Ainda hesitei entre incluí-lo nesta série ou enviá-lo para a série dos mal-amados do João Carvalho, mas, independentemente da megalomania e do exibicionismo reinantes, é inegável o rasgo arquitectónico de Moshe Safdie, o criador do novíssimo Hotel Marina Bay Sands, em Singapura. A inauguração, inicialmente prevista para 2009, foi adiada até agora por motivos que se prendem com a crise económica que assola até o mundo dos bilionários que frequentarão este hotel ultra-luxuoso de 2.500 quartos, parque de diversões, casino, spa e uma assombrosa piscina com 150 metros de comprimento, por razões óvias a estrela da companhia. Não deixe de visitar o site, se quiser saber mais pormenores. Todos os números são impressionantes. Aqui ficam algumas imagens, bem sugestivas:







Receio pela integridade física do senhor que nada daquela piscina. E se descuida e cai por ali
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b
a
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?????
Acabadinha de chegar da ilha de Santiago (Cabo Verde) não posso deixar de realçar os enormes contrastes da humanidade. Que realidades tão longínquas, de repente parece que estou a comparar a pré história com a modernidade.
Mas o Pedro tem razão, não gostaria de estar no lugar do senhor da foto.
Bolas!
É bem verdade, CR: que realidades tão longínquas…
Diz lá se não era uma morte gloriosa?
nem pensar, uma morte pavorosa isso sim, não bastava o meu trauma da água, ainda tinha de vir seguido do das alturas…gloriosa só se por estar mais perto dos ” Céus “, deve ser assim uma espécie de mergulhar dos Céus para o oceano, bom, a diferença é que aqui já vinhas com a água atrás.
Ana por favor não coloque mais nenhuma foto, pleaseeeeee…
Ooops! Too late…
🙂
O meu conceito de ‘morte gloriosa’ está longe de ser esse, Ana. Sorry.
O meu também, na verdade. Mas lá que tinha estilo…
Pois, Pedro. Vinha precisamente dar conta do medo que me causa a piscina.
Paulo e Pedro: em vossa honra, vou pôr mais uma fotografia. Querem ver?
Hum. Parafraseando Marx (Groucho), acabo de alterar a minha inabalável declaração de princípios anteriormente expressa.
Logo vi…
Admiraria na sua totalidade se projectos e obras deste calibre existissem só depois de haver a certeza que não morreria no planeta uma criança devido a necessidades.
Isso é um bocadinho utópico, Francisco, mas não deixa de ter razão. Ainda assim, e não querendo fazer de advogada do diabo – até porque a megalomania me causa sempre esse mesmo sentimento de desperdício – repito uma informação que li no site: o hotel emprega 10.000 pessoas directamente, e muitas mais de forma indirecta.
É realmente impressionante, e a piscina, então, com os seus incríveis 150m de comprimento, é de tirar o fôlego a qualquer um, até para alguém como eu que gosta muito de nadar. A esplanada com as palmeiras é também muito curiosa e só não quero é pensar como é que tudo aquilo ficará sob um vento de 90 ou 100 Km/hora, o que àquela altura e naquela região, deverá ser frequentíssimo. Só por curiosidade, até vou já fazer um ‘booking’ e dar lá uma espreitadela para poder ter uma opinião mais avalizada, eeheheh…
;-)).
Não se esqueça de nos contar depois a experiência aquática, Luís…
🙂
Não sei se será um mal-amado. Mas sei pela segunda foto que aquela água traduz com propriedade uma imagem verbal muito portuguesa, como seja: aquele tipo a nadar que está ali a passar para baixo, daqui a pouco há-de voltar para cima.
Parece o mar que banha a Madeira, talvez o único no mundo que não é horizontal. Sempre que estou numa esplanada em Santa Crua e passa o ‘Lobo Marinho’ (que faz Madeira-Porto Santo), há sempre alguém numa mesa próxima que diz: “Lá vai ele para cima. Daqui a umas três horas volta para baixo.” Aquele mar inclinado é um perigo…
🙂
Acho simplesmente horrível Ana, sabe, fui criada no capim, estas imagens dão cabo de mim…
:)))
Entre o horrível e o admirável, mon coeur balance… Confesso que ainda não me decidi, Ariel.
É arrojado, sem dúvida, mas não deixa de ser um mamarracho. Admiro o arrojo mas não gosto do resultado. Ainda assim, não conhecia e gostei de saber que existe.