Quem não tem cão caça com PAN


Pedro Correia,

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O PAN, justamente preocupado com possíveis situações de stress psicológico causadas aos bichinhos pelos ancestrais provérbios populares desde sempre ligados à tradição portuguesa, vem agora recomendar que ponhamos de parte este péssimo hábito e passemos a dizer expressões alternativas, tais como «pegar na flor pelos espinhos» em vez de «pegar no touro pelos cornos».

Não posso estar mais de acordo com esta iniciativa fracturante do partido animalista. Venho, portanto, propor aos leitores do DELITO propostas de provérbios alternativos que não configurem situações de injúria ou difamação dignas de traumatizar os animaizinhos. 

E adianto, desde já, duas alternativas da minha lavra: «Quem não tem cão caça com PAN» e «A PAN dado não se olha o dente».

Façam o favor de deixar aqui as vossas sugestões.

80 comentários em “Quem não tem cão caça com PAN”

  1. Eu também me aborrecia com o politicamente correcto.
    Mas desde que entraram no ultra ridículo (como esta do PAN e dos camarados) deixei de me afligir. É que entraram na fase em que só podem provocar a risota de qualquer um (começa a ser difícil ouvi-los sem rir) e já não chateiam. Podem até ser convidados para um programa humorístico (um bocado piroso diga-se) de feira ou para qualquer graçola pimba.

  2. Grão a Grão enche o governante o papo.
    A carro dado não se olha à jante.
    Vozes de PAN não chegam ao céu.
    A árvore da vizinha tem mais fruta que a minha.
    Dar pérolas a extraterrestres.
    Quem não tem PAN caça com PETA

  3. O “pan” , e já agora , o bloco de esterco, mais não são do que subservientes lacaios da “voz do dono” transatlântica, onde guterres funciona como “bell captain”…
    A coisa foi-se diversificando : as “agências” já se transmutaram em ongs…

    JSP

  4. O Jerónimo que tem aquela do “dedo no dito cujo” a ver se a galinha tem ovo, tem de alterar muitos dos seus provérbios.

  5. A pensar viveu o burro
    Uma andorinha faz a primavera.
    A besta deficiente, cuidador gentil.
    Burro velho ensina línguas
    A cabra da minha vizinha é tão digna como a minha.
    Incolor é, galinha o põe.
    A carneiro assediado não apalpes o rabo
    Cão que ladra, dialoga
    Entrada de sendeiro, saída de leão
    A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina (oops, e agora?)

    1. A UE reclama pelas quotas e haverá algumas capazes de reclamar pelas cotas. Isto quanto à sardinha.
      Entrada de sendeiro, saída de leão é p’ró ano, p’ró ano é que é.
      Cão que dia loga, noite out.
      .O carneiro é muito cabra macho, pelo menos é o que dizem lá no Ceará, provavelmente será o assediador. Acho melhor no assador.
      Independente da cor, a galinha só o põe se quiser ou for bem remunerada, caso contrário é exploração, e quem tem cloaca tem medo.
      Há cabras menos dignas que outras, digo eu que nunca me dei bem com a vodka.
      Burro velho tomara ter dentes para dobrar a língua, quanto mais para as ensinar.
      A besta deficiente, cuidador gentil. Gosto muito. Pode ser que por esta legislem finalmente sobre o cuidador.
      Uma andorinha faz a primavera, mas há bandos que dão cabo do verão mesmo sendo silly season.
      Pronto, ’tá bem, tinha que trazer o sócrates à colação…

      1. Dona Sarin
        Isto não pode ser só com machos. Não diga “Entrada de sendeiro, saída de leão”
        mas sim “Entrada de sendeiro, saída de leoa”. Ora as fêmeas também são gente.
        (Chamar gente a um ser deve ser ofensivo para os animais não humanos, peço desculpa. A palavra gente devia ser banida).

        1. Tem toda a razão, Senhor(?) Anónimo (e mais esta agora…?!), mas as leoas parecem não ter os mesmos problemas que os leões nessas coisas de p’ró ano…

          Sobre os animais se sentirem ofendidos com a gentificação, não poderia estar mais de acordo – aliás, mais acima alertei o Pedro Vorph sobre a importância da opinião do cão nessa coisa da troca de vida.

          E repare que eu mais não fiz que pegar nos animais (com almofadinhas, alerto) referidos, e atribuir-lhes outra dignidade – repare na galinha, contrariando Sérgio Godinho!

          Mas bem-haja por comungar de tais sentimentos de paridade 🙂

        2. Banir “gente” é muito bem pensado. Dever-se-á dizer “gento” (futebolista espanhol lendário mas que não se confundirá) e “genta”. O depreciativo deverá ser “gentalho” e “gentalha”, para o universal deverá ser “gentalhame”.

          Quanto ao provérbio poder-se-á dizer, de modo mais a la PAN, “entrada de sendeir@, saída de le@@”. Ou talvez “entrad@ de sendeir@, saíd@ de le@@”

  6. Vários comentários acima acabam por ofender as plantas (que têm sistema nervoso, até há neurologistas de vegetais). Outros acabam por falar de animais de modo pouco próprio. E, no fundo, todos ofendem a mãe natureza. O melhor é estar calado. Todos somos pecadores e disso não se pode fugir: já nascemos com o pecado original. O melhor é não nascer.

  7. Desculpe, Pedro, mas não posso alinhar nesta maledicência. Nem percebo como é que o Pedro a promove, de iníqua… na tentativa de fazer bem aos animaizinhos que não merecem ser vítimas de palavras ofensivas, propõe destratar assim os nosso antepassados que tanto fizeram pela cultura popular?!
    Tantas vezes vai o cântaro à fonte que só falta virem os oleiros chatear também por essa!!!!

    Não conte comigo para virar o bico ao prego, com o perdão dos ferreiros, pois a cavalo dado não se olha ferradura, ou querem lá ver que agora os cavalos tem de andar de mocassins?!

    1. Pronto, agora que esta loucura de desvendar a alopécia ao ser do género masculino que ousou destratar as alimárias usando de frases inadequadas aos sentimentos das bestas, solicito-lhe, Pedro, que me permita publicitar uma campanha de protecção aos animais em que estou seriamente envolvida:

      Até dia 23 de Dezembro vou recolher e dar abrigo a animais desalojados: cabritos, frangos, perus, bacalhaus, salmões viciados, esturjões em desova, sapateiras, lagostas e navalheiras. Indivídu@s de outras espécies animais estarão sujeit@s ao alojamento disponível.

      Agradeço desde já a divulgação e apoio a esta nobre causa.
      Os animais poderão ser entregues em minha casa, mas também me posso deslocar para a recolha, basta enviarem as coordenadas.

      Onrigada pelo apoio,

      E Boas Festas

  8. PAN não é o estampido que figura nos livros para indicar o som do disparo sobre um animal?
    Então? Mudem o nome do partido para Pfff…
    Maria Lopes

  9. Eu o que acho mal é que o povo insista em chamar “vaca” ou “cabra” às mulheres fáceis. As vacas e as cabras são animais bem comportados e eticamente irrepreensíveis que não mercem ser destratadas dessa forma. Ocasionalmente as cabras podem ser violadas por homens com masculinidade tóxica, mas elas são vítimas e dizem sempre #metoo.

    1. também se usa “cadelas”. Não posso deixar de contestar a pertinência deste comentário, imbuído de uma mentalidade discriminatória, a qual urge denunciar e até combater. Ao considerar injusta a agressão simbólica, e concomitante apelo à violência psicológica e física, sobre cabras e vacas (ao que eu aduzo as cadelas) o comentador olvida a agressão machista explícita na utilização da expressão “mulheres fáceis”. A qual urge extirpar, trocando-a por “pessoas sexualmente activas”

  10. Como é que eles arranjaram uma sede no Chiado é que eu gostava de saber. Deve ser um muçulmano qualquer a financiar aquilo.

      1. Ok boa… mas eu estava a pensar no Aga Cão.

        (Um daqueles patrocinadores de invasões que é recebido com honras de estado pelos tansos do Ocidente. Béu, béu.)

  11. Não contes com o ovo no cu do pan.

    Para quê comprar a vaca quando se pode beber leite de soja.

    Quem quer ser deputado não lhe veste a pele nem usa biometria

  12. Anda-me a irritar esta perseguição a tudo o que envolva gatos e cães.
    Há dias disse isso num estabelecimento comercial e uma senhora perguntou-me se eu não gostava de ratos. Disse-lhe que sim, mas com ervilhas. Pelo olhar dela achei que ficou com vontade de me dar remédio para ratos…
    Já nem tive oportunidade de os distinguir dos cães. Os de raça pequena são bons em feijoada e os de raça grande são melhores para bifes e para chouriças. Para presunto ainda não experimentei mas estou curioso.
    Quem criticar os meus gostos alimentares de fusão com a cultura chinesa vive fechado na sua bolha de xenofobia.
    Mais nada!!

    1. Correcção: A ‘senhora perguntou-me se eu não gostava de Gatos’.
      Sobre ratos ainda não tenho opinião gastronómica, mas que são alvos de racismo… ah isso são!!

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