Corrupção, escutas, compadrio, processos, descrédito, investigações, inquéritos, suspensões, interrogatórios, detenções, arranjismo, prisões… Notícias atrás de notícias, há qualquer coisa neste país que me recorda A Canção de Lisboa: a zanga entre o Vasco (Vasco Santana) e a Alice (Beatriz Costa) na cozinha, com pratos partidos e massa tenra pelo ar.
– Vou-me embora desta casa, p’ra nunca mais voltar! P’ra nunca mais voltar! Adeus p’ra sempre, mulher ingrata. Adeus. Vou-me embora, p’ra nunca… Que porcaria… P’ra nunca mais voltar! Adeus. Adeus.
– Não faz cá falta nenhuma. Urso!
– … Nunca mais! Nunca mais voltar!… Ó raparigas, lavem-me a cara, limpem-me o casaco, escovem-me a alma…

Se fosse assim tão fácil ….
Infelizmente hoje ninguém se vai embora de motu próprio, há que se agarrar ao tacho!
Bem apanhado!
Não me escovaste a alma…
Não consigo! Antes, alguém tinha de escovar a minha …
Infelizmente, ninguém, João. Já não há raparigas destas para nos lavar a cara, limpar-nos o casaco e escovar-nos a alma…
Pois é. Infelizmente.
hehe podretes , mas alegretes) Quanto aos pratos – mais um menos um. Mas a massa…um desperdício.
Ao “Urso” escovava-lhe o pelo – já que não tem alma:))
Hehe…