Esta dança impressionante chama-se “As Mil Mãos-Guan yin”. Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização é ainda mais surpreendente se soubermos que todas as 21 bailarinas são surdas-mudas. Baseiam-se somente nos sinais dos assistentes que se encontram nos quatro cantos do cenário.
O seu primeiro grande “début” internacional foi em Atenas, na cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da “Chinese Disabled People”s Performing Art” e já viajou a mais de 40 países.
A primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.

Extraordinário. Assisti ao vivo a espectáculos extraordinários em Pequim e em Xangai, mas isto ultrapassa o que vi.
Extraordinário mesmo, João.
É espectacular e o efeito é belíssimo.
Não conhecia e gostei imenso 🙂
(creio que, além dos sinais dos assistentes, também devem contar com as «ondas» do som da música, no chão e no corpo: em geral, quando um dos sentidos não funciona, os outros são muito mais precisos)
É verdade, mas mesmo assim é impressionante o sincronismo e o efeito estético.
Ana, concordo com a Fugi de que é espectacular e o efeito belíssimo – salvo nalguns momentos finais, que me pareceram inspirados na figurinha menos simpática da centopeia. Mas é comovendo saber que são pessoas que não ouvem e imaginar a intensidade do treino e a tremenda força de vontade. 🙂
Errata: onde se lê «comovendo» deve ler-se «comovedor».
Também fiquei fascinada, Luísa. É um trabalho notável e de uma estética que só podia ser oriental.
Existe a ideia errada de que os surdos não apreciam música, por não a poderem ouvir, mas eles são grandes apreciadores. 🙂 Melhor do que ouvir, eles sentem genuinamente a música. Talvez seja por essa percepção diferente do ritmo que conseguem fazer este trabalho impressionante.
Desculpe, mas terei de “rapinar” este vídeo para o meu cantinho.
Rapine-o, Helena. Com todo o gosto.
Fabuloso!
🙂
Se esta maravilha já seria extraordinária executada por gente dotada de todas as suas capacidades, torna-se inacreditável quando somos informados de que todos os executantes são na verdade deficientes auditivos. A força de vontade pode mover montanhas.
E pode mesmo, Luís. Ou até derrubá-las.
Ana
EXTRAORDINÁRIO (maúsculas assumidas à espera da respectiva reprimenda).
:))))
Não há reprimendas, Maria do Sol. Por mim, acho justíssimas as maiúsculas.
(e as bailarinas chinesas não a ouvem, por isso só se for o João Carvalho a reclamar…)
🙂
Depois do “provérbio” que lhe deixei como comentário, acho que hoje o Jota Cê do DO não vai reclamar….
:)))))
Quase irreal, de tão bonito. Prova de que, quando se quer, não há limites. Esta série vai de vento em popa 🙂
Tenho mais na manga, Chloé. Há gente muito talentosa por esse mundo fora, e com talentos muito variados.
Espantoso o sincronismo e o sentir da música, ainda que com sinais exteriores e (certamente), como refere fugidia, com aquele sexto sentido que tem quem não um ou mais dos cinco primeiros.
Um sexto sentido inteiramente feminino, neste caso. O que vem confirmar o ditado…
😉