros que circulam na via e os utentes.

  1. É relativamente fácil “reavaliar o consenso fiscal”. Basta aumentar a taxa do IMI. Uma vez que tanto o IMI com a “taxa de protecção civil” incidem sobre o mesmo valor-base, basta aumentar a taxa do IMI para substituir a receita da “taxa de protecção civil”. É impopular, mas fácil.

    1. Cálculo do IMI:

      VT = VC x A x Ca x Cl x Cq x Cv

      em que:

      VT = valor patrimonial tributário;
      VC = valor base dos prédios edificados;
      A = área bruta de construção mais a área excedente à área de implantação;
      Ca = coeficiente de afetação;
      Cl = coeficiente de localização;
      Cq = coeficiente de qualidade e conforto;
      Cv = coeficiente de vetustez

      Sou a favor de um novo coeficiente. O Coeficiente da Gatunagem ( CG).

  2. Por isso é que Fernando Medina ganhou. Fixe, fixe seria ter a Assunção Lei das Rendas a presidente de/da câmara.

  3. A fatura vem sempre depois.Quando o Tal Costa da palavra dada palavra (incumprida) honrada, saíu, aumentou a fatura da água em 50% e o bom povo gostou. Nem rugio nem tugio.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *