O Herdeiro de Aécio levou a mal que eu “perorasse” (elegante expressão do próprio) sobre a ética na política. Vejam lá o descaramento: tive a ousadia de criticar o delicadíssimo deputado Ricardo Mãos-de-Vassoura. Mas, surpreendentemente, já não se importaria de me ver “perorar” sobre aquilo que considera – com a notável desenvoltura de um barbeiro de bairro – a “falta de ética” de um jornalista que acaba de ser insultado pelo seleccionador nacional de futebol, muito melhor a atacar fora do que dentro dos estádios.
É uma lógica nada cartesiana, a deste cultor dos clássicos: sou insultado, logo tenho falta de ética.
A culpa deve ser do calor, que está de ananazes. O Sol em excesso faz mal a algumas moleirinhas.
ADENDA – Como previa, sendo as coisas o que são, à minha curta réplica vem o habitual chorrilho de “argumentos” à portuguesa: o Herdeiro chama-me “estúpido”, “medíocre” e sei lá que mais. Ora sebo, como também dizia o Eça. Fim de paleio, que a vida é curta e há muito mais em que pensar.

Pedro Correia, e eles não fizeram nada que mereça insulto? Eu nunca tinha visto uma fonte ser protegida dela própria.
O jornal, tanto quanto sei, sai às sextas-feiras. O mínimo que há a fazer é aguardar pela próxima edição para ver como reage aos insultos do seleccionador. Tudo o resto, até mais ver, é conversa de café.
Meu caro,
Nem se incomode, no meu ponto de vista nem tal merecem.
Bom artigo ontem (Lapidação), corajoso.
Forte abraço e boa semana,
Obrigado, meu caro. Abraço.
Isso mesmo, Pedro. A vida é curta para perdermos tempo com quem não interessa.
Nem mais, Teresa.