Ahahahahah, tem razão, Bea. Tem razão. De todo o modo pelo menos estes não conheço mais raparigas que os tenham lido. O que evidentemente quer dizer pouco.
Dou-lhe a mesma razão que dei (acima) à Bea. De todo o modo eu não vou pelo politicamente correcto. Raramente vou, ou nunca. Correndo assim o risco de reparos – justos – como o seu e o da Bea.
Também li essas. E o que aprendi com elas! Tentarei trazê-las aqui um dia destes quando as encontrar, ainda que quase desfeitas pelo tempo, no meu sótão.
Eh, pá, Pedro, que tempos, devorava-os a todos, entre limonadas e carcaças à sombra de uma figueira – que um dia cortaram, curiosamente no mesmo dia em que morreu o major Alvega. Estava a ler o livro e não acreditava a ver o homem a esbardalhar-se direito ao chão!… Foi nesse dia que compreendi que os heróis também morrem.
Sim, Zé, o passado pode acalmar o presente desde que não queira trocar de lugar com ele. É curiosamente como geração a geração vamos precisando de heróis, sei lá porquê!
Faz parte da génese humana, Fernando. Mas enquanto os heróis ficaram fechados nas páginas de um livro até que nem vai mal. O pior são os heróis de carne e osso que por vezes vamos, erradamente, idolatrando. Abraço.
Pois, penso que o entendo. Mas, Zé, enquanto precisarmos de heróis o melhor é saber escolhê-los. Tirando o melhor deles, sem idolatria, o que também é possível.
A revista Gina, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas populares da época.
A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer rigor literário. As capas regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades como convinha.
As raparigas que, como eu, tinham irmãos mais velhos, também se lembram. Desses e muitos mais (A caminho de Oklahoma, Santa Fé ou Oregon, Geronimo, Cavalo Maluco, Bonanza, Ritintim, Fúria, e tantos, tantos outros!) ptc
Naturalmente que sim, naturalmente que sim, Maria Dulce. Houve no entanto um tempo em que as leituras, deles e delas, eram frequentemente diferentes, e não há que olhar para esse tempo com os olhos de hoje.
Há raparigas que também se lembram:)
Bom Dia
Ahahahahah, tem razão, Bea. Tem razão. De todo o modo pelo menos estes não conheço mais raparigas que os tenham lido. O que evidentemente quer dizer pouco.
Muito bem lembrados na excelente série Os homens da Fronteira recentemente vista no canal História.
Que pena, António, não vi a série! Mas talvez ainda a consiga ver. Vou procurá-la.
“Rapazes, lembram-se”? -Só os rapazes?!
Dou-lhe a mesma razão que dei (acima) à Bea. De todo o modo eu não vou pelo politicamente correcto. Raramente vou, ou nunca. Correndo assim o risco de reparos – justos – como o seu e o da Bea.
Eu o que me lembro é de uma enorme coleção antiga de revistas do Tio Patinhas e Pato Donald que as minhas primas tinham e que eu lia durante o verão.
Também li essas. E o que aprendi com elas! Tentarei trazê-las aqui um dia destes quando as encontrar, ainda que quase desfeitas pelo tempo, no meu sótão.
Então não me lembro? Gostava (e gosto) disso tudo. E do Ivanhoe e do Rob Roy e do Texas Jack e do Falcão e do Mandrake e do Blake & Mortimer.
Eh, pá, Pedro, que tempos, devorava-os a todos, entre limonadas e carcaças à sombra de uma figueira – que um dia cortaram, curiosamente no mesmo dia em que morreu o major Alvega. Estava a ler o livro e não acreditava a ver o homem a esbardalhar-se direito ao chão!… Foi nesse dia que compreendi que os heróis também morrem.
Que embrião de bela crónica estás aí a contar, Fernando…
As palavras são como as cerejas. E ainda bem.
Xiiiiiii. Do que se foram lembrar…
Há muuuuuuuuuuuuuuuitos anos que via estes livros.
Sabe bem revisitar o passado!
Obrigado pela oportunidade!
Sim, Zé, o passado pode acalmar o presente desde que não queira trocar de lugar com ele. É curiosamente como geração a geração vamos precisando de heróis, sei lá porquê!
Faz parte da génese humana, Fernando.
Mas enquanto os heróis ficaram fechados nas páginas de um livro até que nem vai mal.
O pior são os heróis de carne e osso que por vezes vamos, erradamente, idolatrando.
Abraço.
Pois, penso que o entendo. Mas, Zé, enquanto precisarmos de heróis o melhor é saber escolhê-los. Tirando o melhor deles, sem idolatria, o que também é possível.
Eu nessa altura lia mais a Gina. Um jornaleco de costumes.
Não me lembro.
A revista Gina, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas populares da época.
A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer rigor literário. As capas regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades como convinha.
Obrigado, Gay, por toda a informação, que desconhecia.
As raparigas que, como eu, tinham irmãos mais velhos, também se lembram. Desses e muitos mais (A caminho de Oklahoma, Santa Fé ou Oregon, Geronimo, Cavalo Maluco, Bonanza, Ritintim, Fúria, e tantos, tantos outros!)
ptc
Ui, ptc, a viagem que me deu a fazer! Obrigado, por ela.
Não esquecer Emilio Salgari…
JSP
O Corsário Negro… Os Tigres de Mompracem… Obrigado, JSP.
Ora bem Sandokan.
Edições Romano Torres se bem me lembro.
Modesty Blaise no suplemento de sexta (sábado?) do Diário Popular. Mas aí já entramos na BD.
E lembra-se muito bem, Luckcky. Exactamente. Uma idade de sonho, paredes meias, sim, com a BD.
ai, que saudades, ai, ai (todos lidos e relidos)
As “raparigas” também têm memórias felizes.
Naturalmente que sim, naturalmente que sim, Maria Dulce. Houve no entanto um tempo em que as leituras, deles e delas, eram frequentemente diferentes, e não há que olhar para esse tempo com os olhos de hoje.