Rasgos (36)


Ana Vidal,

A propósito da conversa nesta caixa de comentários aqui mais em baixo, dedico à Laura este belo exemplo de inovação no fado, que pode dar resultados surpreendentes quando existe rigor e bom gosto. E aproveito para recomendar este original “Fado & Piano” , da Maria Ana Bobone, acabado de sair da forja. É um misto de frescura e sofisticação que vale muito a pena conhecer, com a garantia de qualidade de quem estudou música a fundo. Continua a fazer-se boa música em Portugal, mesmo em tempos de crise severa. Parabéns por arriscar e parabéns pelo resultado, Maria Ana!

4 comentários em “Rasgos (36)”

    1. Isso mesmo. O imobilismo, quase sempre em nome da tradição, é o pior inimigo da cultura. Não há criatividade sem inovação, na música ou em qualquer outra arte.

  1. Olá vizinha,
    Já me tinham falado no disco da Maria Ana Bobone, mas foi preciso vir aqui para ouvir uma faixa. Gosto de a ouvir cantar – até porque é irrepreensível de afinação e tem uma voz muito bonita – mas questiono-me se consideraria esta música um fado. Tem uma guitarra, isso tem. Mas será um fado? Ou será mesmo uma “inovação no fado”? Que é bonito, é…
    Sempre um gosto lê-la, já que vê-la é mais difícil…

    1. Vizinho, seja bem-vindo! Gosto de vê-lo por cá. Sim, tem razão, isto não é exactamente um fado. Mas está intimamente ligado ao fado… é cantado por uma fadista (que sempre cantou fados tradicionais), está inserido num disco chamado “Fado & Piano” e tem, além do piano, a participação de dois instrumentistas de fado: o Rodrigo Serrão (autor da letra) no contrabaixo, e o José Manuel Neto na guitarra portuguesa. Um dia será considerado fado, acho eu. Como o são as composições do Alain Oulman hoje, depois da natural reacção inicial. Beijo 🙂

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