Rasgos (20)


Ana Vidal,

Ainda hesitei entre incluí-lo nesta série ou enviá-lo para a série dos mal-amados do João Carvalho, mas, independentemente da megalomania e do exibicionismo reinantes, é inegável o rasgo arquitectónico de Moshe Safdie, o criador do novíssimo  Hotel Marina Bay Sands, em Singapura. A inauguração, inicialmente prevista para 2009, foi adiada até agora por motivos que se prendem com a crise económica que assola até o mundo dos bilionários que frequentarão este hotel ultra-luxuoso de 2.500 quartos, parque de diversões, casino, spa e uma assombrosa piscina com 150 metros de comprimento, por razões óvias a estrela da companhia. Não deixe de visitar o site, se quiser saber mais pormenores. Todos os números são impressionantes. Aqui ficam algumas imagens, bem sugestivas:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21 comentários em “Rasgos (20)”

    1. Acabadinha de chegar da ilha de Santiago (Cabo Verde) não posso deixar de realçar os enormes contrastes da humanidade. Que realidades tão longínquas, de repente parece que estou a comparar a pré história com a modernidade.

      Mas o Pedro tem razão, não gostaria de estar no lugar do senhor da foto.
      Bolas!

      1. nem pensar, uma morte pavorosa isso sim, não bastava o meu trauma da água, ainda tinha de vir seguido do das alturas…gloriosa só se por estar mais perto dos ” Céus “, deve ser assim uma espécie de mergulhar dos Céus para o oceano, bom, a diferença é que aqui já vinhas com a água atrás.
        Ana por favor não coloque mais nenhuma foto, pleaseeeeee…

  1. Admiraria na sua totalidade se projectos e obras deste calibre existissem só depois de haver a certeza que não morreria no planeta uma criança devido a necessidades.

    1. Isso é um bocadinho utópico, Francisco, mas não deixa de ter razão. Ainda assim, e não querendo fazer de advogada do diabo – até porque a megalomania me causa sempre esse mesmo sentimento de desperdício – repito uma informação que li no site: o hotel emprega 10.000 pessoas directamente, e muitas mais de forma indirecta.

  2. É realmente impressionante, e a piscina, então, com os seus incríveis 150m de comprimento, é de tirar o fôlego a qualquer um, até para alguém como eu que gosta muito de nadar. A esplanada com as palmeiras é também muito curiosa e só não quero é pensar como é que tudo aquilo ficará sob um vento de 90 ou 100 Km/hora, o que àquela altura e naquela região, deverá ser frequentíssimo. Só por curiosidade, até vou já fazer um ‘booking’ e dar lá uma espreitadela para poder ter uma opinião mais avalizada, eeheheh…
    ;-)).

  3. Não sei se será um mal-amado. Mas sei pela segunda foto que aquela água traduz com propriedade uma imagem verbal muito portuguesa, como seja: aquele tipo a nadar que está ali a passar para baixo, daqui a pouco há-de voltar para cima.

    Parece o mar que banha a Madeira, talvez o único no mundo que não é horizontal. Sempre que estou numa esplanada em Santa Crua e passa o ‘Lobo Marinho’ (que faz Madeira-Porto Santo), há sempre alguém numa mesa próxima que diz: “Lá vai ele para cima. Daqui a umas três horas volta para baixo.” Aquele mar inclinado é um perigo…

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