“Não aceito os insultos do Senhor Schäuble ao meu país”, afirmou Papoulias num discurso citado pela Bloomberg, que teve como destino não só o ministro das Finanças alemão, mas também os países do Norte da Europa.
A tragédia é que quando não se tem dinheiro, aqueles que o emprestam se sentem no direito de insultar…


Como sou meio tonta, este discurso tocou-me muito. Não sou o discurso mas a expressão do Presidente grego. Há algo de digno e de dramático corroborado pelos cabelos brancos e a expressão. Pronto, já passou.
Não és tonta não. Tontos serão os que não compreendem que as gentes, mesmo quando precisam, não devem ser insultadas.
Como em qualquer outro país, uma coisa é o seu povo e outra os desmandos daqueles que os possam ter mal governado.
Nesta história da Grécia penso constantemente nas pessoas que estão agora a sofrer tudo isto, gente anónima, que nada tem a ver, como dizes, com os desmandos dos governantes e que agora se vê despojada e ultrajada. E incomoda-me muito.
Mas , por vezes, do que mais precisam é mesmo de um “insulto” que os acorde do torpor etc (e restantes metáforas habituais).
Mas não é?
Mas , por vezes, do que mais precisam é mesmo de um “insulto” que os acorde do torpor, etc ( restantes metáforas habituais).
Não é?
E eu que embora português já me sinto grego faço minha a indignação de Papoulias.
O insulto ao país não será feito pelos próprios gregos?
Cara Helena: l
Os gregos “esquecem-se que as decisões que estes actualmente tomam têm em linha de conta rendimentos, valores, produto interno bruto, défice e outras contabilidades. São os credores que a isso os obrigam, e ao que parece, o que estes ditam já vale mais do que a vida de todos os gregos juntos.”
http://oourico.blogs.sapo.pt/107843.htm
Não querendo entrar aqui numa de comparação entre gregos e portugueses (somos todos europeus, ponto.), a posição de Papoulias foi pelo menos muito mais coerente do que a posição do nosso Presidente! E por aqui me fico…
É verdade!