Solnado teve o grande mérito de pôr o País inteiro a rir. Com um humor que, sendo popular, era também inteligente. A Guerra de 1908 tem tanta piada hoje como tinha há 48 anos, quando ele popularizou esse texto (de autor espanhol) no Teatro Avenida.
O maior elogio que posso fazer a Solnado, é nunca se ter deixado seduzir pelo riso fáci, recorrendo ao palavrão e à ordinarice. Se Hermann tivesse o seu talento e as suas qualdades humanas, teria seguido o mesmo caminho e hoje talvez não sentíssemos esta sensaçao e orfandade em relação aso humristas portugueses. Solnado foi único. Não há comparaçõe possíveis. Apesar do enorme talento de António Silva…
Não sendo eu da geração de Raúl Solnado, sei a perda irreparável que o seu desaparecimento provocou, numa época em que a comédia se confunde com o insulto brejeiro. O actor aprendeu com os melhores – João Villaret, António Silva e Vasco Santana -também por isso, merece estar na galeria dos imortais. Imaginemos a audácia e a inteligência de ridicularizar o Antigo Regime e os seus tabus, contornando a censura, utilizando jogos de palavras numa encapotada infantilidade. Foi um homem solidário que deu tudo pelo teatro, muitas vezes colocado acima dos interesses familiares.
Uma perda irreparável, a deste verdadeiro percursor do humor moderno em Portugal, num tempo em que este era um país triste e sem graça.
Preencheu muito da nossa juventude, não é verdade?
Grande, muito grande.
Excepcionais estes momentos de humor. Memoráveis.
Um artista marcante
da arte de representar,
uma obra importante
para sempre recordar.
As risadas desbragadas
e instantes de exultação,
estas foram as pegadas
de um artista de eleição.
Obrigada Raul e até já!
Bem haja Raul pelas memórias e lembranças que nos deixa do trabalho duma vida…
(Aplausos)
Ana Mestre
Solnado teve o grande mérito de pôr o País inteiro a rir. Com um humor que, sendo popular, era também inteligente. A Guerra de 1908 tem tanta piada hoje como tinha há 48 anos, quando ele popularizou esse texto (de autor espanhol) no Teatro Avenida.
O maior elogio que posso fazer a Solnado, é nunca se ter deixado seduzir pelo riso fáci, recorrendo ao palavrão e à ordinarice. Se Hermann tivesse o seu talento e as suas qualdades humanas, teria seguido o mesmo caminho e hoje talvez não sentíssemos esta sensaçao e orfandade em relação aso humristas portugueses. Solnado foi único. Não há comparaçõe possíveis. Apesar do enorme talento de António Silva…
Não posso estar mais de acordo.
“A vida num palco”
Não sendo eu da geração de Raúl Solnado, sei a perda irreparável que o seu desaparecimento provocou, numa época em que a comédia se confunde com o insulto brejeiro. O actor aprendeu com os melhores – João Villaret, António Silva e Vasco Santana -também por isso, merece estar na galeria dos imortais. Imaginemos a audácia e a inteligência de ridicularizar o Antigo Regime e os seus tabus, contornando a censura, utilizando jogos de palavras numa encapotada infantilidade. Foi um homem solidário que deu tudo pelo teatro, muitas vezes colocado acima dos interesses familiares.