A senadora Ana Amélia Lemos defende a reabertura das discussões, entre todas as nações lusófonas para a criação de um acordo que seja “fruto de um entendimento geral” e consensual em que nenhum dos países se sinta prejudicado.
Dois conceituados professores de língua portuguesa do Brasil reunir-se-ão, em novembro, em Lisboa, com representantes de Portugal, para avaliar a possibilidade de reabrir as discussões sobre o Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, disse à Lusa fonte oficial brasileira.
De acordo com a parlamentar, o próximo passo será a reunião dos professores brasileiros Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto com os representantes portugueses para avaliar se há disposição em reabrir o debate sobre o acordo.
Em Portugal, por sua vez, existe uma petição na Assembleia da República, pedindo que o país se retire do Acordo.
Os representantes brasileiros pretendem também manter contactos directos com representantes dos demais países lusófonos atraves de um site na internet e de um sistema de videoconferência para divulgar e receber sugestões “simplificadoras”..
“O nosso objetivo é simplificar e facilitar o acordo”, observou a senadora, acrescentando que a comissão do Senado brasileiro se preocupa com o facto de o acordo não ter sido de todo consensual e ter gerado insatisfação nos restantes países lusófonos, o que ficou demonstrado com o facto de Angola ter assinado, mas não ratificado o documento.
A senadora defende assim a reabertura das discussões, entre todas as nações lusófonas, para a criação de um acordo que seja “fruto de um entendimento geral” e consensual para que nenhum dos países se sinta prejudicado.
Haja, enfim, esperança para todos aqueles que, como eu, entendem este acordo como uma forma espúria de unificar a língua portuguesa.
Haja, enfim, esperança para todos aqueles que, como eu, entendem este acordo como uma forma espúria de unificar a língua portuguesa.


Contra os cagões, marchar, marchar…
Cara Helena,
O problema disto tudo é meter “professores” da Língua ao barulho. Em vez de se entender a língua como uma entidade dinâmica, em que ajustes à grafia ocorrem de forma natural (i.e. por uso corrente) tenta-se impor coisas absurdas de cima para baixo.
Eu não quero acordo nenhum nem vejo necessidade! É que se querem uniformizar a grafia (e este nem isso faz! São mais as excepções que as regras),têm de uniformizar a fonética e o vocabulário e eu gosto muito dos meus autocarros e quero lá saber dos ônibus.
Se ainda fosse para unificar!
Eu por mim está tudo bem, os brasileiros, os angolanos e os demais que escrevam a língua como muito bem lhes aprouver. Dispenso perfeitamente qualquer acordo. Desde que nós, portugueses, não tenhamos que regressar ao passado e possamos manter a ortografia modernizada, tudo bem.
Cabe perguntar, unificar porquê? Precisam disso, os restantes países que partilham uma língua? Não se demonstra que convivem tranquilamente, aceitando as especificidades das variantes que em cada lado se desenvolveram e sedimentaram, sem imposições unificadoras, muitas vezes pura e simplesmente aberrantes, em nome de conceitos como a grandeza económica ou dimensão populacional, sem nada a ver com a evolução local do idioma ou o sentimento de quem o fala?
Costa
Não sendo eu um erudito (credo! só o termo me assusta), ou talvez por isso, não entendo essa coisa de um novo AO nem sobretudo para que serve, ou para quem serve. É que já me vejo em palpos de aranha para escrever algumas palavras como por exemplo: açucar. Já o tenho feito aplicando dois ss -assucar- não sabendo porque o faço, se por distracção, por ignorância ou se por acreditar que assim fica mais doce o dito cujo.
Não fazendo ideia de como a coisa emergiu, seguramente de cérebros bastante evoluídos, mantenho-me naquela base de escrever como aprendi (e já lá vão tantos anos…), tanto mais que me valeram algumas reguadas para me “incentivarem” a aprender depressa e bem. Reguadas essas que ainda não esqueci!
Mas confesso que estou baralhado, tanto mais que ouvi pessoas aplaudirem esse tal AO e inclusivamente criticarem com veemência quem discordou da coisa. E estou baralhado não propriamente pelas discordâncias inflamadas de uns quantos, mas porque a esses quantos nunca os ouvi/li discorrerem sobre tal assunto; no entanto, vejo-os/oiço-os (ou ouço-os? ou ousso-os?) “correndo” pelas avenidas das subserviências empunhando flamulas, como que defendendo as suas próprias (grandes) ideias.
Não há pachorra!
Dona Helena, pedindo-lhe desculpa pelo exemplo que vou referir não posso deixar de dizer que tudo isto do AO faz lembrar alguém que de cada vez que se senta na pia sai de lá com uma ideia nova.
Por influência de um tal ex-presidente americano? Não sei, nem sei sequer se esse tal ex-presidente tinha ideias de jeito.
Mas que isto do novo AO não cheira bem, não cheira!
Cumprimentos.
*desta vez “estiquei-me” no comentário, ou melhor dizendo: alonguei-me no comentário! ao menos que valha a pena.
Isto ainda vai lá, Helena. 🙂
Quem dera, amiga. Não é por falta de união ao desacordo…
Mas negociar o quê? Não é necessário acordo nenhum. Não se pode unificar o que naturalmente diverge. Nós escrevemos como bem entendemos e está o Assumpto arrumado.
É melhor apressarem-se porque quase metade dos trogloditas que peroram no parlamento diz “competividade” e suponho que os acordistas devem estar mortinhos para deixar cair o “ti”. Afinal o objectivo é pôr-nos a escrever como eles pensam, uma espécie de suicídio colectivo em que a poção fatídica cheira a IC19.