Não sei se as quotas servem para mudar mentalidades ou apenas para perpetuar essa ideia de que alguns homens nos fazem favores imensos em consentir a nossa presença. A presença da mulher em lugares de poder é diferente, sendo só mera presença, adianta pouco.
Sempre tive sentimentos contraditórios até por perceber que muitas vezes – demasiadas vezes – as mulheres estão pouco disponíveis para algumas coisas, recusam convites, ponderam muito sobre cargos públicos e as suas enormes desvantagens.
Sim, existem desvantagens claras e uma delas é o escrutínio público exacerbado (basta pensar na quantidade de processos de difamação para perceber o que quero dizer).
A uma mulher comenta-se o penteado, o vestido, o sorriso, qualquer gesto e pesam-se todas as palavras com minúcias e requintes – tantas vezes – de pura maldade.
A verdade é que a luta pela paridade continua a fazer sentido. Direitos e deveres iguais, para homens e mulheres, tal e qual como ordenados, progressão de carreira, oportunidades. Estamos longe, muito longe de um registo paritário e, compreensivelmente, mulheres e homens continuam a marchar com a bandeira do feminismo.
No parlamento discute-se a questão das quotas – outra vez. Agora a discussão é sobre a imposição de quotas às empresas públicas e às empresas cotadas em bolsa de valores. Os conselhos de administração devem ter mulheres? Pois. Parece uma evidência, mas são pouquíssimas as mulheres em lugares de topo, pode-se imaginar que ao nível dos conselhos de administração a tendência masculina seja a mais poderosa.
A votação desta proposta será feita na próxima semana e, como sempre, temos quem seja contra (o Partido Comunista Português é uma fonte maravilhosa de surpresas, ou melhor, de não-surpresas). Desta vez o CDS, que tem uma maioria feminina no Parlamento, alinha com o resto. Se a dita lei for aprovada teremos uma questão pertinente que é semelhante à de alguns gestores culturais quando precisam de ter paridade nos programas que desenham: como cumprir com a quota, a noção de paridade, se as mulheres se recusam a assumir certas tarefas?
Diz-se que desde 2006 os partidos políticos sofrem com esse pesadelo constituído lei que é a paridade nas listas eleitorais. No caso das empresas, onde as mulheres a partir de 2018 deverão constituir cerca de 33 por cento das administrações e órgãos de fiscalização, há multa para quem não cumprir.
E aqui é que eu torço o nariz. Eu não quero ver uma mulher incompetente num conselho de administração de uma empresa pública só para cumprir a quota, para não pagar multa. Eu quero ver mulheres competentes reconhecidas por mérito próprio. Nesse aspecto, o quadro mental potencialmente misógino mudou muito em 40 anos de democracia, mas não mudou tanto assim.
Acresce que às mulheres falta um sentido de corporativismo e raramente se defendem umas às outras. Não sei se as quotas servem para mudar mentalidades ou apenas para perpetuar essa ideia de que alguns homens nos fazem favores imensos em consentir a nossa presença. A presença da mulher em lugares de poder é diferente, sendo só mera presença, adianta pouco. Mas fica bem dizer que somos paritários, defensores da igualdade de género. É mais bonito e nem divide a esquerda e a direita (excepção feita ao Partido Comunista Português, claro).

Como não sou mulher, poderia ter sido considerado suspeito, quando, por várias vezes, aqui escrevi essencialmente o mesmo.
Como é bom ler isto, escrito por uma mulher!
João de Brito
O PCP é contra o princípio das quotas, pois entende que as mulheres devem naturalmente ocupar os cargos com base na competência e não no género – já agora quantas mulheres estão no Comité Central?
Eu também não gosto de ver uma mulher incompetente numa Direção, mas a alternativa é muitas vezes ver um homem com igual incompetência no mesmo lugar.
Os partidos fazem bem em preocupar-se com a descriminação, mas pergunto, quantas mulheres houve
Primeiras Ministras em Portugal? Quantos deputados negros, ou asiáticos, ou assumidamente homossexuais, ou menos validos fisicamente houve em Portugal ?
Caro Eins, Vcmcê, de quando em quando, cede à alucinação infantilizante e anima-se de putativas virtudes! Uma tolice recalcitrante!! Mas porque razão, senão o porque sim ou a de um simbolismo infantil e condescendente, haveríamos de ter tido mais primeiras ministras, mais deputados negros ou asiáticos, ou homossexuais e desvalidos físicos!??
Caríssimo, Justiniano! A sua pergunta enovela-se num paradoxo. Esperar resposta de um putativo alucinado. Mas não querendo deixá -lo desconsolado , dir-lhe-ei que irei jantar leitão acompanhado de vinho verde adamado fresquinho, porventura de Ponte de Lima . Bom fim de semana.
E então!? Caiu-lhe bem, o verde!?
Não lhe gabo o gosto. Eu nem lhe toco, faz-me mal!
Quotas sim. Porque quando a admissão se faz por meio de exames anónimos (é o caso da magistratura) as mulheres têm melhores resultados.
Se não há razões lógicas para que a paridade não exista, é preciso forçá-la.
“Se não há razões lógicas para que a paridade não exista, é preciso forçá-la.” Discordo. Se se forçar fica sempre a dúvida: estás nesse lugar por seres capaz ou pelas quotas? Isto é inevitável. Eu ocupo um lugar razoável mas não devido às quotas. E a lei das quotas revolta-me porque já tenho ouvido conversas (ou sabido delas) em que se pergunta se a posição que ocupo é devida ás quotas. Amaldiçoo essas leis e a mania do politicamente correcto.
Ana (não ponho resto do nome porque, de facto, não quero ser identificada, já tive problemas que chegam com as feministas ou as manientas do feminismo).
Apenas para enaltecer o comentário da cara Ana Anónima.
Concordo consigo mas… se começarmos pelas Empresas de Mudanças, Construção Civil… ou serão só Quotas para “trabalhinhos leves”? Ou será como nos EUA que as mulheres vão para a tropa mas podem fazer menos flexões e ter outras mordomias?
“Forçá-la?”
A esta, respondo no fim.
Esta das quotas, para quem ainda não percebeu, é para criar ainda mais divisões porque a Elite do 1%, nunca teria hipótese de controlar este Mundo, apesar dos seus triliões, se não dividisse para reinar e, as “ovelhinhas” acabam, sempre, por fazer tudo o que eles querem.
Para Governarem a Nível Global, tem sido um trabalho lento mas muito produtivo e, estão praticamente a fechar o “curral”.
Entre amarrar Países a Dívidas, à destruição da Família, criar todo o tipo de competição ou divisão entre os 99%, criar a cultura do superficial, de seguir vedetas e “papagaios”, propagandas e publicidade… sem, cada um, usar a sua própria cabeça… não espanta que 8 tenham o equivalente, ao dinheiro todo somado de 3,6 biliões de pessoas.
Antes de eu perceber como, realmente e verdadeiramente, o Mundo funciona, não tinha entendido de onde vinham certas “ideias”, incluindo esta das quotas mas, entre deficientes, géneros, grávidas, idosos… qualquer dia temos de ter um Manual para saber quem tem prioridade nas quotas das quotas, quando o mais simples, sempre foi o mérito ou as capacidades (físicas ou intelectuais) para determinado tipo de trabalho mas, quando existe a nova “Obediência” a Ordens Externas que querem ditar tudo a nível Global e, até são convenientes quando há compadrios e corrupção, nada melhor que distrair as atenções ou incentivar disputas entre géneros, cores, religiões ou o que se lembrarem, para satisfazer a meia dúzia que já Controla quase tudo mas que, definitivamente, quer o Tudo.
Enquanto se pode, devemos aproveitar para saber mais porque já anda a desaparecer informação, nova legislação a sair portanto, pouco faltará para controlarem totalmente a Net, como fazem com as notícias “tradicionais” ou pensará que os políticos são convidados pelo Grupo Bilderberg, só para tomar um chazinho de tília?
Só posso dar uns “fios da meada” porque se cada um não fizer a sua própria investigação, não acreditará que, permanentemente, está a ser manipulado.
Mas 1º duas perguntinhas:
Sabe que o FED e o BCE são Bancos Privados?
Dos mesmos que, por “portas e travessas”, já controlam os Bancos Centrais dos Países?
Sabe que os EuroDeputados não podem Propor nem Vetar Leis?
Portanto, se através das Dívidas controlam a Legislação interna dos Países (exigindo determinadas “Reformas”) e se escolhemos EuroDeputados só para “enfeitar”, vamos a caminho de que tipo de Mundo e Controlado por Quem?
Que tal um mini curso intensivo, até com informação antiga que, das duas uma, adivinhavam o futuro ou há décadas que falavam a verdade mas, eram os maluquinhos das conspirações só que, agora, está tão óbvio que só continua a “dormir” quem quiser ou lhe seja “conveniente”.
https://www.youtube.com/watch?v=VllwRgSE Ccw
Alan Watt – A Globalist Agenda For a Dumbed Down Domesticated Society – A Prison Planet special
https://www.youtube.com/watch?v=a-6RXPB9 Zn4
G. Edward Griffin: The Collectivist Conspiracy (Full Length)
https://www.youtube.com/watch?v=65X1KUG7 S6g _Es&t=853s
Como este é só a gravação de 1967, pode ver acompanhada com imagens:
https://www.youtube.com/watch?v=6X_xB1JJ
THE DEEP STATE – 50 Year Old Recording Explains Why The World Is Going Crazy | ORDER OUT OF CHAOS
https://www.youtube.com/watch?v=0k4pXwmi s7A
The Myth of Authority (Video Contest Winner)
https://www.youtube.com/watch?v=3HmmsiG_ XkY&t=268s
How Bilderberg Works: An Institutional Analysis
https://www.youtube.com/watch?v=FmXl6IOO c24
The Weaponization of Information in the War of Terror
https://www.youtube.com/watch?v=cRuKmxQS PSw&t=72s
Ex-Illuminati Banker Exposes The Elite – In English Audio – Ronald Bernard – Part 1
https://www.youtube.com/watch?v=89ZuASiI 7Go
Part 2 – Ex-Illuminati Dutch Banker – In English Audio – Ronald Bernard
Quanto ao “Forçar”, como nasci no Tempo do Estado Novo, está a querer uma Ditadura ou foi bem treinada para querer uma Ditadura? O 1% adora gente “bem ensinada” porque, desta vez, querem uma a nível Global, de onde não se poderá fugir nem dar “o salto” para outro País.
E, já agora, aproveito para dar à “Cuca, a Pirata” um vídeo “fresquinho” acabadinho de sair, desta vez de um australiano, não por eu ter receio das Cucas (entidades fantásticas com que se mete medo às crianças; papão) mas, preocupada com o que se passa em tantas Cucas (cabeças, crânios, “cocos”) que parecem ter deixado de funcionar.
https://www.youtube.com/watch?v=zecuuBjo QKY
Why We Are Seeing So Much Chaos in the World
“ou serão só Quotas para “trabalhinhos leves”?” Não é só leves, é bem pagos. Claro ninguém fala de quotas para mineiro, estivador, etc.
“nada melhor que distrair as atenções ou incentivar disputas entre géneros, cores, religiões ou o que se lembrarem,” Pois, quando eu era jovem só se falava da luta de classes, agora preferem a luta dos sexos e outras mais divertidas para os 1%.
Gostava mais da ISA
Nebauten… tantas vezes a falar na ISA, já parece paixão assolapada
“apenas para perpetuar essa ideia de que alguns homens nos fazem favores imensos em consentir a nossa presença.” Claro que é esse o resultado. Tem dúvidas? As regalias (ou direitos) conquistam-se, não se oferecem. Mas há muitas mulheres que preferem a oferta galante.
“Mas há muitas mulheres que preferem a oferta galante.”
Discordo desta afirmação. As que preferem a oferta galante são uma minoria, são aquelas que andam na política ou que se vêem com elevada probabilidade de ocupar lugares bem pagos, probabilidade essa que crescerá, e muito, se se adoptar a política das quotas. Defendem as quotas por mero oportunismo. As mulheres comuns, isto é, que têm uma carreira (baseada no mérito) e que não contam com lugares políticos de proeminência nem com lugares bem pagos nas administrações, essas são todas (ou quase) visceralmente contra as quotas. Põem o mérito à frente. Do meu environment não conheço nenhuma a favor das quotas.
Ana
“Eu não quero ver uma mulher incompetente num conselho de administração de uma empresa pública só para cumprir a quota, para não pagar multa.” Vai ver.
Honra ao PCP, neste tocante!
Grande exposição Patrícia.
Quotas não.
Sempre defendi que cada um vale o que vale, e que nem a antiguidade, nem o género são condições preferenciais para progressão na carreira.
Nesta altura do campeonato ou se tem valor, ou não. A competência é o que importa.
Mais nada.
O Centrismo Extremista continua a avançar a Regulação para manter e estender o poder do Estado. _state
The Managerial State. https://en.wikipedia.org/wiki/Managerial
Agora com ideias próprias do Marxo-Fascismo: Quotas.
A Assembleia da Republica já hoje se deveria chamar Assembleia Corporativa.
Que tal quotas para as profissões dos eleitos, ou só ter vagina é que dá experiência relevante diferente – um dos pretextos encontrados- ?
Quotas para engenheiros, aviadores, marinheiros, gestores, arquitetos, médicos etc…
Obviamente advogados e pessoas ligadas à justiça têm de se escusar na maior parte das votações da Assembleia Corporativa por óbvio conflito de interesses – cada um beneficia da existência de mais leis.
Os arquitectos beneficiam de mais obras, etc…
E que tal acabar com a discriminação sexual nos Desportos? Porque é que as mulheres não podem jogar no Benfica, Sporting, Porto etc?
Só não há é quotas para trabalhadoras nas obras, trabalhadoras nas plataformas petrolíferas, recolha do lixo de madrugada, etc etc…
http://ideas.time.com/2013/12/16/its-a-m ans-world-and-it-always-will-be/
“E que tal acabar com a discriminação sexual nos Desportos? “
Meu caro, avance-se com uma reforma dos WCs. Acabe-se com essa treta do quarto de banho para homens e para mulheres. Prometo que não olho….só se for sem querer….
Essa treta de as mulheres urinarem sentadas e os homens de pé é uma imposição marxista, propagada por essa comunicação social vendida ao interesse do proletariado. Tenho dito.
Patricia
Sobre esta matéria penso há muito o mesmo: não quero quotas de favor. Quero aquilo a que tenho direito se for tão boa quanto um homem e mais se for melhor do que ele…