Em Agosto de 2011, com o País submetido ao resgate financeiro de emergência, sob a tutela simultânea de três organismos internacionais, a CGTP vinha para a rua, reivindicando a plenos pulmões o “aumento extraordinário de 25 euros para as pensões mínimas”.
Cinco anos depois, saudando o Orçamento do Estado tripartido – com o carimbo simultâneo do PS, BE e PCP – a mesma CGTP deixou cair aquela reivindicação, aceitando pelo contrário que os beneficiários das pensões mínimas, que auferem entre 202,34 euros e 380,56 euros, sejam expressamente marginalizados no Orçamento do Estado para 2017.
Arménio Carlos, que acumula a liderança da central sindical com um assento no Comité Central do PCP, acolhe o OE de polegar levantado para cima, com uma resignação inédita: “Roma e Pavia não se fizeram num dia.” Aguardo que algum jornalista lhe pergunte pela antiga reivindicação do “aumento extraordinário das pensões mínimas”, aparentemente tornada obsoleta com a mudança de governo. Seja qual for a resposta, sei de antemão que o polegar não se virará para baixo.

![armenio_carlos[1].png armenio_carlos[1].png](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2016/19982798_ppO8o.jpeg)
Luzidio e bonacheirão. Riqueza…
A reivindicação do aumento “imediato” das pensões mais baixas em 25 euros fica adiada para outra legislatura, que tenha outra cor política.
Em nome da coerência, claro.
Caro Pedro Correia
Pode esperar sentado. Apesar de muitos dizerem que os OCS estão dominados por “direitolas”, ninguém vai confrontar o senhor. Mas é disto que muitos gostam e votam.
António Cabral
Esperar sentado, pois. Nem há alternativa.
O Pedro Correia, agastado que está por a Geringonça estar a ter algum sucesso financeiro e por não haver quaisquer perspetivas de tão cedo a direita regressar ao poder pelos seus próprios meios, põe-se a apostar na fratura da Geringonça, procurando que o PCP e o BE se desmarquem do PS. Já é o terceiro post que ele faz a procurar incentivar essa desmarcação.
1. Escrever sobre a CGTP é escrever sobre “PCP+BE”? Espantoso.
2. “Sucesso financeiro”? Nem você acredita em certas coisas que escreve.
Este esquerdola Lavoura, pobre coitado, acha que com aquela sua desonestidade intelectual vem para aqui lançar provocações… Pobre criatura
Caro Pedro,
vejo com algum interesse e profunda curiosidade o que “comunidade filopassista e filopafista” escreve sobre este Orçamento de Estado. Faz-me lembrar um texto do recente Prémio Nobel de Literatura:
«Chumbar no Curso de Propaganda
homens esquisitos com problemas estomacais & as suas pin ups: zelda ratazana – betty marada & a volcano pernas – aí vêm eles – aparecem de repente & foram vistos a chorar na capela – um amigo deles, que diz que toda a gente chora demasiado – é o tipo dos congressos & vem com fotografias – chama-se Tapanga Red – conhecido em L.A. como Dá Cabo Deles – tosse bastante […]» (*1)
Muitos elementos desta comunidade, presumo que – recorrendo à terminologia de um outro universo – anseiam por serem designados de «bitchs, que não eram putas inglesas mas byvchi inteliguentny tcheloviek, ex-intelectuais» (* 2) ou aristocratas perseguidos pelo terror estalinista. Porém, a sua visão, quiçá, totalitária, monocórdica, acéfala e profundamente bajuladora do antigo governo (o verdadeiro segundo eles) fá-los afastar desta categoria e aproximá-los, pelo empenho e dedicação, de quem a utilizava, a polícia política [a NKVD].
Para muitos o totalitarismo, qualquer que seja, não está ao lado mas é o reflexo do espelho!
Por certo o Pedro partilhará parte deste meu interesse e curiosidade.
(*1) DYLAN, Bob – Tarântula. 1ª ed. Vila Nova de Famalicão : Quasi, 2007. p. 103
(* 2) ROLIN, Olivier – O meteorologista. 1ª ed. Porto : Sextante, 2015. p. 15
Gosto muito de Bob Dylan. E considero que o Nobel foi muito bem atribuído.
Não haverá “caso”. Não será uma “polémica”. Não será “controverso”.
Nada de águas turbulentas sob a ponte. Isso era na canção de Simon & Garfunkel.
Perante uma tão grande diferença reivindicativa entre 2011 e 2015, só se pode chegar a duas conclusões, em que só uma é verdadeira: a primeira é que nesse espaço de tempo as condições de vida melhoraram muito significativamente para o leque de pessoas que integram essa área de beneficiários. Na segunda é que mais uma vez se confirma que a CGTP não é nem mais menos que o PCP II.
CGTPCP.
Este senhor da fotografia é uma vergonha. Como poderá um indivíduo destes deitar-se à noite e conseguir conciliar o sono? Quem diz este Arménio diz o outro sujeito que manda no sindicato dos professores, que nunca deu uma aula e recebe um chorudo ordenando pago com o dinheiro dos meus impostos, um profissional a soldo dos comunistas para, com greves quase dia-sim, dia-sim, durante os governos de direita, arrasarem e deitarem o país abaixo, e que, agora, neste governo da geringonça, suportado pelo seu próprio partido, têm o realíssimo descaramento de não darem um pio em relação à nojenta tramóia contra a classe trabalhadora (com que enchem a boca nos governos de direita), os pobres e os indigentes deste país.
Quem fala destes dois destacados caramelos, fala das meninas catarinas e mortáguas do Bloco.
E, sobretudo, dizer aos media ‘tuga’ que são uma vergonha. Que praticam um jornalismo marxista tão miserável, tão infamemente parcial – andarem com a esquerda ao colo não vos faz corar de vergonha, TVI, SIC, Público, TSF, RTP e RDP paga com o meu dinheiro, etc.!? – e tão sem coluna vertebral que só um lorpa, um atrasado mental e, claro, a seita que se alimenta da manjedoura do Estado não topa nem refila.
Esta oligarquia, que não representa o povo, mas apenas se representa a ela própria, aos seus amigalhaços e quejandos mamões do erário público dum país empobrecido e com uma dídiva pública descomunal e que nem os nossos netos conseguirão pagar, provocam-me náusea e uma fúria irrepremivel. Que corja!
Ainda não vi comentado, ou passou-me despercebido, que este ano e ao fim de décadas a fio também a FENPROF não reclamou atrasos na abertura das escolas e na colocação de professores. Tudo se resolveu a nível de ensino em poucos meses ???? Que felicidade !!!! ………………
Nem uma polémica este ano … pelo menos não ouvimos o ruído desses senhores principalmente do seu dirigente comunista ferrenho.
Por um passe de mágica passámos a viver num doce e suave mundo. Nem emigração forçada, nem fome nas escolas, nem docentes por colocar, nem velhos abandonados, nem aldeias despovoadas, nem desempregados de longa duração.
Essas histórias desapareceram do espaço mediático à razão directa do eclipse do professor Nogueira. De novo só o facto de ele continuar sem dar aulas.
Como a Esquerda está no poder já não se diz Fome, agora diz-se Jejum.
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/d esmaios-nos-comboios-levam-fertagus-a-la ncar-campanha-para-passageiros-nao-viaja rem-em-jejum-1747677
O jejum, como toda a gente sabe, faz muito bem à saúde.
O Ramadão ainda há-de ser nosso.
Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Faça-se uma pesquisa e veja-se a quantidade de professores que não se encontravam colocados ainda no mês de Outubro … só p´ra estatísticas, mas sem arreliar muito o sr. Mário Nogueira e/ou a geringonça.
Convém não perturbar a sesta do senhor Professor.