
Dois dias após as legislativas, o Departamento Central de Investigação e Acção Central fez buscas em quatro escritórios dos advogados presumivelmente envolvidos na compra de submarinos quando Paulo Portas era ministro da Defesa.
Eis uma infeliz coincidência que, com alguma sorte, talvez se transforme num auspicioso incentivo ao diálogo com o partido da maioria.

Quando é que surgiu o caso Freeport? Refresque-nos lá a memória.
O Freeport foi um caso judicial. O dos submarinos é mais uma cabala 🙂
Olhe que não. O assunto está classificado como “segredo de estado” pelo “pântano” que dispõe hoje de todos os instrumentos para impedir que venha ser um “caso judicial”…
Aliás, nem sequer entendo como é que pessoas aparentemente informadas insistem em fazer crer que não sabem que o Paulo Portas não foi mais do que figurante em filme de que não sabia a trama (“Ministro da Defesa e do quê? Do mar? Nem sabia”; depois percebeu e teve a prudência de fazer 60000 cópias de documentos do MD. E fez questão de que se soubesse da antevidência…).
Seja como for, estou espantado com a rapaziada do DCIAC.
Vai haver puxões de orelhas.
Ai vai, vai.
“Segredo de estado”, rapazes, “segredo de estado”.
Juizinho, seus grandes malucos.