Questão de acento


Pedro Correia,

Porque persistirão os nossos canais televisivos em escrever Zimbabué se todos os jornalistas pronunciam Zimbábue?

Custará assim tanto transferir o acento para a sílaba tónica?

20 comentários em “Questão de acento”

  1. Os nossos canais televisivos devia cada um deles ter uma pessoa que lhe revisasse todos os textos, frases e palavras escritas. E as revistas também. Mas bem escrever é para escritores, o vulgo não se importa com calinadas. Será fruto do pouco valor que tem hoje a palavra; é que há tantas escritas diariamente que a poucos importa se dizem alguma coisa, se são sinal de pensamento escorreito. O mundo está a tornar-se desinteressante, a apoucar-se. Estamos a perder-nos de nós mesmos nesta enxurrada de banalidade.

    1. Acontece com frequência a mesma palavra ser pronunciada de forma diferente por vários jornalistas no mesmo telediário, até por questões de carácter regional. Mas este caso é diferente: todos pronunciam de uma maneira e todos escrevem de outra maneira a mesmíssima palavra.

      1. Julgo que a questão não está entre revisar e rever, verbos sinónimos, mas nas concordâncias entre os elementos da frase; revendo o meu comentário reparo que considerei sujeito cada um dos canais (singular) e, ao reler, já não sei se fiz bem.

  2. A razão é simples: como já deve ter notado, em todos o canais quem fala costuma fazer questão de mostrar que é analfabeto ou quase e que isso de bem falar português não lhe interessa. Essa do acento é uma maneira subtil de conseguir esse fim.

  3. a Mugabe pensava continuar a dirigir o país depois da morte do pr
    mas parece que esqueceu dos militares

      1. Pode acentuar onde lhe der mais gosto…

        A TvI : pode acentuar o “a” / A Sic o (é) tudo legal
        A RTP – pode prenunciar com mais dificuldade: Zimbawe.

        Mugábe / Magabé é que não!

        Viva o Leão!

  4. Por acaso acho que a forma correcta de escrever é Zimbabwe, da mesma forma que se deve escrever Kwanza e não Cuanza. Está há muito estabelecido que nas palavras de origem africana se mantêm as letras k, w e y, apesar de estas terem desaparecido do português europeu.

  5. Não é uma palavra portuguesa, pelo que, as regras da escrita do português não se lhe aplicam. Os jornalistas grafam-na, em minha opinião corretamente, por forma a que se torne mais claro para os leitores como ela deve ser pronunciada.

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