0 comentários em “Radicais e coniventes (III)”

  1. Sobre os muçulmanos e a campanha anti-islâmica.

    Estratégias de desumanização (Universidade de Stanford):

    “De outro temos pessoas normais que, influenciadas por estereótipos culturais, “coisificam” outras pessoas tornando-se não muito diferentes do psicopata”

    Carregamos comportamentos instintivos obsoletos que desumanizam a outra tribo para que possamos disputar território com ela sem o remorso de estar matando outro humano.

    A despeito destas descobertas especificamente, os pesquisadores afirmaram que a desumanização e o imaginário animal (vírus, bacilos, macacos, cães , etc) têm sido usados através dos séculos para justificar a violência contra muitos grupos oprimidos.

    Exemplos de desumanização:

    Judeus= Bacilos
    Muçulmanos=Terroristas; Fanáticos; Atrasados __ ergo não humanos (não compartilham características morais humanas).
    Refugiados=Terroristas, gente que quer subsídios; Atrasados __ ergo não humanos (não compartilham características morais humanas).
    Comunistas=Revolucionários ateus
    Capitalistas=Exploradores

    Obrigado, Diogo!

    Colocando nomes e rostos, vemos que ninguém é alguém pelo seu credo. Existem isso sim pessoas. Umas que decidem seguir pelo caminho da virtude. As outras na do crime. Como todos nós, sejamos budistas, hindus, cristãos, ateus, benfiquistas ou do belenenses.

    Devemos parar de estereotipar, coisificar seres humanos. Não teremos ainda aprendido ao que isto conduz?

    1. O que têm aprendido nessa grande demanda de correcção política? Fazem isso todos os dias com os “populares” em Portugal — e ninguém se queixa e ninguém os defende. Comecem por onde devem começar e depois falamos. O que vocês defendem é gente abstracta que abominariam conhecer e que deixariam para trás como deixam para trás as pessoas nas aldeias. É muito lindo esse amor a tudo quanto é árabe e africano, sobretudo porque não os têm de gramar. Quanto tiverem arrependem-se.

      1. “abominariam conhecer e que deixariam para trás como deixam para trás as pessoas nas aldeias”

        Poderei abominar depois de conhecer…excepto, evidentemente, todo aqueles que legitimam a violência como argumento…é que no meio dos árabes, ciganos, etc, existem crianças, inocentes, assustados, medrosos, indefesos, confusos, explorados, doentes, desgraçados…e isso faz-me uma confusão dos diabos.

        Vivi junto a ciganos durante anos. De uma forma geral são chatos….bom, mas os brancos também….e os chineses também….bom, para mim são todos uns gandas chatos, mas não desejo mal a ninguém, pois também devo ser um chato do caraças…epá, que ninguém me aponte o dedo e diga – “lá, vai o chato!” – que eu não chamo chato a ninguém…deixem-me ser feliz, porra!!

  2. Isto começa rapidamente a parecer-se com a Lista de Schindler em versão alternativa: alemão salva meia-dúzia de judeus e morre como herói. Os cinco milhôes de gazeados são uma miragem, a Guerra Mundial um absurdo e o anti-nazismo uma completa idiotice.

  3. O poder econômico e o terrorista são, respectivamente, criador e criatura.
    (frase do livro “desaforismos” de Georges Najjar Jr)

  4. As excepções que confirmam a regra…
    Estamos obviamente nos dias que correm a viver acima das nossas possibilidades se antes era em termos monetários, agora é em sangue e em privação de liberdades, deveres e direitos.

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