Reacções e falta de memória


João Pedro Pimenta,

O acordo para viabilizar o novo executivo açoriano trouxe à memória a constituição da “geringonça” e o precedente que causou. Ou antes, devia ter trazido.

 

Por um lado, temos o nosso primeiro-ministro, arquitecto da geringonça, o homem que permitiu todo este novo desenho parlamentar, que tirou sentido ao voto útil ao fazer acordos com os que até aí eram inimigos de longa data e de natureza completamente diferente, a criticar o PSD e a referir-se a “linhas vermelhas”. Mas a questão em 2015 não era a de que se não houvesse geringonça “a direita ficaria no poder”? E isso implicava atravessar inhas literalmente vermelhas para fazer tratados com os seus velhos inimigos (por vezes mais do que advesários)? Então…

 

Por outro lado, temos um abaixo-assinado de um conjunto de pessoas de alguma forma ligadas ao centro direita que critica os acordos com direitas “iliberais”. Os subscritores já foram mimoseados nas redes sociais com os habituais insultos do cardápio – “direita fofinha”, “direita de que a esquerda gosta”, “cobardes”, “pusilânimes”, etc. Ora isso lembra muito o tipo de remoques que socialistas como Francisco Assis ou Sérgio Sousa Pinto ouviram por se oporem à geringonça e avisarem com que esquerdas estavam a assinar. Lembram-se dos “traidores”, “neoliberais do PS” e “vendidos à direita” que lhes atiravam? É que alguns dos que então os aplaudiam (até havia o jargão “Assis, salva o país”) viraram-se agora indignados contra a “direita de que a esquerda gosta”.

 

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É fantástico ver como a falta de memória gera os oportunismos mais descarados. E também tem o seu quê de divertido.

41 comentários em “Reacções e falta de memória”

  1. Pois, mas da outra vez o cavaco exigiu, para não assustar os governos europeus e outros, um documento assinado pelo pc-be de não quererem castrar os pedófilos da nato nem esventrar as abortadeiras da ue.
    Também agora é mesmo pra chatear o contabilista, que teve de lembrar que o chega pra lá vem pra cá não é um partido fascista pois a Constituição não permite. Ah! espera a tal revisão da constituição do acordo é para acabar com essa proibição implícita .

  2. Isto só vem provar à saciedade que a direita tem valores. Valores esses que a todos ( da direita ) tocam. Mas a questão é: quando o adversário não respeita esses valores e nos engana como um rufião, o que fazemos? Vamos à guerra, contra canhões com um crucifixo na mão?
    O ‘dar a outra face’ é tão utópico quanto o comunismo. A História está aí para o comprovar. A política não é um manual de boas maneiras e ainda menos um imperativo categórico moral – muito menos o espaço de afirmação da moral cristã. Essa é do domínio da personalidade – do indivíduo, como Kant
    nos ensina. Mas as nações, a coisa pública, essa é do domínio do direito e da política – é utilitária, como Stuart Mill superiormente nos demonstra.
    Conclusão: esse manifesto, ou abaixo-assinado, só tem valor moral, não tem valor político absolutamente nenhum!
    A geringonça fundou-se em valores políticos alicerçados na Constituição e na ‘coisa nenhuma’ chamada ética republicana, não foi nem na Bíblia nem na moral!
    Sou por princípios contra o Chega!, como, pelos vistos, o PM é contra o leninismo.
    Mas isso não me impede de negociar com ele determinadas propostas cuja convergência não adulterem os valores políticos que defendo – tal e qual fez o PM. “O PCP não tem sarna!”. O Chega! também não. “O PCP não é o papão”. O Chega! também não.E então?
    Esta habilidade de criar, com a ajuda venerada da imprensa, uma narrativa diferente para situações concretas muito semelhantes, é simplesmente uma hipocrisia insuportável

    Cordiais saudações

    1. Ainda bem que há consciências morais nestas situações. Se assim não o fosse, cairiamos no cinismo mais completo e no maquiavelismo sem travões. A política é utilitária mas tem de haver uma pitada de senso moral. Apesar de tudo, trata-se do governo da não – ou da região – e convém não atirar todos os princípios pela janela fora.

      1. Quando Roosevelt e Churchill se associaram a Estaline, unidos no esforço para vencer Hitler, estavam a atirar os valores morais pela janela fora? Nada é gratuito nesta vida. Em política, como na vida, o bem absoluto não existe – procura-se um compromisso que satisfaça as partes, e, sendo assim, algo teremos de ceder, mantendo um equilíbrio que por definição é sempre instável! É isto a política: não é uma fórmula matemática. A questão não é não ceder, é não vender a alma ao diabo! Vamos deixar de ter relações profissionais com pessoas de quem não gostamos? Vamos deixar de ter relações diplomáticas com autocratas e ditaduras? Não me parece!
        Este acordo político nos Açores ainda nem sequer foi tornado público ( o que sabemos, através dos seus intervenientes, é que não foram ultrapassadas as linhas vermelhas – como o PM muito gosta de dizer). Como é que sabem então que é ominoso?
        Apenas porque não gostam do A. Ventura? Eu também não gosto. E daí?
        A mim ensinaram-me que se eu só fizesse negócios com quem gostasse, não faria negócio com ninguém! A superioridade moral e a pureza de carácter levam-nos ao Isolamento social, irremediavelmente! Por isso é que existe a política: porque não estamos sozinhos na Polis. E na Polis prevalece a política e a lei. Se prevalecesse a moral, era o caos! (a moral sem lei também mata!). A lei, em democracia, será sempre o que a maioria quiser – por mais imoral que nos pareça. E a sua virtude será sempre proporcional à sua fraqueza – doutro modo nunca haveria crime sem castigo.
        A moral é uma pregorrativa dos indivíduos – as instituições não têm moral! O Chega! sujeita-se à lei como qualquer instituição ou cidadão. Se as leis mudam é porque o povo quer, não é porque o Chega! quer.
        Parafraseando Churchill: “Laissez faire laissez passer”, porque o que é insuportávelmente imoral já está contemplado na lei. Se não gostam da lei, mudem-na. O que não podemos é legislar sobre tudo e um ‘par de botas’, sob pena de matarmos o livre arbítrio – esse sim, regulado pela moral ( os costumes do lugar )
        Agora atiram-nos com o fantasma dum suposto acordo para uma revisão constitucional ( que só é possível com uma maioria de dois terços
        do parlamento) que é um atentado contra os direitos humanos. Acordo?! Como?! Mais uma vez, a revisão constitucional só ocorrerá se o povo quiser – ele é sempre o responsável último. Os partidos são meros mediadores. E não há eleitores de primeira categoria e eleitores de segunda. Os votos no Chega! têm o mesmo valor político que todos os outros.
        Ética é a forma como os indivíduos se relacionam com os outros ( e com a vida em geral). Moral é o acordo tácito da comunidade por essas formas de relacionamento – tornando-as valores comuns. Lei é a objectificação da subjectividade moral – uma regra escrita com carácter coercivo e repressivo, aprovada pela comunidade (com excepção dos estados autocraticos), que delega no Estado os poderes de execução e fiscalização respectivos

        Cordiais saudações

        1. Sem dúvida que não há puros nem santos. Mas reparará que eu disse que sem uma pitada de moral ou alguma consciência “cairiamos no cinismo mais completo e no maquiavelismo sem travões”. Pode haver acordos, e uma sociedade não pode ficar perra por causa apenas de boas almas, mas é preciso que haja também um grilo a falar à consciência, por mais ínfimo que seja. Nem idealismos inconsequentes nem utilitarismos sem dúvidas.

  3. CHIQUEIRO NÃO TEM ESPELHO, NÃO DÁ PARA SE MIRAREM
    Um qualquer trapaceiro não pode aceitar que lhe pisem os calcanhares quando ele próprio passa o risco vermelho, nem que lhe copiem as explicações ao país que ele sempre se furta a dar.
    Personagem do engodo com os seus figurantes próximos, tem o descaramento de uma velha e amolgada cisterna do lixo na sucata, quando pretendem omitir a cena vergonhosa de se aliarem aos inimigos que tanto criticaram até ao minuto em que perderam as eleições para resgatar um politico moribundo carregado de manhas.
    QUE ESTE IRRECUSÁVEL POSTAL SUSCITE O DEVIDO RECONHECIMENTO AO SEU AUTOR, E A ONDA DE INDIGNAÇÃO GERAL QUE JÁ VAI TARDANDO.

  4. Notou de certeza que o argumento funciona para os dois lados.

    É enternecedor ver aqui pessoas que rasgaram as vestes porque o PSD não foi governo em 2014, fazerem pinos para justificarem o governo do PSD nos Açores. Em sua defesa diga-se que não é nada de inesperado.

    O PSD tem direito a construir a sua maioria como quiser, a legitimidade, na minha opinião, falta-lhe quando nos lembramos do que disse destes arranjos parlamentares quando não lhes convinha. Mas é um problema de coerência ética, não de legalidade ou legitimidade.

    Temos um partido que se chama social-democrata (está no nome) a concordar reduzir apoios à pobreza na região mais pobre do país. Não tiveram tomates para mudar o nome para partido liberal quando tiveram hipótese e agora o lugar está ocupado. Mas dum partido que se vendeu como popular democrático não há a esperar grande cuidado com os nomes. É PSD como poderia ser Tide ou Persil, se vendesse melhor.

    1. Também convém recordar o que disse António Costa numa sessão partidária, creio que em 2009, em que foi contundente ao condenar a formação de governos por arranjinhos partidários de ultima hora. Enternecedor.

    2. Sabe que existe outra interpretação, qual delas a correta.
      O acordo de governo, se o leu, não fala em cortes nos subsídios de apoio à pobreza, fala em cortes nos subsídios que fomentam a pobreza.
      Os Açores são a região com maior percentagem de pessoas que vivem de subsídios públicos. Para uns será essencial para a sua sobrevivência, para outros é um obstáculo a que procurem outras fontes de rendimento, que seja o estatal. Quem se informa sobre os Açores, verá que nos Açores não existe uma taxa de desemprego que justifique a quantidade de subsídios dados. Os empresários açorianos têm de recrutar no continente, pois não conseguem ter procura de emprego na região. Não, porque as pessoas acomodam-se. Quem aufere subsídios por política e não por necessidade, não procura emprego, não precisa, já tem rendimento garantido.
      E esta postura que o governo que lá esteve tantos anos fomentou e ajudou a crescer, enfraquece uma economia de tal maneira, que quando um percalço acontece, as pessoas abrem os olhos.
      Todos estes anos com esta postura aconteceram porque de facto o governo dos Açores era fantástico, distribuiu dinheiro a rodos, a todos e jamais exigiu contrapartidas, nem tão pouco se dignou a fiscalizar o que dava e a quem dava. E assim lá foi ganhando estes anos todos. Até que as pessoas perceberam que estavam a alimentar um parasita gigante.
      É estratégia do PS lá, como aqui. Se o governo PS for o único a dar dinheiro, votam PS. Aqui, se as pessoas tiverem todas medo e o PS for o salvador da covid, votam PS.

      1. A esses seus empresários que não conseguem recrutar nos Açores nunca lhes passou pela cabeça aumentar os ordenados?

        É uma atitude muito típica do liberalismo tuga:
        Se os ordenados são muto baixos apesar das empresas serem lucrativas, o liberal tuga diz que que o que marca os preços é o mercado, se as pessoas aceitam ordenados de miséria é porque a miséria é o que merecem.
        Se os ordenados são tão baixos que as pessoas preferem viver com o RSI (não chega a 100€/ mês por pessoa), então são os calões que não querem trabalhar. Nunca equacionam subir ordenados.
        São sempre também empresários esforçados, desde que tenham mão de obra quase escrava, fazem coisas maravilhosas.

        1. O seu ponto de vista até estava a ter interesse, até que chegou a um ponto que não domina, mas nem esse não domínio o impediu de escrever uma falsidade.
          O RSI pode atingir valores muito superiores ao ordenado mínimo. O factor que determina o valor não é o número de pessoas, também é, mas não é só.
          O valor que atirou, provavelmente sem saber, está próximo do valor mínimo por pessoa.
          Então na sua ótica o empregador açoriano é pior que o continental, ou que o da Madeira. É um bandido explorador das pessoas. E 40 anos de socialismo não conseguiu converter estes abutres.
          Por outro lado, o governo que lá andou estes anos todos, também não pensou em reduzir impostos.
          O mesmo governo que criou e alimentou uma máquina familiar ao género da Sicília, chamada família César.
          Ora a família com mais interesses económicos nos Açores, dos maiores empregadores das ilhas, não aumentam os ordenados.
          E admiram-se porque perderam.

        2. 100 euros??? Você está bem? Há famílias a receberem cerca de 900 euros e só de rendimento mínimo, fora os outros subsídios.
          Mais casas de borla, isenções na saúde, na educação, que nem assim aproveitam, mais as comparticipações da seg. Social por cada filho.
          No fim têm mais poder de compra que uma pessoa que ganha 1200 euros.

          1. Tem toda a razão, e a prova está que toda essa gente já se mudou para a Quinta da Marinha.
            p.s. os valores do subsídio varia em conformidade com o número de pessoas do agregado familiar.

          2. Sim, mas não só. E não se encontra limitado a um limite máximo de 100 euros, mas sim a um limite MÍNIMO, que de facto ronda esse valor, não chega, mas quase. Apesar de vir a ser aumentado para o próximo ano.
            Como diria o polígrafo, pimenta na língua.
            Abraço

    3. Com certeza que sim, há para todos os gostos. Mas deixei estas ilustrações por causa das reacções mais escarrapachadas dos ex-formadores da geringonça e dos que vituperam a “direita cobarde”, que sã os que mais urram. O PSD é das últimas relíquias de certos partidos centristas que derivaram, como a antiga UCD espanhola, ou a UDF francesa (talvez Macron se aproxime hoje). é estranho como um partido social democrata no nome já integrou no parlamento europeu o grupo liberal e depois o PPE.

  5. As pessoas que assinaram o manifesto têm toda a legitimidade para o fazerem.
    No caso das coligações, é importante haver uma estratégia para a governação que seja um mínimo denominador comum dos partidos que apoiam o governo.
    Governar apenas para reverter, retroceder e desfazer, não é aceitável.
    Foi o que fez a Geringonça.
    Apesar de tudo parece-me que o Chega poderá ter mais em comum com o PSD em termos de estratégia que o BE e o PCP tinham com o PS (que era nada de construtivo). Vamos aguardar para ver o que se irá passar nos Açores…

    1. Os críticos de manifestos de personalidades em voga também o fazem com toda a legitimidade. O que sobretudo se põe em causa para uns e outros, é se interesses pessoais envolvem e carregam esses posicionamentos.

  6. Em primeiro lugar, tendo em conta nos subscritores estão praticamente todas as pessoas que as RTPs, TVIs e SICs, e Publicos e Expressos convidam para “representar a direita” (só faltam o Marques Lopes, porque mete nojo aos subscritores, os aliados do Dr. Rio – Pacheco e Manuela – e o JM Tavares, porque defende o contrário), este escrito pode, pura e simplesmente, ser necessário para manterem os respectivos tachos (tipo a declaração de renúncia ao comunismo e à maçonaria no tempo do Dr. Salazar). O mundo está assim. Por todo o lado, exigem-se declarações públicas de virtude e vota-se opiniões divergentes ao ostracismo, e, por cá, quem tem o cheque é gente que não brinca em serviço, como atestam prateleiras (e bem pior) cheias de jornalistas. Em segundo lugar, manter altos princípios quando o adversário se está nas tintas para eles é, obviamente, suicida. Toda a gente em Inglaterra sabia que o “carpet bombing” das cidades alemãs era um crime de guerra, mas depois de Varsóvia, de Roterdão e do Blitz, só mesmo gente “fofinha”, “de que os nazis gostam”, “cobardes” e “pusilânimes”, diria que não se podia recorrer a esse método. Depois do PS, derrotado em eleições, se ter aliado a forças que, durante anos, qualificou de anti-democráticas (e são-no), apenas para o seu “pessoal” ter acesso, sem restrições, ao “pote” (em vez de ter de o dividir com o “pessoal” do PSD), esse recurso ficou acessível a todos, pelo que sugerir que a direita devia ter aceite mais 4 anos de PS nos Açores, para não se “misturar” com o Chega!, mais do que uma estupidez, é um desrespeito por eleitores fartos de 20 anos de governo socialista – que é, obviamente, o destino deste país, se alguém com responsabilidades da Direita levar a sério este abaixo-assinado. Quanto ao Chega!, naturalmente agradece o favor, que, num momento delicado (em que se alia aos “partidos do sistema”) reforça a narrativa de que “estão todos contra nós” de que “estão a meter medo a muita gente” e de que “eles estão todos feitos uns pelos outros”.

    1. Acha então que isto pode ajudar a esvaziar o Chega ao confrontá-lo com a promess de que não se aliaria aos partidos “do sistema”? Sobre o manifesto, não gosto muito de atirar o argumento dos “tachos”, até porque muitos não precisariam deles ainda que não o assinassem. Os referidos Assis e Sousa Pinto não ganharam nada com as suas posições. E há ali quem desde o início se manifestasse contra o Chega e o que Ventra defende, como Francisco Mendes da Silva ou Pedro Mexia. Marques Lopes bem pode ficar fora, o que ajuda muita à respeitabilidade da lista.

      1. Não sei. Tanto que sei (e admito que não sei muito) o Chega é o Ventura, e o Ventura vai-se esvaziar (na realidade, vai-se encher, como o Marinho Pinto, lá para Estrasburgo). Quanto aos “tachos”, creio que está enganado. A actividade cultural e o acesso aos média, em Portugal são, presentemente, mais expostos à censura do que antes de 74 (sei do que falo, porque tenho a casa atulhada de livros e discos que eram proibidos, e que, apesar disto, estão lá, comprados pelo meu saudoso Pai). E, actualmente, com a vantagem de não ser preciso ter esbirros sob contrato. Um passo em falso, e vai-se parar ao “index”; latidos fieis, e é garantido o programa e/ou o livro divulgado na TV, a peça no Dona Maria, e/ou o patrocínio do Montepio. Quanto ao Assis e o Sousa Pinto (e, já agora, o Vital Moreira e o Carrilho, antes da Bárbara) são umas coisas que o aparelho do PS tolera (a custo) para manter a ideia de que o partido alberga gente que pensa pela sua cabeça e/ou anda nisto por amor à camisola – não são a quase totalidade da gente que se apresenta a fazer o papel do “socialista” no espaço mediático (bem pelo contrário). PS: tantos anónimos a responder-me. Espero que não tenham falado à reunião semanal por minha culpa!

  7. Espero que o exemplo dos Açores se estenda rápidamente ao Continente
    Estou farto de socialistas de pscotilha e ladrões.

    A.Vieira

  8. Por mais pós de perlimpinpin ideológico que atirem aos olhos dos incautos, há uma assimetria clara entre os dois casos: o Chega é uma criação de uma facção com muito poder e influência no PSD, enquanto o BE e o PCP têm uma longa história cada um. Maquiavel não desaprovaria esses « psdês »

    1. Tem facto, “o BE e o PCP têm uma longa história cada um”. É é precisamente por conhecer essa sua linda história (que inclui tiros, bombas e roubos e gente presa sem culpa formada, e, pior ainda, aldrabices históricas com que os nossos filhos têm de gramar na escola), que o PS, durante 40 anos, nunca quis nada com eles. Mas em 2015, como os tachos eram muitos e a fome era grande…

      1. “aldrabices históricas com que os nossos filhos têm de gramar na escola)”
        Está-se a referir ???
        Diga alguma coisa de jeito!
        Triste é um encosto do PSD a um partido como o Chega cheio de ex militantes do PSD com um discurso racista e retórgrado, bem evidenciado nas suas campanhas ou comícios .

      2. Eh pá, essas não pega olha o poligrafo. Ainda aparecem por aí os verdeiros bombistas e chamam-te mentiroso.
        Arranja outra menos conhecida, comer criancinhas ao pequeno almoço e dar injecções atrás das orelhas dos velhinhos.

        1. É, anónimo, é exactamente isso o que eu disse, comer craincinhas ao pequeno almoço. Porque é que não me acusa de ter dito que eles defendem o gulag? Já viu as propostas nos tais acampamentos?

      1. Mas deve haver alguém a fazer o mesmo cálculo que Macron: só consigo ser eleito se a alternativa for nauseabunda.

  9. Ouve-se na televisão o sr. ministro dos negócios estrangeiros (no parlamento, hoje), em exercício de fracassada ironia, distanciar-se, ele, de quem aprecie ditaduras, e lamenta-se mais e mais que o sr. dr. Rui Rio – ou quem quer que seja, com direito a “tempo de antena” – ainda não entenda ter chegado o momento de dizer de forma pública e clara que o PCP e o BE defendem e/ou nunca se demarcaram expressa e explicitamente de ideologias que impuseram implacáveis ditaduras e que mataram como nenhumas outras (sim, mais do que o nazismo). Assim, por palavras como estas.

    O que será necessário para vencer o medo de o fazer?

    Costa

      1. A amálgama de ex-UDPs, trotskistas vários e afins, a esquerda caviar – hoje chamaram-lhe “gourmet” (está certo, deve ser esquerda “em cama”, ou “com redução”, de qualquer coisa) demarcou-se do regime de Maduro? O mesmo regime que financia o grupelho equivalente em Espanha e de que não se divisa crítica do BE? Muito bem, fico informado.

        Costa

    1. O MNE cultiva e bem, ainda que de forma demasiado ostensiva, a política naquilo que esta tem de mais maquiavélico. Nunca se conseguirá livrar do “malhar nos partidos de direita reaccionária, BE e PCP”.

  10. As trombas do César e restante Padilha são impagáveis.
    O Costa do vai-te embora porque ganhaste por poucos e deixa lá ficar em segundo e formar uma aliança para governar tem muita moral para falar
    O Chega… não faço a mínima das semelhanças ou diferenças entre o partido regional e nacional, mas se o PSD pensa que tem um aliado institucional para as legislativas naquela sacola de gatos loucos, desengane-se.
    E o Ventura não é de fiar, não fosse ele lampião 😉

      1. E vendedor do calcitrim com tiques de braços de imploração evangélica.
        ‘Enquanto eu fazer parte deste…. não farei acordos com ninguém’, nem reparou que já não tinha a máscara anti-covid.

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