Realidade paralela


Cristina Torrão,

Como é do conhecimento geral, a pandemia, na Alemanha, bateu todos os recordes neste Outono. Felizmente, a situação vai melhorando. Mas há grandes diferenças regionais. Enquanto a incidência (número de casos por 100.000 habitantes, no espaço de uma semana) nos estados do Sul e do Leste chegou a atingir valores de mais de 2.500 casos, no Norte, raramente passou dos 200 (está, digamos, ao nível da situação portuguesa). Haverá uma razão para tal? Bem, a grande diferença é a percentagem de vacinados e o número de negacionistas e/ou opositores das medidas de restrição. Apesar de a eficácia das vacinas não ser tão grande como pensávamos, não há como negar as evidências: no Norte, onde a percentagem de vacinados se aproxima da portuguesa, a situação tem estado controlada (felizmente, onde vivo); no Sul e no Leste, há concelhos com menos de 60% de vacinados.

O problema atinge extremos no Leste, principalmente, nos estados da Saxónia e da Turíngia (antiga RDA). As unidades de cuidados intensivos atingiram a ruptura, coisa que não se pensava ser possível, neste país, tendo sido necessário transferir doentes para os hospitais do Norte. Mas não nos iludamos: os negacionistas recusam-se a ver o óbvio, como se vivessem numa realidade paralela. E muitos deles tornam-se perigosos.

Ontem, a Polícia Judiciária da Saxónia fez buscas em vários apartamentos de Dresden, depois de ter sido detectado, no Telegram-messenger, um complô para assassinar o Ministro-Presidente daquele estado, Michael Kretschmer (da CDU, o partido da Merkel). Um homem foi preso, mas há mais quatro suspeitos, três homens e uma mulher, com idades entre os 32 e os 64 anos.

Uma história surreal tem-se vindo a passar em Königs Wusterhausen, uma pequena cidade a sudeste de Berlim: um homem, que matou a tiro a mulher e três filhas pequenas, suicidando-se de seguida, é festejado como mártir pelo grupo a que pertencia, criado no Telegram-messenger e intitulado Freiheitsboten Königs Wusterhausen – qualquer coisa como: “os mensageiros da liberdade Königs Wusterhausen”. Depois da tragédia, foi postada, nesse grupo, uma fotografia da casa da família, com as palavras: “ele era um amigo, assim como a sua mulher”. Na verdade, Devid R., o assassino suicida, falsificava certificados de vacinação e o patrão da esposa começou a desconfiar dessas actividades. Numa carta de despedida, Devid R. esclarece que assim agiu com medo de ser preso e de ficar sem as filhas. Passada semana e meia, um grupo de cerca de mil pessoas fez uma marcha pela cidade, festejando o seu mártir e apelando à rebelião contra as medidas sanitárias.

O caso mais surreal, até agora, deu-se, porém, na Áustria, país também conhecido pela sua baixa percentagem de vacinados e pelos movimentos negacionistas. Um grande mentor destes movimentos, Johann Biacsics, que não estava vacinado, deu entrada, no início de Novembro, num hospital de Viena, com dificuldades respiratórias e baixo teor de oxigénio no sangue. Os testes Covid deram positivo. Biacsics foi alertado para o seu estado grave, mas recusou o tratamento hospitalar, alegando que, se o seu problema era apenas a Covid, continuaria a tratar-se em casa com a administração, por via endovenosa, de uma infusão contendo dióxido de cloro, um “familiar” da lixívia!

Johann Biacsics acabou por morrer alguns dias depois, a 10 de Novembro. E que pensam disto os seus colegas de partido (o movimento está organizado num partido)? Pensam que Johann Biacsics foi envenenado, por ser uma ameaça à estratégia anti-Covid do governo! O seu próprio filho não hesita em afirmar: “Oficialmente, o meu pai consta da estatística de mortes por Covid. Mas eu sei que foi outra a causa”.

Sim, estamos cheios de pandemia e de restrições. Admito que algumas destas não façam sentido. Mas de nada adianta refugiarmo-nos numa realidade paralela.

46 comentários em “Realidade paralela”

  1. dirigentes mundiais
    eles aprendizes de feiticeiro
    elas ‘ursulas menores’

    mais um ano ZERO ‘pata a corda do sino’

  2. Fico sempre eternecido quando vejo uma análise científica com estas características: tudo se baseia num acho, e penso que, os únicos números apresentados que têm entre si uma relação de quase um para quinze nada terem a ver com a diferença de taxas de infecção, e por fim, o melhor( medo, sobretudo medo) país do mundo, Portugal, uma ilha de esclarecimento e razão ( Alguém ouviu falar na cultura Alemã ?), que apesar de ter a maior taxa de vacinação têm uma taxa de infecção igual aos atrasados alemães do Sul, que ainda agora vieram do terceiro mundo…A senhora será uma “especialista” (?) da Alemanha, mas a sua exposição do tema Covid é de uma pobreza Franciscana.

    Cara Senhora por esse caminho arrisca-se a substituir a Graça: fala inconsequentemente e as consequências do que não diz podem ser graves.
    Deus nos proteja dos “achistas” diplomados.

    Cumprimentos

    Vasco Silveira

    1. O seu comentário é de uma salgalhada de meter dó. Eu baseei-me em notícias, você diz disparates sem fim, baseado na sua ignorância e nos seus preconceitos. E ainda me acusa de ter comparado os portugueses com os alemães do sul, uma falsidade. As palavras estão lá, qualquer um pode ler e ter piedade de si, que nem sabe interpretar um texto.

      Junte-se aos malucos do Telegram!

      Cumprimentos

  3. a grande diferença é a percentagem de vacinados

    Não necessariamente.

    Sempre houve grandes disparidades regionais na incidência da epidemia. A atual disparidade entre o Norte e o Sul da Alemanha nada tem de peculiar e pode não ter nada a ver com a quantidade de vacinados.

    Lembremos a primeira vaga da epidemia, que incidiu ferozmente no Norte da Itália mas deixou o Sul quase incólume. Igualmente em Portugal, a primeira vaga foi muito mais forte no Norte do que em Lisboa.

    1. Na Alemanha, tem sido diferente. Quando as vagas surgem num qualquer ponto, espalham-se pelo país inteiro. Esta está a ser uma excepção. Quando esta surgiu, em fins de Outubro, calculou-se que, pelo Natal, chegaria ao Norte com a mesma força. Ora, não está a acontecer. E nunca houve disparidade tão grande.

      Mas, pronto, a ver vamos…

    2. No princípio o Norte de Itália foi mais afectado porque é uma região com uma intensíssima rede comercial com a China. O Sul é uma pasmaceira. Agora que o vírus já teve tempo para se espalhar por toda a Alemanha e para melhor uniformizar a sua distribuição, o factor geográfico perdeu relevância para explicar as diferenças de incidência num país como a Alemanha. Aliás, os dados que consultei relativos aos números de internados (em cuidados intensivos) ou de mortos por covid são elucidativos: o número de não-vacinados é, em ambos os casos, grosso modo, uma ordem grandeza superior. Não se pode dizer que estes dados – um factor de dez – sejam um «sinal fraco».

      1. os dados que consultei relativos aos números de internados (em cuidados intensivos) ou de mortos por covid são elucidativos: o número de não-vacinados é, em ambos os casos, grosso modo, uma ordem grandeza superior

        Não entendo. Que números é que são uma ordem de grandeza superior? A que casos se refere a frase “ambos os casos”?

  4. As estatísticas falam por si, Cristina. Só não vê quem não quer ver o óbvio. Sou insuspeita, no início tive alguma reserva em relação às vacinas e senti-me cobaia – e fui, e fomos – quando tomei a primeira dose. Mas felizmente o tempo veio provar que a ciência não nos deixou ficar mal. Está a correr bem, embora não tão bem como gostaríamos. Teria corrido melhor, se as assimetrias entre países, no que respeita à vacinação, não fossem tão abissais. Isso potencia – houve cientistas que avisaram logo de início – o aparecimento de novas estirpes.
    O comportamento dos negacionistas face ao evoluir da situação é, de facto, extraordinário.

    1. O que potencia também o aparecimento de novas estirpes é o “achatamento da curva”. Quanto mais tempo se passa com achatamentos maior é a probabilidade de mutações.

    2. o tempo veio provar que a ciência não nos deixou ficar mal

      Acha?

      Agora falam-nos que teremos que tomar uma nova dose de vacina todos os anos (dizem alguns) ou de seis em seis meses (dizem outros). Uma vacina que é eficaz durante tão pouco tempo é de facto boa?

      E, se bem que as vacinas reduzam muito o número de doenças graves, dizem-nos que ainda assim os hospitais estão muito cheios. É boa uma vacina que não impede que todos os anos tenhamos que confinar e que, ainda assim, os hospitais se encham?

      E quanto é que esta vacinação maciça custa aos cofres públicos, e quantas horas de trabalho de profissionais custa estar todos os anos a vacinar metade (ou qualquer coisa de similar) da população de um país?

        1. Sim, mas a vacina da gripe só é tomada por velhos, e só pelos que o desejam. Na prática, nem a maior parte dos velhos a toma.
          Agora querem que toda a população tome uma vacina todos os anos. É de malucos! Só o trabalho e a despesa que isso dá… as enfermeiras todas que ocupa…

          1. Enfermeiras e enfermeiros…
            Se preferir ir parar ao hospital para ser internado, tudo bem. Talvez fique mais barato.

    3. Tal e qual, Teresa. Também tive reserva quanto às vacinas. E, agora, só queria tomar o reforço lá para Janeiro (completo meio ano da segunda dose na altura do Natal). Mas hoje mesmo soube que o meu reforço ficou agendado para o próximo dia 23. Bem, lá terá de ser…

      Sim, no fundo, somos cobaias. Mas qual é a escolha? A Medicina, para já, não tem melhor resposta. Penso mesmo que uma solução eficaz talvez nem surja no próximo ano. Por outro lado, recusar aquilo que a Ciência nos vai oferecendo, também não faz sentido. Note-se que a situação piorou muito, em relação ao Verão, mas, como estávamos no ano passado? Na Alemanha, em pleno “lockdown”, com tudo fechado (lojas, cabeleireiros, restaurantes, nada de eventos culturais ou desportivos). Comparando, sempre houve alguma melhoria.

      Beijinho e saúde, Teresa!

  5. É interna-los a todos os negacionistas e extermina los. Claro que aos outros que tomam as vacinas todas, continuam a infetar-se e a transmitir o virus, a esses chalupas é co tinuar a dar lhes doses de reforco semanais….

    1. Pelo amor da Santa, não se faça de vítima!

      Os negacionistas criminosos devem naturalmente ser castigados, de acordo com os crimes que cometerem. Assassinar alguém, ou fazer planos nesse sentido, parecem-me ser crimes suficientes para a Justiça actuar.

      De resto, sou contra a pena de morte. Por isso, rejeito exterminar seja quem for.

      1. Você, que está na Alemanha, deve certamente saber o verdadeiro significado de “negacionismo” e deveria, na minha opinião, evitar usar esse termo da forma como tem vindo a ser usado nestes tempos de ditadura sanitária. Sim, porque aquilo que temos vindo a assistir por quase toda a Europa tem sido a implementação de medidas que visam limitar a liberdade, quase todas absurdas, incoerentes, e algumas até contra producentes. Assusta- me perceber que há muita gente para quem o Apartheid sanitário é algo que tem de ser louvado.
        Da mesma forma, parece que questionar o que quer que seja em relação a esta pandemia de histerismo tornou-se anátema e quem tem a ousadia de o fazer deve ser ostracizado.
        Com o devido respeito, PQP…!

        1. Também concordo que a utilização do termo negacionista não é brilhante e desvaloriza as ideias de pessoas como o antigo presidente do Irão, que negava o Holocausto. Mas a generalização do uso de uma palavra desadequada não é culpa da Cristina T.

          Chamo também atenção para o facto de que a discriminação contra não-vacinados (que começa a ser uma coisa real, ao contrário de outras discriminações) é uma injustiça dado que a vacinação não era obrigatória em nenhum país da Europa e portanto fica muito mal agora tentar passar as culpas para criaturas que apenas querem viver a sua vida normalmente. Mesmo algumas atitudes mais rufias têm cabimento porque não é proibido discordar da opinião geral nem é proibido uma pessoa estar-se a borrifar para uma doença, seja ela qual for. Nesse sentido estamos, de facto, muito perto de uma ditadura sanitária.

          Talvez devessem culpar quem tem a responsabilidade sobre fronteiras aéreas e a testagem nos aeroportos.

          1. no meu comentário em cima queria dizer “desvaloriza a perigosidade das ideias de pessoas como etc”, obviamente

        2. É mesmo isso. É assustador o que está a acontecer à nossa sociedade. E se isto se passa com esta virose, o que acontecerá com um vírus realmente perigoso (perigoso como a pneumonica ou como o ébola).

  6. Há uma questão nas pandemias a nível regional, que têm a ver com fronteiras. Quando há muita gente a saltar de um país para o outro, é natural que haja contágios se as medidas e taxas de vacinação “do outro lado” forem mais relaxadas que do nosso.

  7. É incrível como passados quase 80 anos da segunda guerra mundial as pessoas ainda continuem a alimentar o ódio, a promover e a apoiar a segregação, e a prescindir dos mais elementares direitos humanos.
    O vírus é tão mau, mas tão mau, que em dois anos matou 18500 pessoas em Portugal.
    As doenças respiratórias mataram só no ano de 2018 cerca de 13500 pessoas.
    Num dia do mês de Novembro morreram 18 pessoas de covid e morreram cerca de 300 de outras doenças.
    As vacinas são tão boas a prevenir o vírus que deve ser por causa da vacinação que ainda há africanos senão já tinham morrido todos.
    Que raio de pandemia é esta que não admite discussão e cujo tratamento é administrado politicamente? Compram-se vacinas antes do parecer dos técnicos. Administram-se vacinas contra o parecer dos técnicos.
    É proibido questionar, é votado ao ostracismo todo aquele que dúvida da seriedade das medidas.
    Será que em pleno século XXI ainda estejamos a atravessar o período das trevas?
    Porque é que só copiamos o pior do ser humano?
    Porque é que não seguimos o exemplo da Suécia que tem muito menos mortos que Portugal e não precisou de infantilizar o povo?
    Porque é que temos de seguir países que nunca se libertaram do holocausto, como é o caso da Alemanha e da Áustria?
    Em Portugal não admira haver tanta ignorância pois somos um país com uma elevada taxa de analfabetismo, mas na Alemanha, um país supostamente mais evoluído, o que é que levará as pessoas a obedecer cegamente a medidas completamente irracionais? E como é que as pessoas aceitam de ânimo leve ser cobaias de vacinas experimentais?
    A humanidade ensandeceu,só pode.

    1. Eu também subscrevo. Efectivamente, entre outras coisas, como se pode compreender que andasse toda a gente a discutir se se deveriam vacinar ou não as crianças e, de um momento para o outro, chegarem as vacinas que tiveram que ser preparadas com doses específicas pra crianças? Vão deitar poeira nos olhos a outro!…

    2. Subscrevo 100% o comentário do Carlos Sousa.
      A d. Cristina Torrão com o seu artigo e comentários mostrou bem a índole do seu carácter.
      A pandemia parece ter a virtude de mostrar o verdadeiro carácter de alguma gente que nem sequer suspeitávamos, gente que quanto mais ao largo melhor, com ou sem vírus.

      1. Subscrevo, Ângela Freitas.
        Limitei-me a apresentar factos, histórias verdadeiras, nada é inventado.
        O seu comentário também mostra bem a índole do seu carácter.
        Cumpra as suas próprias palavras e ponha-se ao largo! Dispenso-a. Com ou sem vírus.

    3. Caro Carlos Sousa, subscrevo tudo o que disse no seu comentário e acrescento que, na minha opinião, a civilização ocidental está em acelerado declínio. O povo aceita que se lhe corte a liberdade a troco de “pão e circo” e ainda bate palminhas.

  8. https://www.google.com/amp/s/www.dn.pt/dinheiro/amp/so-418-das-mortes-em-excesso-em-portugal-estao-ligadas-a-covid-19-falta-uma-analise-urgente-13129230.html
    Copiei este link. Ou seja, 58 porcento das mortes em excesso em PT devem-se ao facto dos governantes, da DGS e do SNS terem pura e simplesmente ignorado as outras doenças. Na Alemanha não sei se terá ou não sido assim. Mas por cá só a COVID é que importa.
    E a Suécia? Porque é que ninguém fala da Suécia, onde não houve idiotices tais como confinamentos e afins, e tem melhores resultados que Portugal?

  9. Exma Cristina, tanto rancor aos Não vacinados? Porquê perseguir as pessoas saudáveis?
    Dois vizinhos com 3 doses estão infectados e um deles foi parar ao Hospital. Na sua óptica não serão também Criminosos? Bom, eu saudável tenho que fugir deles. Já subo e desço pelas escadas.
    Uma sugestão, leve a 3ª dose e prepare-se para a 4ª…
    Cumps.

    1. Exma maria, não tenho rancor aos “Não vacinados”, não sei onde leu isso, é uma interpretação deturpada do meu texto. Tenho algo contra pessoas não vacinadas que não seguem as regras elementares de segurança e/ou negam a existência de uma pandemia. Tenho algo contra pessoas que, por não estarem de acordo com certas medidas, planeiam matar alguém. E outras matam mesmo!

      Lamento que tenha de fugir de certas pessoas. Eu não fujo de ninguém, seja vacinado, ou não.

      Também lhe dava uma sugestão, mas, ao contrário da maria, não costumo dar sugestões a quem não mas pediu.

      Cumps

    1. Me too… e sã da cabecinha. sei muito bem tratar de mim , a minha família ensinou-me , não preciso do pai estado para me tratar da saúde

  10. Mais um texto tipico da manipulação jornalista: usamos um caso da vida para o leitor ficar convencido a extrapolar para todo um grupo populacional.

    “no Norte, onde a percentagem de vacinados se aproxima da portuguesa, a situação tem estado controlada (felizmente, onde vivo)”
    Veja-se esta pérola. Esquece-se claro de nos dizer que o Norte foi também a area menos afectada sem vacinas.

  11. Estou baralhada.
    Eu tomei as duas doses da vacina, mas nego a pertinência das medidas não farmacêuticas no combate à covid19. Também sou feroz opositora das medidas de restrição, que causam mais mal do que bem (ainda se causassem algum bem, o que duvido). E não tenho o sacrossanto certificado de obediência. Isto faz de mim um dos bons ou um dos maus nesta história?

  12. Eu tenho algo contra os aceitacionistas. Gente que cumpre as regras mais idiotas e desumanas sem utilizar um mínimo de sentido crítico.
    PS- Os carrascos que levavam os judeus para o “banho” também eram bons a seguir as regras.

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